O Baile de Máscaras - Capítulo 2

Querido Diário
Férias em São Paulo não é nada legal. Eu amo essa cidade, é a minha cidade, mas preferia mil vezes estar viajando, sei lá, no Rio de Janeiro aproveitando a praia, mas não aqui, nessa “selva de concreto”. A única coisa boa é o Baile de Máscaras, que é dia 31, e como não vou viajar essa ano, eu vou. Nem falei com a minha mãe ainda, mas sei que ela vai deixar. A Mari também vai ficar aqui, então ela vai comigo, mas o Arthur vai viajar. Falando em Arthur, ele me disse uma coisa que me fez pensar. Ele me disse pra parar de procurar o meu príncipe, pra deixar ele me encontrar, e até disse que ele poderia aparecer nesse baile. Será? Será que, quando eu parar de procurar, ele me encontra? Olha, eu não sei, só sei que cansei de sofrer, e vou parar de correr atrás de quem não dá nem um passo por mim”

            Fechei o meu diário e levantei da cama. Olhei as horas no meu celular, 10:15, e entrei no banheiro e tomei um longo banho. Sai do banheiro as 11:15, entrei no meu closet, escolhi uma roupa qualquer (http://www.polyvore.com/cgi/set?id=84185688&.locale=pt-br )e fui cuidar da minha vida virtual.
            Liguei meu computador e entrei nas minhas redes sociais. No Twitter um seguia vários fã clubes, e acabei me tornando bem popular por causa disso, pois fiz amizades com muitas pessoas. Com isso, acabei criando um blog sobre os meus artistas favoritos, que se tornou bem popular. Em poucos dias já tinha conseguido 200 seguidores, e hoje já beirava os 2000. por causa disso, as pessoas começaram a se interessar pela minha vida, e ai meu Ask começou a bombar também. Eu não recebia muitas perguntas anônimas, e quando as recebia, logo a pessoa se revelava, ou eu mesma adivinhava, mas ao entrar no meu Ask hoje de manhã, me deparei com 50 perguntas, todas identificadas... menos uma.
            “é isso que dá ficar tanto tempo sem internet” eu penso, começando a responder as perguntas. Eram sempre as mesmas, quais os meus artistas favoritas, o que eu gostava de fazer, qual o melhor FC que já segui e algumas perguntas mais pessoas, como com quantos garotos eu já fiquei, se eu tinha um namorado e etc.
            Até que, de repente, chego a última pergunta, que é totalmente diferente das outras e que chamou a minha atenção. Estava anônima, e tinha sido enviada a mais ou menos três dias atrás.

Anônimo: “E se eu te disser que seu príncipe encantado está mais perto do que você imagina, você acreditaria em mim?”

Manu: “Talvez. Mas se ele está ta tão perto assim de mim, por que não me procurou antes?”

            Meu coração começou a bater mais rápido. Todos sabiam desse meu desejo de encontrar o meu príncipe, mesmo porque eu vivia postando coisas sobre isso no meu blog, no Twitter e etc., e antes que eu pudesse pensar mais, outra pergunta chegou:

Anônimo: “Porque eu nunca tive coragem”

Manu: “E de onde você me conhece?”

1 Nova pergunta

Anônimo: “De muitos lugares. Eu sei do que você gosta e eu sou tudo o que você quer em um garoto, mas você não me enxerga.”

Manu: “Se sabe tudo o que quero em um garoto, me responde: O que eu quero?”

1 Nova pergunta

Anônimo: “Primeiramente, ele tem que te merecer, e isso é o que eu espero do garoto que ganhar o seu coração. Ele tem que saber o que você gosta, saber do que não gosta, tem que te surpreender todos os dias, ser engraçado, romântico, te mandar bom dia assim que acordar, te elogiar nas horas mais inesperadas, enfim, ser um verdadeiro príncipe. Eu sou isso tudo.”

Manu: “Qual é o seu nome?”

            Depois que respondi essa pergunta, não chegou mais nenhuma. Então fiquei muito curiosa. Quem será esse garoto? De onde ele me conhece? Será que ele estava mesmo falando a verdade, ou estavam brincando comigo? O melhor a se fazer era não me jogar de cabeça, seja lá o que o meu coração me disser, ele nunca foi um bom conselheiro.

Anônimo: “Quer saber mais sobre mim? Me aceita no Facebook.”

Manu: “Feito.”

            Logo depois recebi um convite de amizade, de um cara chamado V. Não tinha foto, apenas a imagem de um ponto de interrogação, e ele só tinha a mim como amigo no Face. Não havia postagens, datas de aniversário, sobrenome, fotos, nada, parecia que ele tinha acabado de criar um perfil só pra falar comigo, o que eu achava muito provável. Ele me chamou no chat:

V.- Já tem um palpite de quem sou?
Manu– Você não me deu nenhuma pista ainda...
V.- Ok, mas saiba que vou dificultar tudo pra você por enquanto...
Manu– Por que isso?
V.- Porque tudo tem uma hora certa, e a nossa já está programada.
Manu-
Como assim?
V.- Vamos nos focar em uma coisa de cada vez. Quer ou não saber quem sou?
Manu-
É claro que quero!!!
V.- Ótimo, ai vai as dicas: sou homem
Manu-
Ah jura?
V.- Hahahaha ué, eu poderia ser uma mulher...
Manu-
Ok, outra dica.
V.- Estudo na sua escola. Quer dizer, não mais, já que o Ensino Médio acabou.
Manu-
Certo. Um homem que terminou o colégio comigo... Isso reduz a busca pra UM MONTE DE GENTE!!!
V.- Eu disse que eu não facilitaria...
Manu-
Ok. Já sabemos que você me conhece, mas eu conheço você? Quer dizer, conhecer mesmo, não só de vista...
V.- Pergunta proibida. Tudo o que eu posso te dizer é que EU te conheço muito bem.
Manu-
Vai me dar mais dicas?
V.- Se eu fosse você, prestava mais atenção nessa última dica que eu dei, pode ser importante.
Manu- Importante como? Ai, eu odeio ficar curiosa.
V.- Eu sei disso, como eu já disse, eu te começo muito bem.
Manu- Ok, se me conhece, como sou? O que sabe de mim?
V.- Nossa, que pergunta. Vou te descrever do jeito que eu te vejo. Você é linda, talvez a garota mais linda que já conheci, e não só na aparência. Você é capaz de ver o lado bom das pessoas, e talvez esse seja o seu maior defeito, pois é por isso que você sempre quebra a cara com todos os garotos de fica, mas também é uma qualidade, pois se não fosse isso, talvez eu não tivesse te conhecido.
Manu- Como assim? Você é um bad boy? Kkkkkk
V.- Não, mas era como todos me viam. Mas você não.
Manu- Nossa, isso é... Lindo. Mas não é nada, todos deveriam agir assim, não?
V.- Aham. Mas foi assim que começou. Não é de hoje que eu sou apaixonado por você.
Manu- Apaixonado?
V.- Apaixonado.
Manu- Eu...
V.- Ta na hora de eu ir. Até qualquer dia.
V. está offiline.

     Fiquei estática na frente do computador. A idéia de que há alguém tão perto apaixonado por mim é muito louca. Será que eu realmente não olhei direito ao meu redor? Não prestei atenção em quem merecia? São tantas perguntas sem respostas. Dava pra perceber, mesmo por chat no Facebook, que ele é sincero, ninguém brincaria com amor... não é?
            Nessa hora, recebo uma mensagem:

Me encontra na sorveteria daqui 10 minutos? To com saudade do seu beijo...
Renato

            Canalha! Ele fica comigo e com a Bia na mesma festa e ainda tem coragem de pedir pra ficar de novo?

Problema é seu. Chama a Bia, se quer tanto beijar.
Manu
           
Não vai dar, ela já ta com o seu amiguinho.
Renato

Meu amiguinho? O Arthur?
Manu

Esse mesmo... Vem logo, to com saudade de VOCÊ, não dela!
Renato

            Arthur? Com a Bia? Como assim??????????????????????????????

Faz um favor? Apaga o meu número e esquece que eu um dia já fiquei com você
Manu
           
Eu precisava confirmar essa história. Dei uma olhada no Facebook, ele não estava online, então mandei uma mensagem dizendo que eu precisava falar com ele, e dez minutos depois ele ainda não tinha respondido. Ele sempre me respondia, principalmente esse tipo de mensagem!
            Não agüentava mais, liguei pra ele. o telefone tocou três vezes e uma voz que não era dele atendeu...

 - Oi Manuela – disse a Bia. Ouvir a voz dela atendendo o celular dele fez meu coração pesar no meu peito. Não conseguia mais falar, desliguei o celular, joguei ele no chão e deitei na minha cama, olhando pro teto, com um nó enorme na minha garganta. Por que? Por que ele queria namorar? E por que logo a Bia? Eu nunca gostei muito da idéia do Arthur namorar, eu sinto que ele não seria o mesmo comigo, e ainda por cima namorar a Bia, a garota que mais me odeia, que vai virar a cabeça dele contra mim? E, acima de tudo, por que eu tive que descobrir isso pelo Renato? Por que ele não veio me contar? Ele não confia mais em mim? Nessa hora, escuto batidas na minha porta, e como não respondi, a porta se abriu. Era o Arthur. 

O Baile de Máscaras

Como o prometido, aqui está o 1° capítulo de "O Baile de Máscaras"
Também estou postando no Nyah (como eu já disse umas 80 vezes) e lá eu já estou quase postando o 3° capítulo, então quem quiser acompanhar por lá, clique aqui, a história já está mais adiantada lá.
Sem mais delongas, conheçam a Manu

Querido Diário.
Acho que só eu tenho essa habilidade incrível de me decepcionar. Todos os garotos que eu já gostei ou fiquei nunca são o que eu imaginava, sempre davam um jeito de me magoar ou me esquecer, e com o Renato não foi diferente. Aquele idiota ficou metade da festa da Mari de ontem tentando ficar comigo e depois que conseguiu nem olhou mais pra minha cara na festa!!! E depois ficou com a Bia!! Canalha, idiota, retardado, cachorro!!! Será que algum dia eu encontro alguém que goste mesmo de mim? Alguém que não queira só ficar comigo? Por mais que eu quebre a cara, não perco as esperanças.”

            Fechei o meu diário e deitei em minha cama. Essa não era a 1° e provavelmente não seria a última vez que eu me frustrava desse jeito. Acho que tenho sorte de nunca me apaixonar por esses garotos. Fecho os olhos e lembro-me do Renato. Ele é loiro, alto, tinha sempre gel nos cabelos, e uns olhos azuis muito lindos. Ele acabou de mudar pra minha escola, e sempre foi tão legal comigo... Até me beijar na festa da Mari, e depois correr atrás da Bia!
            Mariana é minha melhor amiga, e fez 17 anos ontem. Não é muito alta, mas não é baixinha, tem os cabelos curtos pretos, a pele negra e os olhos cor de mel. Ela tem um namorado, João, e só chamou o Renato pra festa porque sabia que eu gostava dele. Isso mesmo gostava! Não quero nem mais olhar pra cara daquele infeliz.
            Já a Beatriz é a pessoa que eu mais odeio no mundo, mas infelizmente ela é amiga da Mari. Ela é do meu tamanho, loira dos cabelos longos e bem lisos, os olhos bem azuis, e se acha demais por causa disso. Ela adora roubar o que é meu, os garotos que eu gosto, a minha melhor amiga, a única coisa que eu não deixo ela ter é o Arthur.
            O Arthur é a melhor pessoa desse mundo. Ele é mais que meu melhor amigo, é quase um irmão. Nos conhecemos desde os 10 anos, e somos inseparáveis desde então. Ele é mais alto que eu, tem cabelos pretos meio bagunçados naturalmente, os olhos castanho escuro, e a Bia adoraria tê-lo como namorado. Há tempos que ela pede pra Mari ajudá-la com o Arthur, mas eu digo pra ela nem tentar, eu não vou deixá-la ter até o meu melhor amigo! A minha sorte é que ele concordava comigo.
            Cansada de sonhar acordada, abro os olhos e olho pro meu quarto. No total, ele tem três portas, uma que dava pro banheiro, outra pro meu closet e outra pro resto da minha casa. Duas dessas portas ficavam logo na frente da minha cama, a da direita era a do banheiro e a da esquerda a do closet, e no meio delas tem uma poltrona roxa, onde estava o vestido preto que eu usei ontem à noite. Do lado direito do meu quarto, tem uma enorme janela, com um baú, que tinha uma almofada na tampa, na frente, da largura da própria janela. As cortinas brancas estavam abertas, deixando o sol do meio dia entrar. Ao lado esquerdo tem a 3° porta, uma mesa com o meu notebook rosa e alguns porta-retratos. Do lado tem uma estante cheia de livros e CDs. A cada lado da minha cama tem um criado mudo, o da direita com o meu telefone rosa e o meu celular e o da esquerda com mais alguns porta retratos. Meu quarto é roxo e branco, e tem pôsteres espalhados pelo quarto inteiro.
            Meu celular toca. É o Arthur:
 - Alô?
 - Manu?
 - Oi Arthur!! Tudo bem?
 - Sim, mas já você...
 - Eu? Por que acha que eu não estou bem? – eu disse. Cara, ele me conhece muito bem.
 - Eu vi como você saiu da festa ontem, e nem falou comigo.
 - É... Sobre isso...
 - Vai me contar o que aconteceu?
 - Caramba, você não deixa passar nada. Ok pode vir pra cá?
 - Vou esperar o meu pai chegar e ai eu vou, pode ser?
 - Claro.
 - Ok. Um beijo e até daqui a pouco
 - Até. – eu disse e ele desligou.
            Desci da minha cama e fui tomar um banho. Como tinha voltado tarde da festa, acabei de acordar. Abri o chuveiro e deixei a água cair pelo meu corpo, só pensando no que o Arthur diria quando eu contasse o que aconteceu ontem. Ele não aprovava essa minha “procura” pelo meu príncipe encantado, sempre me disse que quando eu achasse o cara certo, eu saberia, e pra piorar ainda mais a situação ele nunca foi com a cara do Renato. Por um lado, eu sabia que ele estava certo, mas não conseguia de deixar de ver o meu príncipe em cada garoto novo que aparecia. Saí do banho, fui pro meu closet, escolhi um vestido e uma rasteirinha (http://www.polyvore.com/cgi/set?id=85008516&.locale=pt-br). Me olhei na espelho e ajeitei o meu cabelo. Eu não sou feia,  sou alta, tenho os olhos cor de mel, uma pele branca demais pro meu gosto e os cabelos morenos longos e ondulados. Terminei de passar o meu batom e desci as escadas.
 - Oi filha – disse a minha mãe, quando cheguei na cozinha.
 - Oi mãe – eu disse, dando um beijo nela. – O que tem pro almoço?
 - Macarrão e frango cozido, comida de domingo! – ela disse, já pegando um prato pra mim – Vai almoçar?
 - Claro. – eu disse, pagando o prato da mão dela e me servindo. Me sentei no sofá, coloquei no Cartoon Network e comi feliz.
            Assim que acabo de comer, a campainha toca.
 - Deixa que eu atendo, deve ser o Arthur.  – Eu digo, correndo pra porta.
 - Oi Manu – diz ele, quando eu abro a porta.
 - Oi Arthur. Vamos andar um pouco? Não quero mais encarar as paredes do meu quarto.
 - Vamos. – ele diz, se afastando da porta pra que eu pudesse passar.
 - Mãe, vou no parque – eu grito antes de sair
 - Ok filha! – ela grita de volta. Saio e fecho a porta atrás de mim.
            Eu e o Arthur começamos a caminhas até o parque perto da minha casa, nenhum dos dois falava, até que ele resolveu quebrar esse silêncio.
 - Quem foi o idiota dessa vez?
 - Como assim? Por que você acha que o meu problema é sempre com garotos?
 - Porque, de uns meses pra cá, são os seus únicos problemas, e você sabe disso.
  É, ele ta certo.
 - Ok. Eu meio que fiquei com o Renato na festa de ontem.
 - O QUE?? Como assim Manuela?
  Eu odeio quando ele fala o meu nome inteiro...
 - Ué, ele me pediu e eu fiquei...
 - Mas ele não presta Manu!!! Poxa, eu te disse isso, ele é um galinha!!!
 - É, agora eu sei disso.
 - Ótimo, melhor assim. Eu não sei porque você fica insistindo nessa de que todo o garoto que você encontra na sua frente é o seu príncipe encantado.
 - Arthur...
 - Manu para! Eu já te disse, você não precisa dar uma chance pra todos os garotos que vê na frente pra achar o seu príncipe. Manu, olha pra mim – diz ele, parando no meio do caminho e segurando o meu braço pra que eu parasse também. – para de procurar. Espera ele vir até você.
 - Mas e se ele não vier? – eu digo, quase chorando.
 - Então ele vai perder uma garota maravilhosa. – ele diz, sorrindo.
 
- Ai Arthur...
 
- Tem tanta coisa pra fazer no mundo, tanto a se conhecer, tanto a aprender. Por que fica correndo atrás desse príncipe? Por que não deixa pra correr atrás dele quando achar aquele por quem você realmente se apaixonar?
 - Eu não sei!!! Eu simplesmente não sei – eu digo e ai começo a chorar. O Arthur me abraça e me faz sentar no meio fio.
 - Quer um sorvete? – diz ele, rindo.
 - Você sabe exatamente como me deixar melhor não? – respondo, rindo também.
 - Vamos, tem um super sorvete de pistache esperando por você – diz ele, me puxando pra que eu levantasse. Ele passou o braço pelo meu pescoço e continuamos descendo a minha rua, a caminho da sorveteria.

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Entramos na sorveteria, sentamos em uma mesa bem perto da porta e pedimos os nossos sorvetes. Eu, como sempre, pedi o meu sorvete de pistache com cauda de chocolate, e o Arthur, como sempre, fechou os olhos, girou o cardápio algumas vezes e pediu o primeiro sabor que viu: Milho.
 - Mas você não gosta de milho – eu disse, quando nós pedimos os sorvetes.
 - Mas o sorvete é bom – disse ele, rindo. Diferente de mim, ele sempre se deixava surpreender, nunca planejava nada, só fazia. Eu gostava muito disso nele.
            Os sorvetes chegaram, e então começamos a conversar sobre a festa de ontem.
 - Mas e você, não paquerou ninguém? – eu perguntei.
 - Não, mas acho, só acho, que me paqueraram – ele responde, meio irônico
 - Te paqueraram ou deram e cima de você completamente?
 - Deram em cima de mim completamente
 - Ok, quem foi a atirada?
 - E você ainda pergunta?
  Ah não...
 - A Bia????
 - Sim.
 - Aquela recalcada precisa ter a cara esfregada no asfalto! Você não deu trela pra ela, deu?
 - Não – disse ele entre risos
 - Ta rindo do que? – eu pergunto, jogando um guardanapo na cara dele
 - Você vai mesmo esfregar a cara dela no asfalto?
 - Vontade não me falta – eu respondo, rindo com ele. – Mas agora é sério. O que foi que ela fez?
 - Ah, quase nada. Primeiro que ela estava com aquele vestido hiper curto e não parava de me provocar.
 - Nossa, perceptivo você.
 - O que é? Eu sei que ela é oferecida e tudo mais mas não dá pra não olhar! Eu não sou cego.
 - Ah ta legal, continua.
 - Ai começou a música e ela foi dançar. Até ai você estava comigo, mas ai a Mari veio te chamar e você foi com ela...
 - É, ela e o João estavam agitando o Renato pra mim, mas enfim, continue
 - Bom, você saiu e ela sentou no seu lugar, e começou a conversar comigo. Ela queria saber se a gente estava ficando ou alguma coisa assim...
 - Intrometida!!!
 - Sim, mas ai eu não respondi. Bom, depois ela voltou pra pista e começou a dançar com o Renato, e como eu já tava cheio do showzinho dela eu fui procurar você, mas a Mari disse que você já tinha ido e ai eu fui embora.
 - Cachorra!!! Não conseguiu ficar com você e foi correndo pro primeiro que viu... Ou pro primeiro que ME viu!!!
 - Por que você tem tanta raiva dessa garota?
 - No começo não era raiva, eu só nunca fui com a cara dela. Mas ai ela ficou amiga da Mari, e ai eu tentei dar uma chance, mas ela sempre fazia planos e nunca me incluía, e ai eu peguei raiva. Pra piorar, todo o garoto que eu olhava ela também gostava, e muitas vezes chegava no garoto antes de mim. Depois eu descobri que ela queria você, e foi ai que eu comecei a ficar bem longe dela. E você também, não quero você nem no mesmo quarteirão que ela, ouviu?
 - Nossa, que ciúmes – ele disse, sorrindo.
 - Não é ciúmes! – eu disse, na defensiva.
 - É sim.
 - É não.
 - É sim
 - É não
 - Então me deixa ficar com ela
 - Nunca!
 - Ganhei – disse ele, sorrindo vitorioso.

            Nós saímos da sorveteria e passamos pelo parque, onde tinham umas seis pessoas com máscaras distribuindo um papel preto e dourado.
 - O que é isso? – perguntei pro Arthur.
 - Sei lá. Vamos descobrir – disse ele, indo em direção dos mascarados. Fui junto.
 - Baile de máscaras, estão todos convidados para o baile de máscaras que acontecerá na virada do ano!!! – gritou um deles. Arthur parou ele e pegou dois dos papéis preto e dourado.
 - Vai viajar no ano novo? – pergunta ele, me entregando um dos papéis. Era um convite, para o baile de máscaras que aconteceria dia 31 de dezembro. Ia ser ali na praça mesmo, e todos deveriam vir devidamente mascarados.
 - Uau, um baile de máscaras, sempre quis ir em um. É tão mágico... – eu digo, com cara de sonhadora
 - Como assim mágico? – pergunta Arthur.
 - Ah, estão todos mascarados, você não sabe quem é quem. É uma ótima oportunidade de se conquistar alguém pelo o que você realmente é, e não por causa da beleza, popularidade ou qualquer coisa assim.

 - Ah, não sei não, não gosto dessa idéia.
 - Não vai vir?
 - Provavelmente não. E outra coisa, eu acho que vou viajar.
 - Ah, que pena. Mas eu venho.
 - Ok princesa, quem sabe o seu príncipe não aparece aqui? Ou então o seu fantasma da ópera – ele diz, rindo.
 - Para – eu digo, batendo no braço dele e rindo também. Ele olhou para o relógio e disse:
 - Nossa, olha a hora! Preciso ir, o meu pai está me esperando. Um beijo – ele me dá um beijo na bochecha. 
 - Tchau – eu digo. Olho mais uma vez para o convite, e um bom pressentimento me invade.
 - Será que o meu príncipe estará aqui? – penso alto. Dobrei o convite e o coloquei no bolso da jaqueta, e ando o curto caminho até a minha casa, só imaginando o que aconteceria nesse baile. 

Jessie - Epílogo

O que aconteceu depois disso? Ah, muitas coisas. Naquela festa, a Anne e o Dani deram seu primeiro beijo, e foi muito fofo. Ah, quer saber? Vou contar pra vocês como foi...
  Então, logo depois que eu toquei a música pro Nick, começamos a dançar feito loucos, não só a banda era muito boa, mas o DJ também.
  Enfim, o Dani chamou a Anne pra dançar e eles começaram a dançar (Dã!!).
 - O seu nome é Anne mesmo? Ou é apelido? – perguntou o Dani.
 - Não, é apelido. Meu nome é Annabel. – disse ele, sorrindo
 - Eu gosto do seu nome...
 - Gosta nada, só está falando isso porque é gentil
 - É, tem razão, se o seu nome fosse Jusiscreude eu falaria que era bonito – disse o Dani, o que fez a Anne rir.
 - Viu, gentil.
 - Mas não é por causa da gentileza que eu falo que seu nome é bonito
 - A não é? É por que então?
 - É porque eu acho você bonita, além de inteligente, engraçada, espontânea, sonhadora... E eu adoraria ganhar um beijo seu. – disse ele, chegando mais perto.
 - Sério é? – disse ela, se aproximando dele também. – Então vem pegar
  E foi o que ele fez. E depois disso, eles não pararam mais. A festa inteira. Eles começaram a namorar dois dias depois, e a Giulia e o Pete também.
  Duas semanas depois do baile, participamos do desafio das bandas, e ganhamos um contrato com uma das maiores gravadoras do mundo, e depois disso, não paramos mais. Começamos a compor nossas músicas, e elas sempre tocavam nas rádios e, em menos de dois anos, já éramos a banda adolescente mais famosa dos EUA.
  Com o tempo, começamos a fazer sucesso em outros países, como Inglaterra, França, Espanha, México e, principalmente, o Brasil (os fãs de lá são incríveis).
  Dez anos depois, Estávamos concorrendo ao prêmio de melhor banda de rock na 63° edição do Grammy Awards.
 - Eu não acredito que a gente está no Grammy!! – disse o Dani, empolgado
 - Ah, vamos lá, não é a primeira vez que assistimos o Grammy – eu disse, rindo dele
 - Mas é a primeira vez em que somos indicados. Mano, eu estou muito feliz.
  Nos sentamos nos nossos lugares e logo chega a Anne e a Giulia.
 - Oi amor – disse o Dani, dando um selinho na Anne – pensei que não vinha
 - E perder você ganhando o Grammy? Mas é claro que não.
 - Fiz um discurso do tamanho do mundo – disse o Pete para a Giulia
 - Eu estou nele? – perguntou ela, se sentando do lado dele
 - É o nome que mais aparece.
  Eu adorava ver como eles estavam apaixonados. 10 anos tinham se passado e nada abalava o amor deles. Casaram-se há uns 5 anos atrás e nada mudara, não que comigo e com o Nick tenha sido diferente. Quando fizermos seis anos de namoro, resolvemos morar juntos, o que era mais fácil, assim eu não tinha que ficar me escondendo da mãe dele, e nem ele da minha (se é que vocês me entendem). Enfim, nunca pensamos em nos casar, nenhum dos dois quer, achamos que estamos muito bem assim.
  Nick se sentou e eu me sentei na cadeira a sua esquerda. Olhei para o meu pulso esquerdo, e vi o nome do Nick escrito nele. Olhei o pulso direito do Nick e vi meu nome nele, e me lembrei do dia em que fizermos essas tatuagens. Eu sempre fui contra a fazer tatuagens com o nome do namorado, se terminassem, não tinha como tirar. Mas, quando cheguei lá, tive a sensação de que nunca iria querer tirar essa marca do meu pulso e, quatro anos depois, ainda sinto isso. Ele pegou a minha mão e as nossas tatuagens se encontraram, o que me fez sorrir. É assim que eu queria a gente, sempre juntos.
  Estar sentada aqui, prestes a ganhar um Grammy, me fez lembrar de muita coisa. Meu pai nunca mais apareceu, só fiquei sabendo que ele tinha arranjado outra mulher, mas a traia tanto quanto traia a minha mãe e a Beth, mas não teve mais filhos, o que nos deixou bem aliviados. Minha mãe arranjou um namorado, Zack, que a fazia muito feliz. Pra mim, ela só se viu livre do meu pai quando o Josh apareceu lá em casa, quando o meu pai saiu de vez de nossas vidas. Mike casou com uma prima do Josh por parte de mãe, a Sarah, uma loira de olhos azuis, e que o fazia muito feliz também. O Josh nunca se arranjou na vida, nunca namorou sério e nem se casou, mas está feliz. A última vez que eu vi a Emily, ela estava tentando entrar no meu camarim. Lá ela me disse que era nossa fã e que sentia a nossa falta, e blá blá blá. Demos o autógrafo pra ela e chutamos ela pra fora do nosso camarim, foi engraçado. O Derek pelo menos se deu bem, conseguiu uma bolsa de estudos em uma faculdade por causa do futebol americano, e acabou jogando como reserva num time da segunda divisão (se é que tem isso no futebol americano). Nossa, como esses dez anos passaram rápido.
  - E ae pessoal!! – disse Nick Jonas, o apresentador dessa noite – Agora eu chamo o 
M. Shadows, da banda Avenged Sevenfold e o Brandon Flowers, vocalista do The Killers, para apresentarem o prêmio de melhor banda de rock – disse ele, e então vejo meus dois maiores ídolos entrando no palco.
 - Boa noite galera – disse a Brandon, sorrindo
 - Sabe Brandon, eu adoro esse prêmio, é um dos meus favoritos
 - Eu também adoro esse prêmio M., e adoro mais ainda os indicados, que são – ele apontou para o enorme telão que agora descia para o palco.
  Melhor Banda de Rock:
 30 Seconds to Mars
 Red Hot Chilli Peppers
 Paramore
 Linkin Park

 The Walkers
  Quando escutei o nome da minha banda, quase morro do coração.
  - E o Grammy vai para... – disse o Brandon, abrindo o envelope e entregando-o para o M.
 - The Walkers!!
  Meu coração parou. Eu não acredito que ganhamos! A ficha ainda não tinha caído quando caminhei para o palco, de mãos dadas com o Nick, as tatuagens juntas. Subimos no palco, abraçamos o M. e o Brandon e eles nos entregaram o nosso Grammy.
 - Nossa... MEU DEUS, A GENTE GANHOU O GRAMMY!! – disse o Nick no microfone.
 - A gente queria agradecer a muita gente, basicamente a Deus, a nossa família e, no meu caso, a Giulia, minha musa. Te amo – disse o Pete, mandando um beijo pra ela, que mandou outro
 - E eu queria agradecer a Anne, que é minha musa também – disse o Dani, sorrindo – todas as músicas que faço são pra ela, então, se faço sucesso hoje, o motivo é ela. Te amo.
 - Tá legal, minha vez – eu disse, empurrando eles – queria agradecer a minha família, que sempre me apoiou, aos nossos fãs, a Deus principalmente e ao Nick, que me faz feliz há muito mais de 10 anos. – eu disse, olhando pra ele, enquanto toda a plateia fazia um “oooooowwwwnnn!!!”
 - Obrigado gente!! – disse o Dani, e nós saímos do palco. Mas, antes que eu pudesse me mexer, o Nick me puxou pro meio do palco e me beijou, levando todo o público ao delírio!!!
 - Eu te amo – disse ele, bem baixinho
 - Eu amo mais – eu disse, sorrindo
 - Não, eu amo mais
 - Não, eu amo – começamos a rir e, depois de acenar para o público, saímos do palco.
  Eu não sabia como seria meus próximos anos, não sabia o que iria acontecer, não sabia se continuaríamos a fazer sucesso, eu não sabia de nada. Só sabia que hoje, amanhã, depois e daqui a mais 300 anos, vou continuar amando o Nick, como da primeira vez.

Gente, muuuito obrigado por ler essa minha história, de todas que eu fiz, é uma das minhas favoritas e a que mas deu certo. Obrigada principalmente ao Emanuel que leu e divulgou a minha história. Hoje, daqui uma hora mais ou menos, posto o 1° capítulo da minha outra história, que também estou postando no Nyah, pra quem quiser ler. 



Jessie - Capítulo 13

E Jessie está chegando ao fim :(
Esse é oficialmente o último capítulo, mas ainda tem o epílogo que eu ainda vou postar.
Enfim, como essa história acabou, vou também começar a postar a nova, "O Baile de Máscaras", e postar também simultaneamente no Nyah.
Então, vamos para o último capítulo oficial de Jessie.

17 de Dezembro de 2011 – Sábado.
  É, o Mike não ronca, mas o Josh ronca muito! Não que eu ligue, se eu durmo, ninguém consegue me acordar, mas o Mike... tadinho.
 - Josh, acorda menino – disse ele, jogando o travesseiro na cara dele.
 - Hã... o que foi? – respondeu ele, grogue
 - Mano, você não para de roncar – disse o Mike, esfregando os olhos
 - Eu ronco? Desde quando?
 - Sei lá desde quando, só sei que você ronca. E muito
 - Vocês dois são uma comédia – eu disse, rindo e jogando o travesseiro na cara do Mike
 - É porque não foi você que não dormiu a noite toda – disse o Mike
 - Own, tadinho do Mike
 - Ah, vou dormir, tchau pra vocês – disse o Mike, subindo as escadas e fazendo a gente rir.
 - Bom dia meninos – disse a minha mãe, descendo as escadas
 - Bom dia mãe. Que horas são? – perguntei, me levantando.
 - Nove horas. Acordaram cedo heim.
 - Nossa, é mesmo. Vou tomar um banho. Se quiser, vai no quarto do Mike, ele não liga não. – eu disse, subindo as escadas e me trancando no meu quarto. A noite que eu passei com os dois me ajudou a esquecer o caso Nick, por um tempo, claro. Tomei um banho, coloquei uma roupa (Roupa da Jessie: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=48562189HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=48562189&.locale=pt-br"&HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=48562189&.locale=pt-br".locale=pt-br) e desci pra tomar café da manhã.
  E lá estava o Josh, com outra roupa, conversando sobre sei lá o que com a minha mãe.
 - Oi gente – eu disse, me sentando a mesa.
 - Hoje tem wafles – disse minha mãe, colocando um prato cheio deles na mesa.
 - Uhu!! – eu disse, pegando o primeiro da pilha. Comi até não aguentar mais e depois fui mostrar a cidade pro Josh.
  Para ir pra praia, tenho que passar pela casa do Nick, e na frente estava a mãe e o pai dele colocando malas dentro do porta-malas. Eles iam viajar. Mas hoje? No dia do show? Tentei não demostrar minha tristeza, não queria explicar tudo pro Josh.
  Logo depois disso, o Dani me liga.
 - Jessie – disse ele, não muito bem
 - O que foi Dani? – eu perguntei, já suspeitando o que ele iria falar.
 - O Nick me ligou aqui agora a pouco, ele disse que talvez não vá poder ficar pro baile. Vamos ter que fazer sem ele – disse ele, meio triste
 - Ele vai hoje? Mas ele não ia amanhã?
 - Nem ele sabe Jessie. Mas depois do que aconteceu ontem – disse ele, e eu sabia exatamente do que ele estava falando. Do meu encontro com o Nick na praia – Tudo pode acontecer. Você toca guitarra?
 - Toco sim, pode deixar – eu disse, abatida
 - Tá legal, até de noite – disse ele
 - Ate – eu disse pro telefone mudo. Joguei o celular no banco de trás e dirigi até a praia, fazendo de tudo pra não chorar.
Passei o dia inteiro disfarçando as lágrimas que insistiam em escorrer e, depois que voltei da praia, umas 16hs (sim, fiquei esse tempo todo lá) me tranquei no meu quarto e comecei a chorar descontroladamente, mais baixinho, pra ninguém perceber.
  Eu não aguento mais chorar. Como foi que eu deixei isso acontecer? Não era pra eu ter me apaixonado, isso não fazia parte do plano. Mas e agora? O que é que eu faço?
  Eu estava pensando nisso quando alguém bate na porta. Seria ele? Será que ele não tinha viajado? Será que ficou? Por mim? Eu não sabia, mas enquanto caminhava até a porta, tudo o que havia acontecido passou pela minha cabeça, as coisas ruins, quando vi ele beijando a Emily, seus olhos tristes me olhando no meio daquela chuva, ele sentado na areia, a última vez que o vi. Mas também as coisas boas, como todas as vezes que ele me consolou, quando ele me chamava de pequena, quando cantávamos juntos, quando ele me abraçava, meu primeiro beijo, o nosso primeiro beijo de verdade, cada beijo que demos depois disso, cada palavra que ele me disse...
  Abri a porta e vi a minha mãe.
 - O que foi mãe? – perguntei, sentando na cama
 - O que você está fazendo com essas roupas? Esqueceu-se do baile? – disse ela, se sentando do meu lado.
  Caramba, o baile!!! Eu tinha me esquecido completamente!!!
 - Mãe, me arrumo em dois segundos – eu disse, correndo pro banheiro, enquanto ela sorria. Tomei um banho, coloquei o vestido (Roupa de Jessie:
http://www.polyvore.com/jessie_baile/set?id=48434102HYPERLINK "http://www.polyvore.com/jessie_baile/set?id=48434102&.locale=pt-br"&HYPERLINK "http://www.polyvore.com/jessie_baile/set?id=48434102&.locale=pt-br".locale=pt-br) e, enquanto me olhava no espelho, vi que estava faltando alguma coisa. O colar que o Nick me deu, aquele que não estava mais no meu pescoço, que eu finalmente criei coragem pra tirar. Olhei pro meu criado mudo, do lado da nossa foto, e lá estava ele, o colar. Coloquei-o no pescoço, desci as escadas correndo e entrei no carro da minha mãe.
  O ginásio da escola estava abarrotado de gente, ele estava decorado com cores de inverno (baile de inverno né) e no palco tinha uma bateria, um baixo, uma guitarra, o tripé com o microfone e os amplificadores. Mas, cadê a minha banda?
  Entrei mais no ginásio e logo encontrei a Giulia (Roupa da Giulia: http://www.polyvore.com/giulia_baile/set?id=48431852HYPERLINK "http://www.polyvore.com/giulia_baile/set?id=48431852&.locale=pt-br"&HYPERLINK "http://www.polyvore.com/giulia_baile/set?id=48431852&.locale=pt-br".locale=pt-br) e a Anne (Roupa da Anne: http://www.polyvore.com/anne_baile/set?id=48433181HYPERLINK "http://www.polyvore.com/anne_baile/set?id=48433181&.locale=pt-br"&HYPERLINK "http://www.polyvore.com/anne_baile/set?id=48433181&.locale=pt-br".locale=pt-br), que estavam de mãos dadas com o Pete e o Dani, respectivamente. Assim que elas me viram, a Anne começou a mandar uma SMS pra sei lá quem.
 - O que a gente está fazendo aqui? – perguntei pra eles
 - Esperando ué – disse o Dani
 - Esperando o que?
 - Isso – disse a Anne, apontando pro palco.
  Eu não estava entendendo mais nada, até me virar pro palco e ver o Nick lá, maravilhosamente gato com uma calça social, uma camisa branca, uma gravata preta, um colete também preto e com um microfone na mão, pedindo silêncio.
 - O que ele tá fazendo? – perguntei, querendo sair dali
 - Espera e verá. E nem tente fugir, o que ele tem pra dizer, você vai ter que escutar. – disse a Giulia, segurando o meu braço.
 - Mas ele não estava viajando? – perguntei.
 - Foi desculpa – disse Anne.
  Eu não sabia o que ele tinha pra dizer e, como eu não tinha escolha, olhei pro palco e escutei.
 - Oi gente – disse ele, parecendo nervoso – eu sei que parece chato e tal, mas eu preciso dizer isso. Há exatamente 12 dias atrás, meu mundo virou de cabeça pra baixo. Aconteceu uma coisa que, na hora, eu achei que fosse ruim, mas, no fim das contas, foi a melhor coisa que já me aconteceu. Enfim, naquele dia, peguei a Emily me traindo – nessa hora, todo mundo fez “ooohh!!” – enfim, depois disso, a Jessie teve a genial ideia de fingir que eu estava traindo a Emily esse tempo todo com ela, e então a Emily disse que nosso namoro não durava dois dias, então fingimos que estávamos namorando – nessa hora, todo mundo começou a falar coisas como “como assim?” “era tudo fingimento?”
 - Sim gente, era tudo fingimento. Mas ai umas coisas começaram a acontecer, coisas que nem eu mesmo entendia. Comecei a perceber coisas nela que nunca percebi em garota nenhuma. Seus vários sorrisos, suas manias, o brilho nos olhos dela quando me viam... é, eu me apaixonei.
  Nessa hora, todos estavam em silêncio, e eu também, não conseguia falar mais nada.
 - Mas ai eu cometi uma besteira horrível. Deixei a Emily me seduzir de novo e deixei a Jessie, que hoje não quer nem me ver pintado de ouro. Eu estou aqui pra pedir desculpas pra ela, - nessa hora, ele se virou pra mim, me olhando nos olhos – pra dizer que, se eu beijei a Emily aquele dia, foi porque eu achava que ainda gostava dela, mas percebi que não, percebi que perder você foi um milhão de vezes pior do que perder a Emily. – nessa hora, ele sorriu, e eu vi nos seus olhos um brilho que eu nunca tinha visto antes, o que me fez sorrir. – Você me pediu pra provar que eu gosto de você, mas, infelizmente, não posso provar o que eu não sinto. Jessie, eu não gosto de você. Eu te amo, como nunca amei ninguém antes, e como sei que nunca vou amar.
  Nessa hora, eu já estava chorando. De felicidade. Ele me amava também, do jeito que eu o amo. Eu não tinha ideia do que fazer quando a Giulia deu um bom palpite:
 - Vai lá, diz pra ele o que você sente.
  Mas eu tive uma ideia melhor. Sussurrei umas coisas no ouvido do Pete, que repetiu tudo pro Dani, e eles foram correndo pro palco.
 - O que você vai fazer? – perguntou a Anne, sorrindo
 - Vocês nem imaginam... – eu disse, indo pra atrás do palco. O Pete entregou a guitarra pro Nick e eles começaram a tocar a introdução de I Can’t Live Without Your Love. Peguei o microfone que estrategicamente o Dani tinha deixado lá.
  Entrei no palco e comecei a cantar, surpreendendo o Nick:
Don't be afraid if I'll go crazy for you
Don't be surprised if I fall at your feet
I don't care about what they think of me
 don't know what to do
Cause I'm falling for you (for you)
  Nessa última frase, olhei diretamente nos olhos dele, e ele entendeu a mensagem: A música transmitia exatamente o que eu estava sentindo. Ele sorriu, e eu também sorri.
  Me virei pra plateia e continuei:
When I look into your eyes
I can see me and you
Remember this time that will last until the end
When I find you in my dreams
I just won't let you go
I'll hold you in my heart
I can't live without you
I can't live without your love
  A plateia batia palmas conforme o ritmo da música, o que me animou, e muito. Vi a Giulia e a Anne lá de baixo, sorrindo pra mim e mandando beijos para os seus amados, que nessa hora estavam no palco, tocando comigo.
When I look into your eyes
I can see me and you
Remember this time that will last until the end
When I find you in my dreams
I just won't let you go
I'll hold you in my heart
I can't live without you...
  Nessa hora, o Nick soltou a guitarra, me puxou pela cintura, e repetiu comigo o último verso:
I can't live without your love
    Ele colou nossas testas e sussurrou:
 - Eu não posso viver sem você. Por favor, não me faça viver sem você.
 - Hey, novidade. Eu também não posso viver sem você. Eu te amo Nick, como eu nunca amei ninguém.
  Ele sorriu e disse:
 - Repete
 - Eu te amo, eu te amo, eu te amo. – eu sorri e então ele selou nossos lábios. Senti meus pés saírem do chão e ele me rodou no ar. Naquela hora, percebi o quão ruim é ficar sem o beijo dele, o quão ruim é não sentir seus lábios nos meus, e o quão triste era a minha vida sem ele... Mas agora que eu sabia, não ia deixar que isso se repetisse. Nunca.
  De fundo, escutava os aplausos, mas estava ocupada demais pra prestar mais atenção. O que me importava era só o Nick, aqui, comigo, pra sempre.

  Cantamos todas as músicas que tínhamos combinado, e o show acabou com muitos aplausos de todos. Eles nos amavam! Uns meninos nos falou, depois do show, que tinha um concurso da bandas daqui duas semanas, e que o vencedor ganha um contrato com uma super gravadora.
 - Nossa, isso é irado! Mas, vamos pensar nisso depois da festa né galera! – disse o Pete, puxando a Giulia pra dançar.
 - Apoiado – disse o Dani, puxando a Anne também. Eles foram dançar e nos deixou sozinhos (uhu!!!)
 - Então... – disse ele, sorrindo e colocando as mãos na minha cintura
 - Então... – eu disse, colocando as minhas na sua nuca.
 - Não sei se você sabe, mas hoje você está tão... Uau! – disse ele, me encarando.
 - Ah, você também até que está bonitinho... – eu disse, fazendo-o rir. Dançamos no ritmo da música Saty, da Rihanna, e eu não conseguia parar de olhar em seus olhos cor de mel que eu tanto amo. Ele colocou uma mecha do meu cabelo atrás da orelha
 - Quer ser minha? Só minha?
  Nada com o Nick era normal, nem mesmo os pedidos de namoro
 - Eu já sou sua. – eu disse, e ele me beijou daquele jeitinho que sempre me fazia querer mais. 

Jessie - Capítulo 12

16 de Dezembro de 2011 – Sexta-Feira
  Ah, sexta feira, último dia de aula... e amanhã tem baile!
  Mas por que eu não estava ligando pra nada disso? Ah é, o Nick me magoou...
Levantei da cama com um enorme suspiro, tomei um banho, coloquei uma roupa (Roupa da Jessie: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=48371268HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=48371268&.locale=pt-br"&HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=48371268&.locale=pt-br".locale=pt-br) e, como estava sem fome, fui direto pra escola que, de novo, estava vazia.
  Dessa vez, as primeiras pessoas a chegarem foram a Giulia (Roupa da Giulia: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=48495453HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=48495453&.locale=pt-br"&HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=48495453&.locale=pt-br".locale=pt-br) e a Anne (Roupa da Anne: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=48495981HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=48495981&.locale=pt-br"&HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=48495981&.locale=pt-br".locale=pt-br)
  - Jessie – disse a Giulia, empolgada – o Pete me beijou.
  Ah, até que enfim alguma coisa pra alegrar o meu dia
  - Ele te beijou? Quando? Como? Onde? – eu disse, sorrindo
 - Calma, eu vou te contar tudo. Depois da escola, o Pete me ligou, disse que queria me ver, então nos encontramos na frente do Bob’s. Ele pagou um milk shake pra mim e começamos a caminhar pela praia. A gente começou a conversar e ele fazia várias piadas, eu não parava de rir, então ele puxou meu lenço do pescoço e saiu correndo, e eu fui atrás dele. Sem querer, nós tropeçamos e caímos na areia, ele em cima de mim. Ai ele me olhou e disse: ‘a muito tempo estou afim de fazer isso’ e ai ele me beijou.
 - Caramba Giu, ai que legal! Eu estou feliz por vocês – eu disse, abraçando ela – mas e ai, rolou mais beijo depois?
 - Claro que rolou... A noite inteira. Ai ele me levou pra casa e disse que estava me esperando no baile. Cheguei em casa suspirando. Eu tentei de ligar, mas a sua mãe me disse que você estava dormindo...
 - Pois é, peguei no sono e só acordei depois das 22hs. Vocês se beijaram! Agora só falta a Anne.
 - Pois é, ele me chamou pra sair hoje. – disse a Anne, com jeito de indiferente.
 - Pega ele logo menina, ou então vem outra e faz isso por você – eu disse, rindo
 - Nossa, depois dessa, não passa de hoje – disse ela, na hora em que o sinal tocou e todos os alunos entraram, inclusive o Nick, que tentou vir falar comigo, mas sempre tinha um fator que o impedia, o que foi bom.
  O dia passou rápido, e todas as minhas tentativas de evitar o Nick deu certo, mas a tarde, na praia, não consegui fugir.
  Depois da escola, decidi ir pra praia, pra pensar um pouco. Estacionei meu carro, sentei na areia e fiquei ali mais om menos uns 15 minutos, até que eu avisto o Nick a uns dez passos de mim. Virei às costas e sai andando, mas logo senti o puxar meu braço. Nessa hora, escutei um trovão.
 - O que você quer Nick? – eu disse
 - Quero conversar com você – ele disse
 - A gente não tem nada pra conversar.
 - Tem sim Jessie. Eu preciso te contar o que aconteceu.
 - Não precisa não, eu vi com os meus próprios olhos  - Jessie... Aquilo tudo foi armação da Emily – disse ele. Nessa hora, sinto o primeiro pingo de chuva no meu braço.  - Não importa Nick. Se você gostasse mesmo de mim, não teria caído na dela. Tudo bem, pode até ter sido armação, mas você também a beijou. 
 - Jessie, por favor... – disse ele. A chuva começou a cair, e eu não sabia mais se o que estava no seu rosto eram lágrimas ou as gotas da chuva.
 - Nick, você me magoou, muito, não sei se posso voltar atrás.
 - Jessie, eu gosto de você. Muito. Eu não queria te machucar.
 - Eu não consigo mais acreditar. – eu disse, me afastando.
 - O que eu preciso fazer pra ganhar o seu amor? Me diz Jessie. O que eu preciso fazer pra ter você de volta?
 - Prova. Prova que tudo o que você me disse aqui é verdade. Prova que gosta de mim. – eu disse, indo embora. Dessa vez, o Nick não me seguiu, ele simplesmente se sentou na areia, no meio de toda aquela chuva, e ficou lá, sem fazer nada. Eu dei uma última olhada pra ele e fui embora, chorando.

  No caminho inteiro de volta pra casa, pensei nas palavras que ele me disse. Será mesmo que ele gostava de mim? Que era tudo uma armação? Tá legal, eu sei que foi uma armação, mas ele também beijou ela, eu vi, não tem como disfarçar isso. Mas será mesmo que ele não quis me magoar? Depois de tudo isso, todos os anos que convivi com o Nick não valeram de nada, eu não o conhecia mais.
  Voltei pra casa ensopada, o que foi bom, assim ninguém via as minhas lágrimas.
 - O que aconteceu com você? – perguntou o Mike, assim que eu entrei em casa.
 - Peguei chuva ué – eu disse. Nossa, às vezes esse meu irmão era tão... idiota
 - Onde você estava?
 - Na praia. Fui dar uma volta. Ai começou a chover e eu voltei pra casa. Agora eu posso tomar banho?
 - Pode sim, só cuidado pra não pegar resfriado
 - Não, tá louco é? Eu tenho show amanhã – eu disse, subindo as escadas. Tomei um banho bem quente e já coloquei meu pijama.
  Enquanto leio O Filho de Netuno (sério tô lendo mesmo... hahahahaha) (eu tava lendo quando posteia história pela 1° vez ano passado kkkkkkk) alguém bate na minha porta.
 - Entra – eu gritei, entretida na leitura
 - Para de ler menina, aff – disse uma vozinha que eu já estava com saudades. Olhei pra cima e vi o Josh, parado na minha porta.
 - Josh! – eu gritei, enquanto o atacava. Eu estava com muitas saudades dele. Como eu podia ter saudades de um irmão que eu conheci a apenas uma semana? E que foi embora a apenas cinco dias? Eu não sei, mas que eu estava com saudades dele... Ah, isso eu estava.
  Outra coisa que eu não entedia: Como ele me conhecia?
 - O que aconteceu? Sua cara não está tão boa assim – disse ele, me analisando.
 - Ah, nada demais. Não liga não, eu estou bem. E você? Quando vem pra cá de vez?
 - Venho duas semanas depois do Ano-Novo. – disse ele, olhando pro livro que eu tinha acabado de abandonar – Rick Riordan é? Semideusa?
 - Claro. Filha de Apolo, do Acampamento Meio-Sangue. E você? (de verdade eu sou filha de Atena, quem quiser saber...)
 - Super fã. Sou filho de Vulcano, do Acampamento Júpiter. Ah, o Mike ronca?
 - Não, por que?
 - É que minha mãe não veio. Vou ter que dormir com o Mike. Ele não rouca mesmo né?
 - Não, ele só fala quando dorme, o que pode ser pior – eu disse, rindo
 - Ah meus deuses... – ele disse, me fazendo rir. Conversamos mais um pouco, jantamos e eu, o Mike e o Josh vimos uma maratona de séries: The Vampire Diaries, Once Upon A Time, Pretty Little Liars, e, principalmente, rimos muito com The Big Bang Teory.
  No final, colocamos uns colchões na sala e dormimos lá mesmo, rindo com as loucuras inteligentes do Sheldon. 

Jessie - Capítulo 11

15 de Dezembro de 2011 – Quinta-Feira.

'Cause we lost it all, nothing lasts forever, I'm sorry , I can't be perfect
  Tem como acordar mais deprê do que ouvindo Simple Plan depois de tudo o que aconteceu ontem?
  Dei um enorme suspiro e fui pro banheiro. Meu reflexo no espelho estava horrível, meus olhos estavam inchados e vermelhos, e as minhas bochechas ainda estavam molhadas.
 - Chega de chorar – eu disse, ligando o chuveiro. Tomei um banho, coloquei uma roupa (Roupa da Jessie: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=48329504HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=48329504&.locale=pt-br"&HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=48329504&.locale=pt-br".locale=pt-br) e desci pra tomar café.
  E lá estava a minha mãe, fazendo panquecas pra mim.
 - Bom dia filha... Acho que panquecas podem ajudar a melhorar o seu dia. – disse ela, sorrindo. Ah, como a minha mãe é linda...
 - Obrigado mãe... Acho que pode ajudar... – eu disse, abraçando ela.
  Comi todas as panquecas e fui direto pra escola, sem o Nick hoje...
  Cheguei na escola cedo demais, pro meu alívio. Peguei minhas coisas no armário e fui correndo pra sala de História, minha primeira aula. Me sentei na última mesa, o mais escondido possível. Mas não adiantou nada, a Emily me viu.
 - Ah, oi Jessie... Quase não te vi – disse ela, vindo em minha direção
 - O que você quer Emily? – eu disse, entediada
 - Só queria ver como é que você está, já que ontem pegou seu namorado te traindo...
 - Que namorado Emily? O Nick? Ah, se você ainda não sacou, era só fingimento. Nós não estávamos namorando.
 - A não é? Então por que saiu daquele jeito ontem?
 - Sai inconformada, ele foi fraco, na primeira oportunidade que teve. Já falei pra ele que você não presta, mas ele não me escuta...
 - Escuta aqui Jessie – disse ela, colocando o dedo na minha cara. Ai que menina abusada! – Se o Nick não te quer, a culpa não é minha queridinha.
 - Escuta aqui você – eu disse, me levantando e encarando ela – Quem o Nick quer ou não, não me interessa, o que importa é que eu não preciso fazer jogo sujo pra conseguir o que eu quero, ao contrário de você né queridinha. Agora sai da minha frente, ou quer dar um showzinho pra todo mundo? – Eu disse, olhando pra todos que estavam nos encarando, inclusive o Nick. Emily me deu um último olhar de desprezo e foi embora, e eu me sentei, fazendo de tudo pra não chorar.
  Nick me olhou, e viria até mim, se o professor não estivesse chegado, o que foi muito bom pra todo mundo. Ele se sentou na última cadeira vazia da sala, na frente, perto do Derek. O professor distribuiu as provas e eu tentei não pensar no Nick enquanto a fazia, e acho que até deu certo...
  Quando a aula acabou, sai correndo, tentando evitar o Nick de todas as maneiras. Pelo menos minha próxima aula não era com ele...
  Achei as meninas na sala de Matemática.
 - Oi gente – eu disse, triste
 - O que aconteceu Jessie? – disse a Anne (Roupa da Anne: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=48334527HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=48334527&.locale=pt-br"&HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=48334527&.locale=pt-br".locale=pt-br)
 - Lembra ontem, quando vocês me pediram pra não arranjar problemas?
 - Sei... – disse a Giulia (Roupa da Giulia: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=48335104HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=48335104&.locale=pt-br"&HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=48335104&.locale=pt-br".locale=pt-br)
 - Pois é, eu arranjei um problemão – eu disse, segurando as lágrimas.
 - Ah Jessie... O que aconteceu? – disse a Anne, me abraçando
 - Depois eu conto... A professora chegou – eu disse, vendo a professora de Matemática cruzando a porta. – Vocês vem pra casa comigo?
 - Vamos sim Jessie – disse a Giulia, sorrindo
 - Vocês são as melhores amigas que alguém pode ter – eu disse, abraçando elas
 - Vamos gente, arrumem suas mesas pra fazer a prova – disse minha professora de Matemática. Eu amava matemática, então achei a prova muito fácil.
  Passei o dia inteiro fugindo do Nick e me escondendo da Emily, já tive muitas emoções pra um dia só. Mas ele não estava nem começando...
  Enquanto caminhava para o meu carro, pra esperar as meninas, encontro o Derek, apoiado no meu carro. Nossa, só tem gente abusada nessa escola.
 - O que você quer Derek? – eu disse, revirando os olhos.
 - Vim aqui te ajudar, eu fiquei sabendo o que a Emily fez com você... – ele disse, colocando a mão no meu rosto – Você não merece o Nick...
 - Eu sei Derek, eu sei. Mas o que você tem a ver com isso?
 - Ah Jessie, eu só quero te ajudar. Você sabe que eu nunca faria isso com você não é? – disse ele, se aproximando
 - Ah, eu sei. Mesmo porque você nunca fez isso comigo antes não? – eu disse, me afastando dele.
 - Esquece aquilo Jessie, agora eu sei o que eu quero. E eu quero você – disse ele, me puxando pela cintura.
 - Mas eu não quero você – eu disse, tirando suas mãos da minha cintura – tchau Derek, preciso ir. – então entrei no carro. Ele bateu na janela e eu abri
 - Você sabe que ele não vai te fazer feliz não é?
 - Sei sim, e sei que você também não vai – eu disse, dando ré e saindo do colégio. Parei na esquina e mandei uma mensagem para as meninas falando aonde eu estava. 10 minutos depois, elas estavam batendo no vidro. Destranquei as portas e elas entraram, a Anne no banco da frente e a Giulia no banco de trás.
  Chegamos em casa e a minha mãe estava de saída. Comemos uns sanduíches e fomos pro meu quarto, onde eu contei pra elas todo o meu rolo com o Nick e o que ele fez ontem e, infelizmente, não consegui evitar as lágrimas.
 - Primeiro – disse a Giulia, levantando da minha cama – por que cargas d’agua você não nos contou nada? Caramba Jessie, você não confia na gente?
 - Não é isso, é que não tinha nada pra contar, nem a gente sabia o que estava rolando, como é que eu ia contar alguma coisa pra vocês? – eu disse, enxugando as lágrimas
 - Poxa Jessie, você deveria ter contado... Tudo bem, eu te perdoo, já que você está sofrendo. Ah Jessie, não fica assim, no fim ele não te merece – disse a Giulia, me abraçando.
 - Mas o que foi que ele te disse depois disso? – perguntou a Anne, com cara de quem estava analisando tudo
 - Nada. Não falei com ele ainda.
 - Como assim Jessie? Tudo bem que eles se beijaram, mas lembra de que foi com a Emily, e ela é capaz de tudo pra ter o que quer. 
 - Eu sei mais, quando um não quer, dois não beijam, e é por isso que eu não vou falar com ele.
 - Jessie, ele vai viajar logo depois do baile... – começou a Anne
 - Viajar? Pra onde?
 - Ele vai pra Nova York. O Dani me contou hoje.
 - Por que ele não me contou isso?
 - Porque ele não ia, ele falou pro Dani ontem que ia viajar depois do baile, que os pais deles tinham deixado ele ficar mas ele decidiu ir. Você vai deixar ele ir com vocês assim, Jessie?
 - Vou sim. Ele não tinha nada que ter beijado a Emily! Não tinha mesmo!
 - Tá legal Jessie, mas pensa em conversar com ele, vai ser melhor pra vocês dois – disse  a Giulia, passando a mão no meu cabelo.
 - Tá legal, eu vou pensar – eu disse, sorrindo
 - Agora a gente tem que ir, vamos encontrar os meninos. Beijos e melhora viu?
 - Tá legal. Beijos e se divirtam por mim
 - Claro, vamos Anne.
  Elas se despediram e foram embora. Fui até o banheiro me ver no espelho. Ajeitei meu cabelo e percebi uma coisa: Eu não tinha tirado o colar que o Nick me deu, e que não tinha coragem de tirar.
  Lavei meu rosto e fui ver um pouco de TV, e acabei pegando no sono, e fui acordar umas dez da noite, morrendo de fome. Poxa, nem pra minha mãe me acordar.
  Fiz miojo e fui pro meu quarto. Tomei um banho, coloquei um pijama e comecei a fuçar no meu celular. Do nada, achei as fotos que tinha tirado do Derek com a Emily, e mandei-as pro Nick, pedindo pra ele lembrar o que tinha acontecido semana passada.
  Depois de chorar mais um pouco, enxuguei as lágrimas e fui dormir, tentando não pensar mais em nada.

Jessie - Capítulo 10

14 de Dezembro de 2011 
Eu estava no meio de um lugar que eu não conhecia, no meio de uma floresta. Eu corria pra todos os lados, mas toda vez parava no mesmo lugar. Fiquei desesperada, não sabia onde estava, até que escuto passos atrás de mim. Nick, ele veio me salvar!
  Mas ele apenas olhou pra mim, no fundo dos meus olhos, e foi embora, me deixando sozinha. Chamei por ele, gritei ate perder a voz, mas ele não voltou, ele nunca voltou...
  Acordei assustada, que sonho estranho. O que isso significa? Tentei tirar isso da cabeça e fui tomar um banho. Coloquei uma roupa (Roupa da Jessie: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=48300962&.locale=pt-br) e desci pra tomar café da manhã.
 - Bom dia filha – disse minha mãe – o que houve? Está preocupada com alguma coisa?
 Olho de mãe não falha...
 - Eu tive um sonho ruim... e estou com uma sensação ruim. – eu disse, me sentando na mesa
 - Oh filha... Não se preocupe tudo vai ficar bem – disse minha mãe, sorrindo e me dando um beijo na testa.
 - Tomara mãe, tomara... – eu disse, colocando um pedaço de bacon na boca.
  Terminei de comer e fui pra casa do Nick, que estava lindo (como sempre né..). Assim que o vi, esqueci do meu sonho ruim.
 - Oi gata – disse ele, sorrindo
 - Oi gato – eu disse.
 - Não vai pedir beijo hoje?
 - Não... Se quiser, vem pegar.
 - Olha que eu vou mesmo...
 - Estou te esperando...
 - Tá legal – disse ele, se encostando – depois eu pego.
  Infeliz!! Mas resolvi entrar no jogo dele. Quando chegamos na escola, saímos do carro, mas ele me encurralou quando fechei a porta.
 - O que você quer? – perguntei, sorrindo
 - Vim pegar o beijo – disse ele, chegando mais perto. Ele me beijou e minhas mãos foram pro seu cabelo, e as deles pra minha cintura. Eu o beijava com ansiedade, como se nunca fosse beijá-lo de novo... o que estava acontecendo comigo?
 - Vamos? – disse ele, estendendo a mão.
 - Vamos – eu disse, balançando a cabeça pra tirar essa ideia.
  Chegamos no nossos armários e encontramos as duas, animadinhas que só.
 - Oi Anne, oi Giulia – eu disse, cumprimentando elas. Nick fez o mesmo. – vão sair com eles hoje?
 - Vamoooooos – disse a Anne. (Roupa da Anne: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=48310195&.locale=pt-br)
 - Eu depois da escola e ela de noite... Então não tenha problemas hoje, não vamos poder ajudar – disse a Giulia. (Roupa da Giulia: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=48310833&.locale=pt-br)
 - Tá legal, vou tentar não arranjar problemas... – eu disse, rindo.
 - Vamos que nós estamos atrasados – disse a Giulia, me puxando pra sala de Geografia.
 - Tá legal... a gente se vê depois Nick e Anne – eu disse, rindo. Fomos pra aula de Geografia pra mais uma prova que não estava tão difícil.
  O dia passou rápido, eu e o Nick estávamos sempre juntos e a Emily não parava de olhar pra gente, de um jeito de a-felicidade-de-vocês-não-vai-durar-muito... Aquele sonho vinha na minha cabeça toda vez que eu via ela, e isso me dava medo.
  Quando as aulas acabaram, recebi uma mensagem do Nick falando que estava conversando com o professor de Sociologia, tirando umas dúvidas e eu disse que esperava. Eu estava guardando as minhas coisas no armário, e já não tinha mais ninguém na escola, e aquele sonho veio de novo na minha cabeça...
  O que será que ele significava heim? Será que acontecerá alguma coisa hoje? Eu não queria nem pensar...
  Foi ai que recebi essa mensagem:
Quer saber o que o seu namoradinho está fazendo? Vem aqui pros fundos do colégio, e veja com os seus próprios olhos...

  A mensagem era anônima, mas eu já fazia ideia de quem me mandou. Eu não queria ir até lá, mas as minhas pernas pensavam o contrário e, quando dei pro mim, já estava na metade do caminho.
  Quando eu vi, meu mundo inteiro desmoronou.
  E lá estava o Nick, com a Emily, aos beijos.
  Meus olhos se encheram d’água, e me dei conta de uma coisa: Meu sonho estava se realizando. O Nick tinha me deixado, sozinha, no meio do nada...
  Eu não sabia como estava em pé, não sabia como ainda me mexia, mas me virei e fui embora, as lágrimas escapando dos meus olhos.
 - Jessie – gritou ele – Jessie, por favor não vai embora... – ele me alcançou e puxou meu braço, me fazendo virar pra ele.
 - Não ir embora? Você quer o que? Que eu assista cada beijo que você for dar nela? – eu disse, com raiva
 - Jessie, eu não sei o que deu em mim, eu não sei por que fiz isso...
 - Nossa, então você sai beijando qualquer uma por qualquer motivo? É por isso que você me beijava Nick?
 - Não Jessie, eu...
 - Você nada Nick, só... só me esquece. – eu disse, entrando no meu carro e indo embora a toda velocidade. Eu não ia pra praia, ele sabe que eu vou pra lá quando estou mal, então fui pra casa, rezando pra que minha mãe estivesse lá.
  Estacionei o carro, entrei em casa e desmoronei quando vi minha mãe sentada no sofá.
 - O que aconteceu filha? – disse ela, vendo o meu estado.
 - O Nick... – eu disse, me deitando no seu colo.
 - O que aconteceu com o Nick?
 - Ele me deixou, que nem no meu sonho... – eu disse, e contei toda a história pra ela.
 - Por que heim mãe? Por que toda vez que eu fico feliz alguém chega e estraga tudo? – eu disse, chorando mais ainda.
 - Não fale assim filha... As coisas vão melhorar. E se não foi... É porque você e o Nick tem que ser apenas amigos, não era pra ser...
 - E quem disse que isso entra na minha cabeça? No meu coração? Mãe, tá doendo, muito...
 - Eu sei filha... Mas isso passa, pode ter certeza que passa.
 - Mesmo?
 - Mesmo. Pode levar um tempo, mas vai passar...
 - Mãe, me faz um favor? Se ele me ligar, diz que eu não estou?
 - Mas filha, você vai ter que falar com ele, vai ter que escutá-lo
 - Não mãe, agora não...
 - Tá bom filha... Agora vai tomar um banho, você precisa descansar...
 - Tá ok. – dei um beijo na minha mãe e segui seu conselho.
  Me tranquei no quarto e não desci pra nada. Não queria saber de comer, não queria saber de Nick, Giulia, Anne, Josh, Mike, minha mãe... Não queria saber de mais nada.
  Eu só queria dormir.

Resenha: Fazendo o Meu Filme 2: Fani na Terra da Rainha

Hey :)

Como eu comecei com "Fazendo o Meu Filme", vamos terminar a série né? Vou resenhar o livro 2, e indico que leia o "Fazendo o Meu Filme 1" antes de ler essa resenha, pois contem spoilers do 1° livro (lógico né, vou ter que começar com o final do 1° livro). Enfim, se você jé leu "Fazendo o Meu Filme 1", ai vem a resenha do 2 livro:

  No final do 1° livro, Fani, prestes a embarcar, descobre que o Leo também gosta dela, então eles se beijam no aeroporto e ela embarca, pra ficar um ano na Inglaterra, longe dos pais, dos amigos e do Leo. Enfim, a Fani chega na Inglaterra e, além de sentir um frio que nunca sentiu em sua vida e não entender direito o inglês britânico falado em velocidade 100000, suas malas são extraviadas. Ela então começa a entrar em desespero, e ai encontra a sua família britânica, com quem ela vai ficar enquanto cursa o 3° ano do Ensino Médio.
  Ela chega na casa dos seus pais britânicos, conhece seus três novos irmãos, Tom, Teddy e Tracy, que a adoram e tentem fazê-la se sentir em casa, mas ela tem muitas saudades do Brasil e chora muito. E, pra piorar a situação, ela ignora o Leo, não responde seus e-mails, dá notícias pra todos menos pra ele, até que um dia ele liga pra ela pra saber o que está acontecendo, e terminam o que mal tinham começado.
  Essa é uma daquelas horas em que o leitor pensa: "Se eu fosse a Fani, eu faria tudo diferente..." e são vários momentos nesse livro que ele pensa desse jeito, e isso faz com que o leitor se envolva ainda mais com a personagem, ele cria uma nova história, baseada nas escolhas dele, novamente criando o seu próprio final feliz.
  Neste livro, Fani também conhece Cristian, um brasileiro lindo, maravilhoso e perfeito que estuda cinema na Inglaterra, e que se apaixona perdidamente por ela, e com quem aceita namorar pra tentar esquecer Leo, pois ela tem certeza que ele não gosta mais dela.
  Quando a autora cria dois personagens que são apaixonantes, como o Cristian e o Leo, fica difícil para o leitor torcer contra algum dos dois, ou seja, quando a Fani começa a namorar o Cristian, o leitor não quer que ela termine com ele, porque ele não merece sofrer, mas também não quer que ela fique com ele, pois isso significa que o coração do Leo também se quebraria. O que fazer? A única saída para esses casos é a escritora inventar uma forma de ou difamar um dos personagens, ou fazer um ser mais apaixonante que o outro, e mais pro final do livro ela escolha uma dessas saídas, dando a Fani um novo final quase feliz.
  Como eu já disse na outra resenha, esse final feliz é o ponto alto do livro, a escritora investe muito nisso, esse é o sonho de Fani, afinal, pra uma garota apaixonada por filmes, um final feliz é algo que não pode faltar na sua própria vida. Percebe-se neste livro uma evolução da escritora, refletida na evolução da personagem principal, a escritora cresce, evolui no seu jeito de escrever, e a Fani também cresce, ela deixa um pouco de ser chorona (não para totalmente, ela ainda chora muito), ela volta diferente da Inglaterra, mas disposta a seguir seus sonhos, e mais disposta a encontrar seu tão esperado final feliz.

Jessie - Capítulo 9

13 de Dezembro de 2011 – Terça-Feira
  Acordei com o despertador no último volume, como sempre. Tomei banho, coloquei uma roupa (Roupa da Jessie: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=48148636HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=48148636&.locale=pt-br"&HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=48148636&.locale=pt-br".locale=pt-br) fiz uma make super linda e vi meu celular, que tinha uma mensagem do Dani
Vai ter ensaio hj, na casa do Pete. Espero vc *---*
PS: Me passa o tel da Anne? Esqueci de pedir ontem.
PSS: o Pete tá pedindo o da Giu tb... kkkkkkkkk =P
Dani

  Respondi que ia sim e passe o número das duas pra eles. Desci pra tomar café, comi a primeira coisa que eu vi, dei um beijo na minha mãe e outro no Mike e fui pra casa do Nick.
  Chegando lá, encontro um cara muito do gato, com uma calça jeans, uma camisa xadrez e uma jaqueta de coro que deixava ele muito mais lindo. Eu amava aquela jaqueta, na verdade, eu amava jaquetas de couro, então...
  Ele entrou no carro e me beijou na bochecha
 - Só isso? – perguntei, sorrindo
 - Não, só queria que você pedisse – disse ele, chegando mais perto e selando nossos lábios.
 - Dormiu bem? – perguntei, quando quebramos o beijo. Liguei o carro e fui dirigindo em direção a escola
 - Sonhando com você, toda a noite fica perfeita – disse ele, Own que coisa linda. Conversamos sobre nada e do nada já tínhamos chegado na escola. Entramos de mãos dadas, como sempre, mas dessa vez foi tão verdadeiro... Eu estava adorando isso. Chegamos no nosso armário e encontramos a Emily, com uma cara de poucos amigos (nossa, que ditado velho...)
 - Vocês ainda estão juntos? – perguntou ela
 - Sim, e pretendemos ficar assim por um bom tempo – disse o Nick, me abraçando pro trás.
 - Tá legal pode parar com o fingimento. Eu sei que você nunca me trairia Nick
 - Nós não estamos fingindo, é verdade. E você está certa, eu não trairia você, a não ser que me apaixonasse por outra – disse ele, olhando pra mim. Eu não sabia se aquelas palavras eram verdadeiras ou se ele só disse isso da boca pra fora, mas que foi muito bom ouvir, foi.
 - Isso é o que nós vamos ver Jessie. Ele ainda não me esqueceu, pode ter certeza.
 - Emily, querida – eu disse, me aproximando dela – Eu me garanto. Sei que ele não tá nem ai pra você. Não apela. Vamos Nick, já estamos atrasados. – peguei a mão dele e fomos andando pra aula de Sociologia.
 - Hey – disse o Nick, me parando quando já estávamos a uma distância razoável da Emily – gostei disso – disse ele, chegando mais perto.
 - Ah, ela estava merecendo... – eu disse, com raiva.
 - Que tal pararmos de falar dela e fazer uma coisa melhor? – disse ele, colando nossas testas.
 - Estou gostando dessa ideia... – eu disse, me beijando de novo. O sinal que anunciava o começo das aulas nos assustou, e fomos correndo pra sala de Sociologia.
  A prova foi tranquila, não achei ela tão difícil assim, e todas as outras provas também foram. Na hora da saída, encontramos a Anne (Roupa da Anne: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=48206021HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=48206021&.locale=pt-br"&HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=48206021&.locale=pt-br".locale=pt-br) e a Giulia (Roupa da Giulia: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=48206231HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=48206231&.locale=pt-br"&HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=48206231&.locale=pt-br".locale=pt-br) falando sobre o Peter e o Daniel
 - Ele me ligou hoje, quer sair comigo – disse a Giulia
 - Own, que fofo!! – disse a Anne – o Dani me mandou uma SMS, dizendo pra ligar pra ele quando acabasse nossas aulas...
 - Nossa, vocês vão ficar falando deles o dia inteiro? – eu disse, assustando elas.
 - É logico Jessie, eles são gatos demais!! – disse a Giulia.
 - Ai, vocês são uma comédia – eu disse, rindo com o Nick.
 - Jessie, Nick, posso falar com vocês? – disse uma voz estranha atrás de nós. Me virei e vi o Logan, o cara do comitê do baile.
 - Ah, oi Logan... O que foi? – disse o Nick.
 - Nós só queremos saber que músicas vocês vão tocar no baile.
 - Ah... É que nós não decidimos ainda, vamos fazer a lista hoje. Posso te entregar amanhã? – perguntei
 - Pode sim. Boa sorte pra vocês – disse o Logan, se virando pra ir embora.
 - Hey, meninas, querem ir no ensaio hoje? – eu disse pra Giulia e pra Anne.
 - Sim ou claro? – disse a Anne pra Giulia
 - Claro!!! – respondeu ela, feliz
 - Tá legal... Vamos, a gente está atrasado – eu disse, rindo com o Nick e indo até o meu carro.
 - Mas, afinal, rolou alguma coisa? – perguntou o Nick, quando entramos no carro
 - Não... Mas até o baile eu pego o Pete – disse a Giulia
 - Digo o mesmo... – disse a Anne.
 - Tá legal então... – disse o Nick, virando pra frente. Chegamos na casa do Pete e, pro alívio de todos, os pais dele não estavam em casa.
 - Oi Pete – eu disse, entrando na garagem – trouxe visitas.
 - Oi meninas – disse ele, dando um beijo na bochecha da Anne e um no canto da boca da Giulia.
 - Oi Pete – disse ela, toda boba.
 - Estou ouvindo vozes... – disse o Dani, descendo as escadas e vindo pra garagem – ah, oi meninas e menino – disse ele, rindo. Ele fez o seu toque maluco com o Nick, deu um beijo na bochecha em mim e na Giulia e na Anne um beijo no canto da boca... Bem no canto mesmo. Ela ficou muito sem graça.
 - Tá legal... Vamos começar? – disse o Nick, pegando a guitarra
 - Sim – disse o Pete, pegando o baixo. Dani foi arrumar sua bateria e eu o peguei o microfone.
 - Ah, gente, nos pediram pra mandar as músicas que vamos tocar no baile. – eu disse.
 - Nossa, nem tínhamos pensado nisso... São quantas músicas, mais ou menos? – disse o Dani
 - Ah, vai umas 16... – eu disse.
 - Tá legal. 16 dividido por 4, são quatro músicas pra cada um – disse o Dani, pegando um papel e uma caneta. – A Jessie começa.
 
- Tá legal... Kissin’ U - Miranda Cosgrove, Give Your Heart a Breake – Demi Lovato, You Da One – Rihanna e Teenagers – My Chemical Romance
 - Nick?
 - Aftermath - Adam Lambert, Makes Me Wonder – Maroon 5, Monarchy Of Roses – RHCP e The Ballad of Mona Lisa – Panic! At The Disco
 - Peter?
 - American Idiot - Green Day, I Miss You – Blink 182, Rope – Foo Fighters e Stray Heart - Green Day
 - E eu quero... Dani Califórnia - RHCP, Waiting For The End – Linkin Park, Going Under – Evanescence e Wheels – Foo Fihgters – disse ele, terminando de anotar o nome das músicas...
 
- Tá legal... Vamos começar com Kissin’ U – disse o Peter. Começamos a tocar e as meninas estavam tão distraídas distraindo os meninos que nem perceberam os meus olhares pro Nick. Tocamos todas as músicas da lista e, quando acabamos, já eram mais de 19hs.
 - Nossa, como o tempo voou! – disse a Giulia
 - Verdade... Nem deu tempo pra gente conversar direito... – disse o Pete, pegando na mão dela, que sorriu. – te vejo amanhã? Depois da escola?
 - Claro... – disse ela, piscando pra mim. Sorri pra ela e olhei pra Anne e pro Dani.
 - Gosta de cachorro-quente? – perguntou o Dani
 - Muito – disse a Anne, rindo
 - E de mim? Você gosta?
 - Ah, não sei... Só nos vimos dois dias, tenho que te conhecer melhor sabe... – disse a Anne, cheia de charme
 - E se eu te levasse pra comer cachorro-quente amanhã? Assim a gente se conhece melhor... – disse o Dani, com um sorrisinho maroto na cara.
 - Claro, por que não?
 - Ótimo. Te pego as 8 então?
 - Combinado.
  Sorri com essa cena também.
  Depois de um pouco mais de melação, levei as duas pra casa e deixei o Nick na porta da casa dele... Mentira!! A gente se pegou um pouco antes disso, no banco de trás do carro... Ai ai...
  Enfim, lá pra umas 20hs, cheguei em casa, jantei, subi pro meu quarto e dei um tempo no Face e no Twitter. Alguns minutos depois, o Josh me liga, dizendo que vem pro baile, já que não pode ficar pro meu aniversário.... Fiquei muito feliz com essa notícia!!
  Fui tomar um banho e dormi, pensando que todos os dias da minhas vida poderiam ser como hoje.