Jessie - Capítulo 2

Hey hey heeeeeeey =D

Antes de postar o próximo capítulo (se é que alguém lê, mas enfim...) só uma coisa que esqueci de falar antes... Como a história já está pronta, pretendo postar um capítulo por dia, e já que a história tem uns 15 capítulos, vão ter postagens diretas por umas duas semanas!!! eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee =D
Enfim, aqui está o 2° Capítulo de Jessieeeeee =D


6 de Dezembro de 2011 – Terça-Feira
  Acordei com o despertado a mil, e já pensando o quão longo esse dia seria. Levantei da cama, tomei um banho, coloquei uma roupa (Roupa da Jessie: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=46110720HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=46110720&.locale=pt-br"&HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=46110720&.locale=pt-br".locale=pt-br ) fiz uma maquiagem não muito pesada, comi umas panquecas, passei na casa do Nick e fomos pra escola. Ele estava com uma calça jeans e uma camiseta do AC/DC.
 - Oi namorada falsa – disse ele, quando entrou no carro
 - Oi namorado falso – eu disse, rindo
 - Acho que antes de a gente aparecer por ai dizendo que estamos namorando, precisamos ensaiar uma história.
 - Uma história?
 - É, as pessoas vão achar estranho se eu aparecer por ai com você um dia depois de eu terminar com a Emily – Ele disse.
 - Tem razão... Vamos fazer assim: Um belo dia há umas duas semanas atrás, nós estávamos estudando pra prova de Física na minha casa e, sem querer, rolou um beijo. – eu começo
 - Nós dois gostamos do beijo, mas eu vou embora, porque é errado trair minha namorada. – continua ele
 - Mas nós não conseguimos esconder nossos sentimentos, e então a gente começa a ficar escondido, e a Emily nunca desconfiou, até ontem. – eu termino
 - Tá legal, essa história tá muito boa. – disse ele, na hora em que estaciono o carro na frente do colégio.
 - Pronta? – pergunta ele, pegando minha mão
 - Eu nasci pronta – e nós cruzamos a entrada da escola. Todos os olhares se voltaram pra mim e para o Nick, todos querendo saber o que aconteceu, porque ele não estava com Emily. Enfrentamos milhares de adolescentes antes mesmo de chegarmos ao nosso armário, onde estava a Giulia
 - O que vocês estão fazendo? – perguntou a Giulia, boquiaberta.
 - O que foi? – perguntei, rindo
 - Vocês de mãos dadas... O que aconteceu ontem?
 - Não aconteceu nada ué – respondeu o Nick, rindo que nem eu.
 - Vocês vão me explicar isso ou não? – perguntou a Giulia
 - Tá legal Giu... A gente tá fingindo – eu disse.
 - Mas por que? – disse a Giulia
   Eu e o Nick explicamos tudo pra ela.
 - Nossa, mas que vaca duas caras... Mas podem deixar, minha boca é um túmulo. – disse Giulia, rindo. A roupa dela, como sempre, estava linda (Roupa da Giulia: http://www.polyvore.com/giulia_12/set?id=46111253 )
 - E ae gente – disse a Anne, que estava linda também (Roupa da Anne: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=46111006HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=46111006&.locale=pt-br"&HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=46111006&.locale=pt-br".locale=pt-br )
 - Oi Anne – eu disse, fechando meu armário e pegando a mão do Nick de novo
 - O que aconteceu? – ela perguntou, vendo nossas mãos
 - Ah, a Giu te conta, a gente tá atrasado – eu disse, puxando o Nick pra sala de Sociologia, nossa primeira aula.
  Entramos e, como sempre, lá estava Emily rodeada de pessoas interesseiras. Quando nos viu, nos jogou um olhar de desprezo... É, eu estou começando a gostar disso...
  Nos sentamos e o nosso professor começa a aula. Eu não gosto de Sociologia, então não estava prestando muita atenção. Senti meu celular vibrar e vi que tinha uma mensagem do Peter:
Peter
Ensaio hoje ás três da tarde, aqui em casa. Já avisei o Dani, fala com o Nick ??
Beijos  ;)
 - Nick, olha aqui – eu mostrei o celular pra ele.
 - Ainda bem, eu estava doido pra tocar com eles.
 - Mas o nosso último ensaio foi sexta feira!! – eu disse, rindo
 - Ah, eu sinto falta – ele disse, rindo também.
 - Jéssica, já que está prestando tanta atenção na aula, me explica a característica externa do fato social de acordo com Durkheim – disse meu amado professor de Sociologia.
 - Significa que a sociedade é um fator que vai existir antes e depois do indivíduo, independentemente da volição deles. E pra ele, a sociedade era um ser vivo, que paira sobre nossas cabeças, e que, mesmo que todos os seus indivíduos lutem contra ela, ela sempre vai vencer.
 - Muito bem Jéssica, mas preste a atenção na aula. – disse ele, voltando ao assunto.
  O dia passou rápido, e a Emily estava mais cara de pau do que nunca. Por todo lugar onde passávamos, lá estava ela, agarrada com o Derek. Eu olhava pro Nick e percebia que isso doía muito nele, então eu sempre dava um jeito de evitá-la. Finalmente, as aulas acabaram e eu e o Nick fomos pra casa do Pete, pra ensaiar.
 - E ae Dani – disse o Nick, superfeliz
 - E ae Nick... – disse o Dani, arrumando sua bateria – e ae Jessie, minha cantora favorita...
 - Sei... Ah, vocês sabem né, meu aniversário tá chegando... – eu comecei.
 - Vai ter festa é? – perguntou o Pete, vindo me cumprimentar
 - Não... Pensei que a gente podia sair, sei lá, ir pro boliche... Vocês e minha amigas. – eu terminei, e percebi que os dois ficaram bem animadinhos quando disse “amigas”
 - Amigas? As amigas gatas dela? – disse o Dani, olhando pro Nick
 - Elas mesmo... – disse o Nick
 - Quando? Onde? Que horas? – disse o Pete
 - Nossa... Calma, é só semana que vem... – eu disse, rindo
 - E não tem como elas nos conhecerem antes não? – pergunta o Dani, com cara de safado.
 - Acho que vou deixar vocês curiosos... Mas, se isso serve de consolo, elas também estão loucas pra conhecer vocês. – e isso pareceu deixá-los um pouco mais animados.
 - Tá legal, agora chega de papo furado e vamos ensaiar? – diz Nick, afinando a sua guitarra. Dani vai pra bateria e continua arrumando-a, Pete também afina seu baixo, e eu arrumo o microfone, e então pergunto:
 - Qual a gente canta primeiro?
 - Você escolhe Jessie – disse o Pete.
 - Tá legal... – penso um pouco, e já tenho a música perfeita – Que tal Roads Untraveled, do Linkin Park?
 - Tá legal. – diz Dani, começando a batida.
  Não escolhi essa música por coincidência, era uma mensagem pro Nick, afinal, o amor que você perdeu, não valeu o que custou, e um dia você ficará grato por ele ter ido, como a música diz.
  A música acaba e o Nick me conhece bem o suficiente pra perceber minha mensagem, e sussurra um “Obrigado”.
 - Tá legal, agora o Nick escolhe – eu digo.
 - Hum... Que tal Turn It Off do Paramore?
 - Nossa, essa é boa... – eu digo
 - Então vamos... – Nick começa a tocar e a gente o acompanha.
  Enfim, a música acabou e tocamos mais uma dezena, e cada um escolhia uma. O ensaio foi demais, como sempre é, e é por isso que gosto tanto da banda que tenho com eles. Depois das dezenas de músicas, nos despedimos e o Peter disse que mandava sms assim que a mãe dele liberar a casa.
  Levei um Nick muito quieto pra casa e, antes que ele pudesse descer, perguntei:
 - O que foi?
 - A Emily... Ela não sai da minha cabeça. Eu penso nela o tempo todo, estou quase explodindo...
 - Você gosta mesmo dela, não? – pergunto, não sabendo o que fazer.
 - Demais... o que eu faço Jessie? – diz ele, chorando.
  Eu odeio ver ele assim, e odeio mais ainda a pessoa que fez ele ficar assim... Eu o abracei e sussurrei:
 - Vai por mim... Quando o seu coração ver o que ela é, as lágrimas vão secar...
 - Como você sabe? – ele perguntou, olhando pra mim
 - Experiência própria. – eu disse. Vamos explicar isso direito: Uns anos atrás, eu me apaixonei perdidamente por um garoto que me magoou depois, mas eu nunca contei o que realmente aconteceu pro Nick, que sempre me pedia pra contar, mas eu não podia, não queria ver ele com raiva do garoto...
 - Você não acha que já está mais do que na hora de você me contar essa história? Já faz dois anos Jessie...
 - Sua mãe tá em casa? – perguntei
 - Não...
 - Então tá, a gente entra e eu te conto tudo tá? – eu disse, mandando uma SMS pra minha mãe avisando que eu estava na casa do Nick.
 - Tá legal... – a gente saiu do carro e entramos na casa dele, pegamos um pacote de Ruffles e duas latinhas de Coca-Cola e fomos pro quarto dele.
 - Tá legal – disse ele, abrindo sua latinha de Coca e se jogando na cama– Começa
 - Tá bom... Quando eu e ele começamos a ficar, ele pediu pra mim não contar pra ninguém, ele queria que fosse uma coisa só nossa, e eu, perdidamente apaixonada, aceitei, e não contei nem pra você que estava ficando com ele. No dia daquela festa na casa da Emily, uns meses antes do meu aniversário, ele me deu o fora, disse que eu não era garota pra ele, que agora que ele é popular, não pode ser visto com uma garota como eu... Ele foi embora e me deixou ali, plantada, num canto da casa da Emily... Eu sai correndo, fui pra casa, me tranquei no quarto e chorei a noite toda. Nos dias que se passaram, eu tentava disfarçar, mas você me conhece, você sabia que tinha algo errado, e eu nunca contei nada. Duas semanas depois, decidi que ia mostrar pra ele o que eu realmente era, que eu não era uma garotinha ingênua, e então eu pintei meu cabelo, coloquei meu piercing e mudei minha atitudes. Não ia dar bola pra quem não merecia, e ai foi que eu comecei a esquecê-lo, e hoje eu nem gosto e cruzar com ele nos corredores da escola.
  O Nick estendeu os braços e eu deitei do lado dele, abraçando-o
 - Agora, quem foi o canalha que te magoou desse jeito minha pequena? – Ele me chamava assim toda vez que rolava esses momentos... ele me consolando. Mas não queria contar pra ele quem foi que me magoou, mas ele tinha o direito de saber, ainda mais agora...
 - O canalha que me magoou... Foi o Derek.
  Depois dessas três palavrinhas mágicas, o Nick xingou Deus e o mundo, chutou algumas portas e batatinhas onduladas voaram pelo quarto.
 - Nick, calma, respira. Pode apostar, ninguém sente mais raiva disso do que eu – eu disse, segurando ele pelos ombros
 - Aquele cara não merece nada do que tem!
 - Ah, a Emily ele merece...
 - Argh Jessie, porque você não me contou isso antes? Eu ia acabar com a raça daquele cara...
 - Por isso mesmo, não quero esse tipo de vingança, ele vai ter o que merece, mas não assim.
 - Você não tem ideia do quanto eu quero moer a cara dele...
 - Tenho sim, eu também quero arrancar fio por fio daquele cabelo loiro da Emily...
  Depois que eu disse isso, olhamos um pro outro e começamos a rir
 - Olha só a gente, sempre cuidando um do outro... – disse ele, me abraçando
 - Sempre.
  Conversamos mais um pouco e, quando o pai do Nick, John, chegou, vi que estava tarde e fui pra casa.
  Quando cheguei em casa, encontrei uma mãe e um irmão com cara de “vamos fingir que não está acontecendo nada” sentados no sofá.
 - Oi família – eu disse, jogando minha mochila e as chaves do carro num canto ai.
 - Oi Jessie – disse eles em uníssono
 - O que aconteceu? – eu disse. Nossa, como eles fingem mal
 - A gente não pode esconder nada de você, não? – disse Mike
 - Não mesmo... Agora desembuchem – eu disse, sentando do lado deles no sofá.
 - Então... Sabe o pai? – disse Mike, com cuidado
 - O que tem ele? – Ih, eu já não estou gostando dessa conversa...
 - Então, ele está vindo pra cá – terminou minha mãe.
 - Cumequié? – eu disse, com muita raiva. Vocês estão boiando né? Enfim vou contar o que rolou: Quando eu tinha 10 anos e Mike 12, nosso pai fugiu com a secretária pra Argentina. Minha mãe não estava entendendo nada, até receber uma carta do meu pai, que dizia que a estava traindo esse tempo todo, que tinha um filho de 5 anos, e que fugiu com a secretária porque a amava, e disse que nunca mais ia voltar. Todo ano, ele vinha nos visitar, mas eu não gostava de vê-lo, o que ele fez com a minha mãe, com Mike, comigo, não se faz. Então eu simplesmente esqueci que tinha um pai, e continuei com a minha vida. Nick era o único que sabia de tudo isso além da família, e concordava comigo.
 - Quando é que o Richard chega? – perguntei, com desprezo
 - Jessie, ele é seu pai... – começou minha mãe
 - Não vem com essa mãe, ele não é e não vai ser meu pai. Nunca – com essa, peguei minha mochila e fui pro meu quarto, batendo a porta.
  Joguei minha mochila na cama e fui tomar um banho, eu precisava pensar. Debaixo do chuveiro, eu chorei, chorei por tudo o que o meu pai fez, e queria entender o porque de ele vir pra cá todo ano... Pelo menos ele vinha sozinho.
  Sai do banho, coloquei meu pijama, peguei meus fones e meu IPod e fui dormir. Eu não fazia ideia do que me esperava no dia seguinte. 

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