Jessie - Capítulo 5


9 de Dezembro de 2011 – Sexta-Feira
Sabe aquela frase: “depois que você coloca uma música como toque do despertador, você passa a odiá-la”? Então, é a pura verdade! Eu não aguentava mais ouvir “Perfect” do Simple Plan...
  Mas enfim, eu acordei, tomei um maravilhoso banho e coloquei uma roupa (Roupa da Jessie:
http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47541520HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47541520&.locale=pt-br"&HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47541520&.locale=pt-br".locale=pt-br) fiz minha make de sempre e peguei meu celular, que tinha uma mensagem.
Ensaio hoje depois da escola
afinal, temos um show semana que vem :)
Peter
  Nossa, já acordando com ótimas notícias... Mas essa sensação acabou quando vi meu pai na mesa da cozinha.
 - Oi filha – disse ele, tentando me abraçar, mas eu desviei e me sentei do lado da minha mãe na mesa.
 - Não vai mesmo falar comigo? – disse ele, desistindo
 - Nossa, percebeu isso só agora? – dito isso, desisti de tomar café em casa, peguei uma maçã e fui pra casa do Nick, ao som de Attack do 30 Seconds to Mars.
  Estacionei o carro e meu celular começou a vibrar. Uma mensagem.
Pode me encontrar hoje depois da aula?
Josh
Depois da aula não :(
Pode ser depois das seis??
Jessie
Tá legal, pode sim :)
Tá vejo lá xoxo
Josh
  Nick entrou no carro e viu a última mensagem do Josh
 - Vai encontrar o seu irmão? – disse ele, me dando um beijo estralado na bochecha
 - Vou sim...
 - Nossa, gostou mesmo dele não?
 - Demais... É o irmão que eu sempre quis ter. Não que eu não goste do Mike, mas... Ele é diferente...
 - Sei... – disse ele virando pra frente. Comecei a dirigir sem falar nada. O que ele tinha heim? Ele estava com ciúmes de mim? Com meu irmão? Nossa, ele nunca foi ciumento. Que estranho!
  Cansei do silêncio! Perguntei:
 - E ai? Recebeu a mensagem?
 - Recebi sim, to doido pra ensaiar – disse ele, voltando ao normal
 - É, eu também. Quero só ver no que vai dar depois que a gente tocar na escola. Mano, eu estou muito feliz
 - Tá todo mundo feliz, fui dormir sorrindo ontem – ele olhou pra mim e nós rimos.
  Chegamos na escola, entramos no mesmo ritual de sempre e, dessa vez, percebi que não era só a Emily que nos encarava enciumada, o Derek também!! Nossa, ri demais depois.
  Pegamos nossas coisas no armário e fui pra minha primeira aula com a Anne, Geografia.
 - Oi Anne – eu disse, cumprimentando ela
 - Oi Jessie... Vem cá, quem era aquele menino com você ontem? – disse ela, me olhando nos olhos (Roupa da Anne: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47604477HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47604477&.locale=pt-br"&HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47604477&.locale=pt-br".locale=pt-br)
 - Que menino? – respondi, nervosa
 - Aquele que você e o Nick foram se encontrar no meio da primeira aula...
 - Ah, ele... Ele é... Ele não é ninguém
 - Me conta logo esse mistério Jessie! Não confia em mim?
 - Não é isso, é que... É complicado
 - Muitas coisas são complicadas. Me conta logo!
 - Tá legal Anne, vou te contar. Mas não agora, a história é longa.
 - Depois das quatro está bom?
 - Está sim. Me espera lá na minha casa, tenho ensaio hoje, mas eu chego antes das quatro.
 - Ok. Não me leva a mal Jessie, eu só não quero ver você sofrendo.
 - Eu sei Anne – eu disse, abraçando ela – mas já está na hora de vocês saberem dessa história.
  Nós viramos pra frente e a aula de Geografia começou.
  O dia passou rápido, para o bem da nação. Pedi pra Anne levar a Giulia pra minha casa também, eu tinha que contar essa história para as duas. Eu e o Nick fomos para a casa do Pete e, de novo, encontramos ele e o Dani arrumando os instrumentos.
 - Oi gente – eu disse, cumprimentando eles
 - Oi Jessie – disseram eles.
 - Meu aniversário é na segunda, então vai ter role na segunda mesmo – eu disse, pegando o microfone
 - Tá legal então. Que horas? – disse o Pete
 - Umas cinco horas. Vocês vão né?
 - Suas amigas vão? – disse o Dani
 - Vão sim – eu disse, rindo
 - Então nós vamos sim.
 - Vai ser no boliche, lá no shopping. Nos encontre na frente do McDonald’s ok?
 - Ok. – disse o Pete – vamos ensaiar agora?
 - Vamos sim – disse o Nick, pegando a guitarra.
  Dani escolheu Teenagers do My Chemical Romance e tocamos. Depois Pete escolheu Fix You do Coldplay, Nick escolheu Fluorescent Adolescent do Arctic Monkeys e eu I Knew You Were Trouble da Taylor Swift.
  Tocamos mais um monte e depois fomos pra casa. Levei o Nick e o Dani e, quando cheguei, a Anne e a Giulia já estavam lá, conversando com o meu pai.
 - Vocês estão mesmo dando trela pra ele? – eu disse, jogando minhas chaves no canto.
 - Bom te ver também Jessie, e na verdade não, a gente só estava escutando – disse a Giulia (Roupa da Giulia: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47605860HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47605860&.locale=pt-br"&HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47605860&.locale=pt-br".locale=pt-br)
 - Aham. Vamos lá pra cima? – eu disse, indo até o armário da cozinha e pegando minhas preciosas Batatas Pringles e subindo as escadas, com elas atrás de mim. Quando entramos e fechei a porta, perguntei:
 - O que foi que ele disse pra vocês?
 - Disse que sentia sua falta, e que queria que você ficasse com ele no seu aniversário. – disse a Anne, se sentando do lado da Giulia na minha cama – por que você não dá uma chance pra ele Jessie?
 - Depois que eu contar minha história pra vocês, vão saber o porquê eu não dou uma chance pra ele. – sentei na cadeira do computador, peguei uma batata do pote e olhei pra elas.
 - Então vai, começa – disse a Anne, se inclinando pra frente.
  Contei tudo pra elas, desde a verdadeira história da “fuga” do meu pai até a do Josh aqui em LA. – Amanhã vou falar com a mãe dele, e hoje vou encontrá-lo, a gente precisa mesmo conversar direito.
 - Você está certa Jessie, se eu fosse você também falaria com a mãe dele. Mas esse negócio todo não te afeta não? – disse a Anne
 - Não muito. Há muito tempo eu aprendi a não confiar mais no meu pai. Eu não o odeio, não consigo, mas também não o amo. O Mike, mesmo com tudo isso, não toma as dores da minha mãe, ele ainda assim dá trela pro meu pai, ainda dá uma chance pra ele, mas o Josh não. Ele é o único que me entende de verdade, que sente o que eu sinto em relação ao Richard.
 - Ai Jessie, por que você não contou isso pra gente antes? – disse Giulia, me abraçando.
 - Porque eu não conhecia vocês quando isso aconteceu e, depois de tudo isso, foi duro confiar em alguém de novo. O Nick ficou do meu lado esse tempo todo, dele eu nunca duvidei, mas vocês... Eu precisava de tempo pra poder confiar em alguém de novo.
 - Ah Jessie – disseram as duas, me abraçando. Conversamos mais um pouco e, quando deu cinco horas, elas foram embora e eu fui tomar um banho. Estava um pouco frio, então coloquei uma roupa mais quente (Roupa da Jessie: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47588838HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47588838&.locale=pt-br"&HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47588838&.locale=pt-br".locale=pt-br), peguei meu carro e fui embora, ignorando totalmente a voz do meu pai. Cheguei no Burguer King 6:15, e o Josh já estava lá.
 - Oi – eu disse, cumprimentando ele
 - Oi – ele disse, sorrindo.
 - E a sua mãe?
 - Ah, ela está com saudades dele. Ela é muito cega, parece que não vê o que ele faz com a gente.
 - É, eu sei como é. Minha sorte foi que o Richard fugiu, eu realmente não sei o que a minha mãe faria. Mas enfim, você já contou pra ela sobre mim?
 - Não, ela não faz a mínima ideia do que eu estou querendo fazer. Acho melhor assim, ou ela me impediria.
 - Acha mesmo que vou conseguir fazer sua mãe abrir os olhos?
 - Acho sim. No fundo, ela só tenta “não ver” por minha causa, mas quando ela perceber que você está muito bem sem ele, acho que ela muda de ideia.
 - Se você acha...
 - Agora chega de falar deles. Fiquei sabendo que o seu aniversário é na segunda.
 - É.
 - Então... Feliz aniversário adiantado – disse ele, tirando uma caixinha de veludo preto do bolso.
 - Josh...
 - Só aceita. – disse ele. Não disse nada, peguei a caixinha e a abri. Dentro tinha uma pulseira com um pingente de guitarra... Era a coisa mais linda que eu já tinha visto.
 - Nossa... É lindo! Você sabe mesmo dar presentes.
 - É o que me dizem... – disse ele, e nós rimos. Coloquei a pulseira no pulso e logo depois pedimos nossos Whoppers. Conversamos mais um pouco e, quando deu umas oito horas, o levei para o hotel onde ele estava hospedado.
 - Quando você vai embora? – perguntei, quando parei.
 - Domingo – disse ele, meio triste.
 - Ah, queria que você ficasse mais um pouco, nem deu pra gente conversar direito.
 - É, eu sei. Agora que encontro minha irmã, vou ter que ir embora – disse ele, olhando nos meus olhos. Percebi que ele estava triste, assim como eu estava. Não queria que ele fosse embora, queria que ele fosse meu irmão, que ficasse do meu lado.
  Abracei ele pela primeira vez, mas como se fosse a última.
 - Até amanhã – disse ele, saindo do carro
 - Até – eu disse, dando a partida e saindo em qualquer direção. Não sei como, mas no fim das contas fui parar na casa do Nick. Mandei uma SMS pedindo pra ele descer e fui pro banco de trás. Ele entrou no carro, do meu lado, e foi nessa hora que eu comecei a chorar.
 - O que foi? – disse ele, me abraçando. Aquele abraço era tão bom...
 - O Josh... ele vai embora domingo. – eu disse, soluçando.
 - Calma pequena, ele é seu irmão, vocês vão poder se ver quando quiserem.
 - Eu não sei., não sei de mais nada – eu disse, deitando na perna dele, enquanto ele me fazia cafuné, e ficamos assim por pelo menos uns 10 minutos. Seu toque fazia minha pele formigar... E era bom, muito bom. Levantei a cabeça e olhei nos seus olhos. Seus dedos agora percorriam os contornos do meu rosto, os meus olhos, meu nariz, minha boca... Nossos rostos foram se aproximando, meu coração começou a disparar. Senti sua respiração quente no meu rosto, e o cheiro do seu hálito de menta...
  O que é que a gente está fazendo?
  Me afastei antes que a gente cometesse uma besteira. Ficamos olhando pra frente durante um tempão, como se fossemos dois estranhos que acabaram de se conhecer.
 - Eh... Jessie... Eu já vou indo, já está tarde – disse o Nick, se virando pra mim
 - Tá legal... Eh... Tchau então – disse eu, olhando pra ele também. Ele saiu do carro, entrou correndo em casa e nem olhou pra trás. Passei pro banco da frente e voltei pra casa. Fechei a porta da frente, passei reto e ignorei as vozes que me chamavam, apenas fui pro meu quarto, e entrei debaixo do chuveiro. Enquanto a água morna corria pelo meu corpo, pensava em tudo o que aconteceu hoje. Caramba, que dia difícil! Contei tudo para as meninas, meu meio-irmão está indo embora nesse final de semana e... O que foi aquilo com o Nick? Por mais que eu tente evitar esse pensamento, eu queria beijá-lo. O que está acontecendo comigo?
  Desliguei o chuveiro, coloquei meu pijama e fui dormir com o cabelo molhado mesmo, quer dizer, tentei porque, mesmo ás 3 horas da manhã, minha cabeça estava a mil. 

Nossas Mudanças

           Agora há pouco, uma amiga minha veio me dizer que queria mudar, pois sofreu muito por causa de um garoto e ficou com muita vontade de mudar, não só nas atitudes como também na aparência, e eu também andava com isso na cabeça (mudei até de blog né.) e isso me fez pensar: o que faz uma pessoa mudar?Na minha opinião, muitos podem ser os motivos, e desilusões amorosas é a principal causa.  
            Muitas vezes essa desilusão amorosa pode te mudar pra melhor, te fazer amadurecer e não cometer o mesmo erro duas vezes, fazer com que você se dê mais valor, e não deixar que qualquer pateta faça o que quiser com o seu coração. Isso é bom, como eu disse antes, te faz crescer, agir como adulta, e com certeza vai calar a boca de muita gente.
             Ou então te mudar pra pior, te deixar rancorosa, fechada para o amor e cada vez mais chata. Isso afasta as pessoas de você, e ficar sempre com medo de se apaixonar de novo é horrível, pois com certeza vai aparecer alguém, e que provavelmente é você que vai afastar. Não mudem assim, é ruim, guardar rancor sempre foi ruim, e perdoar faz parte da vida.
              Mudar (pra melhor!) sempre é bom, mas isso depende também do motivo. Não vá mudar só porque todos acham que você está errada, ou porque acha que nenhum garoto olha pra você por que é gorda, por exemplo. Mude por você, apenas por você! se você não está satisfeita consigo mesma, te apoio totalmente, mas se quer mudar pra ser aceita pelas outras pessoas, não faça isso, o que elas tem a ver com o que você gosta ou deixa de gostar, com como você é ou deixa de ser? Cada um de nós somos perfeitos do nosso jeito, mas isso não quer dizer que o seu perfeito é o perfeito dos outros. Lembrem-se disso, seja perfeito apenas pra você, porque você mesmo é a pessoa mais importante de sua vida!!!

Jessie - Capítulo 4


8 de Dezembro de 2011 – Quinta-Feira.
  Acordei com muita dor de cabeça. Tomei um banho gelado e coloquei uma roupa (Roupa da Jessie: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47339573HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47339573&.locale=pt-br"&HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47339573&.locale=pt-br".locale=pt-br) tomei um comprimido pra dor de cabeça e desci as escadas. Quando cheguei na cozinha, encontrei apenas minha mãe e meu irmão.
 - Ah, ele não está aqui? – perguntei, aliviada
 - Não, mandei ele embora ontem – disse minha mãe, me oferecendo suco de laranja e panquecas
 - O que ele veio fazer aqui afinal?
 - Ninguém sabe. O que a gente sabe é que ele está aqui, e só vai embora depois do seu aniversário, Jessie – disse o Mike
 - O que? Se ele está pensando que vou passar meu aniversário com ele, está muito enganado – eu disse, pegando uma panqueca e indo até o carro. – vou indo. Beijos mãe
 - Até de noite filha – disse minha mãe, me dando um beijo estralado na bochecha. Peguei minhas chaves e dirigi até a casa do Nick, que já estava me esperando na porta de casa.
 - Oi gata – disse ele, me cumprimentando
 - Oi gato – eu disse.
 - O seu irmão já te ligou hoje?
 - Ainda não... Assim que ele me ligar, te mando uma SMS ok?
 - Tá legal.
  Comecei a dirigir até a escola.
 - E a Emily? Já saiu da sua cabeça?
 - Não... tive um sonho com ela hoje. Ela estava me pedindo desculpas por tudo o que fez pra mim, mas ai eu não quis e fui embora.
 - Que sonho bom
 - Mas ai eu me arrependi e corri atrás dela.
 - Você é fraco.
 - Eu sei, mas o que eu sinto por ela é mais forte que eu – ele deitou a cabeça no meu ombro
 - Se eu consegui esquecer aquele babaca, você também consegue esquecê-la. – eu disse, sorrindo. Olhei em seus olhos e percebi um brilho que eu nunca tinha visto antes, um brilho fraco, mas que me hipnotizou por um tempo. Que estranho.
  Estacionei o carro e saímos de mãos dadas. Pegamos nossas coisas no armário e fomos pra aula de História, com a Giulia e a Anne.
  A Giulia estava na carteira de frente (Roupa da Giulia:
http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47391396HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47391396&.locale=pt-br"&HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47391396&.locale=pt-br".locale=pt-br) do lado da Anne (Roupa da Anne: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47391505HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47391505&.locale=pt-br"&HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47391505&.locale=pt-br".locale=pt-br). Me sentei com o Nick e a aula de história começou. Senti meu celular vibrar no bolso e vi a mensagem de um número desconhecido:
Acabei de chegar em Los Angeles, estou na frente da sua escola.
E ai, já decidiu?
Josh
Mostrei a mensagem pro Nick, que digitou:
To indo pra ai, mas não decidi nada ainda... Ainda não confio em você
Jessie
Recebi depois:
Não confia em mim? Por que?
Respondi:
Você é filho do meu pai, quem sabe o que você quer?
Ele respondeu:
Garota esperta. Tá legal, to te esperando.
  Olhei pro Nick e levantei a mão:
 - Professor, não estou me sentindo bem. Posso ir na enfermaria?
 - Pode sim Jéssica... – disse o professor de História.
  Me levantei e fingi que estava tonta.
 - Professor, o Nick pode ir comigo?
 - Pode sim, mas volte logo heim...
 - Pode deixar professor – disse o Nick, me levando pra fora. Saímos da sala de aula e fomos correndo pro estacionamento da escola.
  Não tinha ninguém lá, apenas um menino, alto, moreno, com cabelos cacheados e os meus olhos verdes. Ele estava com uma calça jeans e uma camiseta preta de gola V. Ele era idêntico ao meu pai.
 - Josh? – disse eu, quando cheguei mais perto
 - Jessie? – ele disse, como se estivesse estranhando alguma coisa.
 - Você tem quantos anos? – perguntei, percebendo que ele não podia ter 12.
 - 15 – disse ele.
 - 15? O Richard disse que você tinha 12
 - Ele me disse que você tinha 15. Quantos anos você tem?
 - Quase 17 – Disse eu. Nossa, aquele canalha tá traindo minha mãe a mais tempo do que eu imaginava.
 - Nossa, o que mais ele me falou que é mentira? – disse ele, frustrado.
 - Tem alguma coisa que ele nos falou que é verdade? – disse eu.
 - Tem razão. Então... Vai aceitar? – pergunta ele.
 - Acho que sim... Você não me parece do tipo que mente – eu disse, olhando pro Nick e percebendo que ele teve a mesma dedução que eu.
 - Quem é esse? – disse o Josh, olhando por Nick
 - Um amigo meu. Tá legal, o que você quer que eu fale pra sua mãe?
 - Quero só que você apareça na frente dela... Isso já vai bastar.
 - Tá legal... Quando?
 - Pode ser no sábado?
 - Pode sim. Agora deixa eu voltar antes que alguém descubra que eu fugi
 - Tá legal... – ele estendeu a mão – foi bom te conhecer
 - Foi mesmo – eu disse, apertando a mão dele.
 - Até sábado
 - Até – eu disse, me virando e entrando na escola.
  Aquele garoto me lembrou meu irmão, só que nua versão mais nova. Eu gostei dele, queria ter conhecido ele antes, queria ter vivido mais com ele, parecia tão sozinho...
 - Você gostou mesmo dele não? – disse o Nick, vendo minha cara
 - Demais. Queria ter conhecido ele antes.
 - É, eu percebi. Ele tem sorte de ter uma irmã que nem você
 - Ah Nick, você sempre sabe o que falar – disse eu, abraçando ele. Os abraços do Nick se tornavam cada vez mais quentes, mas protetores, mais viciantes. O que estava acontecendo?
  Nessa hora, o sinal bateu e todo mundo saiu da sala. Fomos até o nosso armário de mãos dadas e comecei a reparar na escola. Ela estava toda enfeitada de cartazes pro baile de inverno, que ia ser dia 17.
 - Nossa, o baile... Esqueci legal – eu disse, abrindo meu armário e encontrando um envelope branco com o meu nome. Olhei pro Nick e vi que ele tinha um também.
 - O que é isso? – perguntou ele
 - Só tem um jeito de descobrir – eu disse, abrindo o envelope. Nele estava escrito o seguinte:
Jessie
Convidamos você e sua banda para tocar no baile de inverno, que ocorrerá dia 17/12 ás 21:00 horas. Espero que você aceite.
Comunique-nos da sua decisão.
- Comissão organizadora do baile.
  Caraca! Eu vou tocar no baile de inverno!!! No bilhete do Nick estava escrito a mesma coisa, e nós demos muitos pulos de alegria.
  A Anne chegou perto e perguntou:
 - O que aconteceu? – mostramos os convites pra ela.
 - Caramba, vocês vão tocar no baile – ela disse, pulando com a gente.
 - Vamos falar com os meninos agora – eu disse, pegando o meu celular e discando para o Daniel. Os dois estudavam juntos, e provavelmente estavam juntos essa hora.
 - Alô – disse o Dani, atendendo o celular
 - Dani, é a Jessie, o Pete tá ai? – perguntei, feliz
 - Tá sim, vou por no viva-voz
 - E ae Jessie – disse o Pete
 - Oi gente, então, sabe o baile de inverno que tem todo ano aqui na minha escola?
 - Sei sim – disse o Dani
 - ELES CHAMARAM A GENTE PRA TOCAR!! – gritou o Nick. Logo depois disso, seguiram-se várias demonstrações de felicidade, com direito a palavrões também, aquele bando de bocas sujas...
  Desligamos o celular, muito felizes ainda, e fomos pra aula de Biologia, uma das matérias que eu mais odiava, com a Giulia, que ainda não sabia da novidade.
  Naquele dia ninguém estudou, estávamos tão empolgados com o negócio da banda que ninguém quis saber de mais nada.
  Voltei pra casa, depois de um dia cansativo, e encontrei meu pai na cozinha comendo as MINHAS BATATAS PRINGLES!!!
 - O que você está fazendo? – eu disse, tomando o pote da mão dele
 - O que? Não posso comer? – disse ele, dando um gole numa cerveja
 - Não. Primeiro, essas batatas são MINHAS e a casa também. ENTÃO PARA DE COMER A MINHA COMIDA – eu disse, pegando a lata de cerveja e jogando no lixo.
 - Hey!? – disse ele, enquanto eu pegava uma lata de coca na geladeira, o sanduba que minha mãe fez mais cedo pra mim e subia pro meu quarto.
  Comi meu sanduba numa rapidez incrível e fui pro Facebook. O Josh estava on, e começamos a conversar sobre tudo: cor favorita, bandas favoritas, namorados(as) e etc. Ele era muito parecido comigo, as mesmas bandas, o mesmos gostos, as mesmas manias... Eu gostava dele cada vez mais.
  Tomei um banho, coloquei meu pijama e desci pra jantar. Meu pai já tinha ido embora, ainda bem. Comemos muito e rimos demais, eu amo a minha família.
  Fui dormir pensando no Josh, o irmão que eu só fui conhecer agora. Pelo menos pra uma coisa boa o Richard prestou: Ele, querendo ou não, me aproximou do meu irmão, que talvez eu nunca fosse conhecer. 

Jessie - Capítulo 3


 7 de Dezembro de 2011 – Quarta-Feira
  Acordei com os olhas vermelhos, mas decidi não chorar mais, ele não merecia. Sai da cama, tomei um banho, coloquei uma roupa (Roupa da Jessie: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47040831HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47040831&.locale=pt-br"&HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47040831&.locale=pt-br".locale=pt-br) fiz a make, peguei minha mochila, meu celular, coloquei meus fones e desci as escadas ouvindo Fluorescent Adolescent do Arctic Monkeys. Quando entrei na cozinha, encontrei minha mãe, meu irmão e... o meu pai!! Dava pra perceber que ninguém estava feliz com a sua “visitinha” de última hora, principalmente eu. Eu odiava admitir isso, mas sou muito parecida com ele, os mesmos olhos, o mesmo nariz, só a boca que parece com a da minha mãe. Não só na aparência, mas também éramos parecidos na personalidade, ele era tão rancoroso quanto eu.
 - Ah, ele já chegou? – eu disse, indo até a geladeira e pegando o suco.
 - É Jéssica, eu voltei... E estava doido por um abraço da minha filinha – disse ele abrindo os braços.
 - Ah, então o outro é menino? – eu disse, passando reto e indo pra porta, só ouvindo os risinhos disfarçados do Mike. – Ah, mãe, se tiver alguma coisa hoje, te mando uma SMS ok?
 - Tá legal filha... Até de noite – ela disse, enquanto fechava a porta e destrancava o meu carro. Coloquei meus óculos escuros, liguei o rádio e fui pra casa do Nick.
  Lembra daquela promessa de que não ia mais chorar? Então, assim que o Nick entrou no carro, eu esqueci dela. Eu até posso parecer durona, e faço de tudo pra que todos pensei isso, mas no fundo sou bem frágil, e o Nick é uma das únicas pessoas que sabem disso... ele sabe de tudo não? Mas fazer o que, amigo mais antigo...
 - O que foi Jessie? – disse ele, me abraçando
 - Meu... meu pai tá aqui – eu disse, chorando mais ainda.
 - Ah, não chora não pequena, ele não merece.
 - Eu sei mas... Toda vez que ele aparece, essas lembranças ficam na minha cabeça... Por que ele voltou?
 - Vamos pra outro lugar, eu dirijo – disse ele, enquanto trocávamos de lugar. Vamos esclarecer uma coisa: Nick sabe sim dirigir, mas ele tem preguiça, então eu dirijo pra ele, entenderam? Enfim, ele me levou pro lugar onde sempre vamos quando queremos pensar: Pra praia.
  Já que era manhã de quarta-feira, não tinha muitas pessoas na praia, o que era muito bom. Tirei meu tênis e começamos a andar na areia.
 - Agora me diz, o que aconteceu? – disse ele. Contei tudo desde ontem de noite até hoje de manhã, antes de ir pra casa dele.
 - Ele vai ficar na sua casa? – ele disse
 - Não sei... Fui embora antes que alguém dizer alguma coisa.
 - Então tá... Você precisa mostrar pra ele que não precisa mais dele, que está muito bem assim, ou seja, nada de chorar.
 - Eu sei... Não sinto falta dele, eu choro por causa do que ele fez com a gente, por que será que ele foi embora? E, se for pra ir, vai de uma vez, por que fica voltando? Odeio isso, odeio mesmo.
 - Eu sei pequena... Eu sei. – ele me abraçou e ficamos assim por alguns minutos.
 - Não é melhor a gente ir pra escola? – eu disse, me soltando dele
 - Pois é... A gente perdeu quantas aulas?
 - Uma só – eu disse, olhando no celular. – qual é a sua aula agora?
 - Inglês e você?
 - Geografia. Vamos logo?
 - Vamos. – pegamos nossas coisas e fomos para a escola, eu pra aula de geografia e ele pra de inglês.
  Pedi licença e entrei, me sentando do lado da Giulia (Roupa da Giulia: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47059714HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47059714&.locale=pt-br"&HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47059714&.locale=pt-br".locale=pt-br)
 - Aonde é que você estava? – perguntou ela, se virando pra mim.
 - Na praia – disse eu
 - O que você estava fazendo na praia?
 - Meu pai voltou – eu disse. Elas sabiam que meu pai foi embora e que eu tinha raiva dele, só não sabia a história inteira.
 - O que?
 - Ele chegou hoje, e já está achando que tá todo mundo sentindo a falta dele...
 - Mas e ai, o que você fez?
 - Dei um fora nele, fui pegar o Nick na casa dele e a gente foi pra praia. Eu precisava pensar... – eu disse. Giulia olhou pro lado e percebi que a Emily estava ouvindo, então ela continuou:
 - Nossa, o Nick é um fofo mesmo né? Falta na escola só pra consolar você... Ai, eu queria um namorado assim...
 - É, eu tenho sorte de ter ele... – eu disse, vendo a cara de espanto da Emily. Provavelmente o Nick nunca fez isso com ela... Hahahaha!!!
  Paramos de perturbar a Emily e prestamos atenção na aula. Já que semana que vem seria a última, teria provas em todos os dias, menos na segunda... Que coisa não?
  A aula acabou e a minha próxima era de Inglês, com a Anne. Peguei minhas coisas e fui pra sala e, como sempre, a Anne era a primeira a chegar.
 - Oi Anne – eu disse, me sentando do lado dela
 - Oi Jessie – ela disse (Roupa da Anne: http://www.polyvore.com/anne_07_12/set?id=47097607)
 - Tudo bem?
 - Tudo sim... e você heim? O Nick me disse que seu pai voltou...
 - Pois é, ele não devia ter voltado...
 - É, tem razão. Se for pra ir embora, vai de uma vez, não?
 - Também acho. Ele só traz sofrimento quando faz isso.
 - Quando ele vai embora?
 - Não sei... Mas acho que ele vai querer passar o aniversário comigo. Mas vai ficar querendo, eu já vou sair com vocês e ele não vai me fazer mudar de ideia.
 - Tá certa amiga, não o deixa entrar na sua vida de novo depois de sair do jeito que saiu.
  A professora pediu silêncio e começou a aula.
  Me despedi das meninas, dei um beijão no Nick na frente de toda a escola e fomos pro carro.
 - Vai pra casa comigo? – eu pergunto
 - Por que? – ele pergunta
 - Estou meio insegura com esse lance do meu pai... e se ele estiver lá, é só eu e ele e... não quero.
 - Tá legal, só vou avisar minha mãe – disse ele, pegando o celular e mandando uma SMS pra mãe dele.
  Chegamos em casa e não deu outra: Lá estava o Richard, sentado no sofá, vendo TV, como se a casa fosse dele. Argh!, que cara abusado.
 - Oi Jéssica, tudo bem? – disse ele, se virando pra nós
 - Estava, até você aparecer... – eu digo, bem grosseira mesmo
 - Jéssica, eu sou seu pai...
 - Não, você é tudo, menos o meu pai.
 - E quem é esse menino ai? – disse ele, apontando pro Nick. Esse menino ai? Ah, essa cara tá pedindo...
 - Ah, não se lembra dele? É o Nick.
 - Ah, o famoso Nick. Me lembro de você, vivia aqui em casa...
 - É, sou eu mesmo... – disse o Nick, tão grosso quanto eu.
 - Vamos Nick? Não dá pra fazer nada aqui na sala... – eu disse puxando ele para as escadas
 - Peraí, vocês vão pro seu quarto, Jéssica? – disse Richard, com indignação
 - Vamos sim, algum problema? – disse o Nick, com raiva
 - Tem sim, e quem você pensa que é pra falar desse jeito comigo?
 - Ele é meu melhor amigo, aquele que ficou do meu lado todas as horas em que você não estava aqui. Ele é mais do que você – disse isso e subi as escadas, com o Nick atrás de mim.
 - Quem ele pensa que é pra falar com você desse jeito? – eu gritei, fechando a porta do meu quarto
 - Jessie calma, esquece isso – disse o Nick.
 - Argh, bem que eu queria...
 - Vamos tocar? Isso sempre te acalma...
 - Tá legal... – eu disse, indo pegar meu violão. Tocamos várias músicas, e perdemos legal a noção do tempo. Quando vimos, já estava na hora do Nick ir embora. Levei ele até a porta, mas quando vi meu pai na sala, decidi levar ele até em casa também.
 - Você vai ficar bem, pequena? – disse ele, saindo do carro
 - Vou sim, já está mais do que na hora de eu perder o medo dele. Obrigado Nick, por tudo – eu disse, abraçando ele
 - Fica bem viu? E qualquer coisa, me liga – ele disse, beijando minha testa
 - Tá legal. Tchau Nick
 - Tchau Jessie – ele entrou em casa e eu voltei pra minha. Quando cheguei lá, meu pai ainda estava na frente da TV.
 - Tá legal, o que é que você quer aqui? – perguntei, me sentando perto dele
 - Como assim minha filha? – perguntou ele, não entendendo nada
 - Por que voltou?
 - Ué, pra ver meus filhos...
 - Tá legal, agora fala a verdade: Todas as vezes que você veio pra “ver seus filhos” ia embora no mesmo dia... O que está fazendo aqui?
 - Pois é, você é esperta mesmo. Então vou te contar. Meu filho está doente
 - O que ele tem? – perguntei, não sabendo se isso era mesmo verdade
 - Ele está com Hepatite B – disse meu pai, triste mesmo.
 - Isso é verdade? – perguntei
 - É sim Jéssica, não brincaria com isso.
 - Tá legal... E o que você faz aqui?
 - Não aguentei vê-lo daquele jeito, precisei vir pra cá.
 - Você é um covarde mesmo.
 - Como assim?
 - Seu filho precisando de você e você fugindo.
 - Você não entende Jéssica. Eu não suporto ver o meu filho tão mal assim...
 - Entendo sim – eu disse, me levantando – Tudo bem, nunca ninguém que eu amo esteve doente desse jeito, mas já tiveram problemas, já ficaram mal, e eu nunca fugi, mesmo que fosse insuportável vê-los chorando. Eu sabia que eles precisavam de mim, e ele precisa de você agora. Então, faça um favor pra todos nós: Vá embora, cuide do seu filho e não volta mais pra cá. – subi as escadas e fechei a porta. Pelo menos chorar, eu não chorava mais. Tomei um banho, coloquei meu pijama e esperei minha mãe chegar enquanto entrava no Facebook e no Twitter.
  Entrei no Face e vi que tinha um pedido de amizade, de um tal de Josh Miller. Aceitei, não sei por que, nunca aceito que eu não conheço, mas esse nome...
Josh Diz:
Oi Jessie
Jessie Diz:
Quem é vc?
Josh Diz:
Nossa, o Richard nunca falou de mim pra vc?
Não podia ser ele. Fiquei tão distraida, que nem percebi o seu sobrenome. Miller, esse era o sobrenome do meu pai, que eu nunca mais usei.
Jessie Diz:
Ele nunca me disse o seu nome
Josh Diz:
Nem ele o seu... Descobri sozinho.
Jessie Diz:
Ele me disse que vc tava doente
Josh Diz:
E vc acreditou nele?
Jessie Diz:
Ñ, nunca acreditei no que ele disse.
Eu não ia falar pra ele que acreditei né? Não sou tão burra assim...
Josh Diz:
Faz muito bem...
Jessie Diz:
Peraí, pq vc tem raiva dele?
Josh Diz:
Ele não merece a minha mãe. Ele trai ela o tempo inteiro, e ela ainda assim o perdoa. Já falei isso pra ela, mas ela não me escuta.
Jessie Diz:
Ele não muda...
Josh Diz:
Agora eu preciso de sua ajuda
Jessie Diz:
Com o q?
Josh Diz:
Quero que vc me ajuda e tirar ele da minha ksa. Quero que vc fale com a minha mãe.
Jessie Diz:
Primeiro: Onde é que vocês moram?
Josh Diz:
São Francisco, mas estamos indo pra Los Angeles.
Jessie Diz:
Quando você chega aqui?
Josh Diz:
Amanhã
Jessie Diz:
Posso pensar? Amanhã eu te falo
Josh Diz:
Tá legal, me passa o seu celular.
Passei o celular pra ele e desliguei o computador. Pensei muito no que o Josh me disse, de tirar meu pai da casa dele... Ele era tão galinha assim?
  Não pensei duas vezes, liguei pro Nick e pedi um conselho:
 - O que eu faço? – perguntei.
 - Se eu fosse você, primeiro eu conhecia essa Josh, ele também pode estar mentindo.
 - Ele vai me ligar amanhã. Vou falar que quero conhecer ele antes
 - Tá certo, e eu vou com você.
 - Por que?
 - Acha mesmo que vou deixar minha melhor amiga se encontrar com um cara que ela nunca viu na vida sozinha?
 - Tá legal preocupadinho, você vai comigo.
 - Então tá. Preciso ir, beijos
 - Beijos, até amanhã.
  Desliguei meu celular e fui dormir. Não queria saber de comer, não queria saber de mais nada, só queria deitar e dormir. 

Jessie - Capítulo 2

Hey hey heeeeeeey =D

Antes de postar o próximo capítulo (se é que alguém lê, mas enfim...) só uma coisa que esqueci de falar antes... Como a história já está pronta, pretendo postar um capítulo por dia, e já que a história tem uns 15 capítulos, vão ter postagens diretas por umas duas semanas!!! eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee =D
Enfim, aqui está o 2° Capítulo de Jessieeeeee =D


6 de Dezembro de 2011 – Terça-Feira
  Acordei com o despertado a mil, e já pensando o quão longo esse dia seria. Levantei da cama, tomei um banho, coloquei uma roupa (Roupa da Jessie: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=46110720HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=46110720&.locale=pt-br"&HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=46110720&.locale=pt-br".locale=pt-br ) fiz uma maquiagem não muito pesada, comi umas panquecas, passei na casa do Nick e fomos pra escola. Ele estava com uma calça jeans e uma camiseta do AC/DC.
 - Oi namorada falsa – disse ele, quando entrou no carro
 - Oi namorado falso – eu disse, rindo
 - Acho que antes de a gente aparecer por ai dizendo que estamos namorando, precisamos ensaiar uma história.
 - Uma história?
 - É, as pessoas vão achar estranho se eu aparecer por ai com você um dia depois de eu terminar com a Emily – Ele disse.
 - Tem razão... Vamos fazer assim: Um belo dia há umas duas semanas atrás, nós estávamos estudando pra prova de Física na minha casa e, sem querer, rolou um beijo. – eu começo
 - Nós dois gostamos do beijo, mas eu vou embora, porque é errado trair minha namorada. – continua ele
 - Mas nós não conseguimos esconder nossos sentimentos, e então a gente começa a ficar escondido, e a Emily nunca desconfiou, até ontem. – eu termino
 - Tá legal, essa história tá muito boa. – disse ele, na hora em que estaciono o carro na frente do colégio.
 - Pronta? – pergunta ele, pegando minha mão
 - Eu nasci pronta – e nós cruzamos a entrada da escola. Todos os olhares se voltaram pra mim e para o Nick, todos querendo saber o que aconteceu, porque ele não estava com Emily. Enfrentamos milhares de adolescentes antes mesmo de chegarmos ao nosso armário, onde estava a Giulia
 - O que vocês estão fazendo? – perguntou a Giulia, boquiaberta.
 - O que foi? – perguntei, rindo
 - Vocês de mãos dadas... O que aconteceu ontem?
 - Não aconteceu nada ué – respondeu o Nick, rindo que nem eu.
 - Vocês vão me explicar isso ou não? – perguntou a Giulia
 - Tá legal Giu... A gente tá fingindo – eu disse.
 - Mas por que? – disse a Giulia
   Eu e o Nick explicamos tudo pra ela.
 - Nossa, mas que vaca duas caras... Mas podem deixar, minha boca é um túmulo. – disse Giulia, rindo. A roupa dela, como sempre, estava linda (Roupa da Giulia: http://www.polyvore.com/giulia_12/set?id=46111253 )
 - E ae gente – disse a Anne, que estava linda também (Roupa da Anne: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=46111006HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=46111006&.locale=pt-br"&HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=46111006&.locale=pt-br".locale=pt-br )
 - Oi Anne – eu disse, fechando meu armário e pegando a mão do Nick de novo
 - O que aconteceu? – ela perguntou, vendo nossas mãos
 - Ah, a Giu te conta, a gente tá atrasado – eu disse, puxando o Nick pra sala de Sociologia, nossa primeira aula.
  Entramos e, como sempre, lá estava Emily rodeada de pessoas interesseiras. Quando nos viu, nos jogou um olhar de desprezo... É, eu estou começando a gostar disso...
  Nos sentamos e o nosso professor começa a aula. Eu não gosto de Sociologia, então não estava prestando muita atenção. Senti meu celular vibrar e vi que tinha uma mensagem do Peter:
Peter
Ensaio hoje ás três da tarde, aqui em casa. Já avisei o Dani, fala com o Nick ??
Beijos  ;)
 - Nick, olha aqui – eu mostrei o celular pra ele.
 - Ainda bem, eu estava doido pra tocar com eles.
 - Mas o nosso último ensaio foi sexta feira!! – eu disse, rindo
 - Ah, eu sinto falta – ele disse, rindo também.
 - Jéssica, já que está prestando tanta atenção na aula, me explica a característica externa do fato social de acordo com Durkheim – disse meu amado professor de Sociologia.
 - Significa que a sociedade é um fator que vai existir antes e depois do indivíduo, independentemente da volição deles. E pra ele, a sociedade era um ser vivo, que paira sobre nossas cabeças, e que, mesmo que todos os seus indivíduos lutem contra ela, ela sempre vai vencer.
 - Muito bem Jéssica, mas preste a atenção na aula. – disse ele, voltando ao assunto.
  O dia passou rápido, e a Emily estava mais cara de pau do que nunca. Por todo lugar onde passávamos, lá estava ela, agarrada com o Derek. Eu olhava pro Nick e percebia que isso doía muito nele, então eu sempre dava um jeito de evitá-la. Finalmente, as aulas acabaram e eu e o Nick fomos pra casa do Pete, pra ensaiar.
 - E ae Dani – disse o Nick, superfeliz
 - E ae Nick... – disse o Dani, arrumando sua bateria – e ae Jessie, minha cantora favorita...
 - Sei... Ah, vocês sabem né, meu aniversário tá chegando... – eu comecei.
 - Vai ter festa é? – perguntou o Pete, vindo me cumprimentar
 - Não... Pensei que a gente podia sair, sei lá, ir pro boliche... Vocês e minha amigas. – eu terminei, e percebi que os dois ficaram bem animadinhos quando disse “amigas”
 - Amigas? As amigas gatas dela? – disse o Dani, olhando pro Nick
 - Elas mesmo... – disse o Nick
 - Quando? Onde? Que horas? – disse o Pete
 - Nossa... Calma, é só semana que vem... – eu disse, rindo
 - E não tem como elas nos conhecerem antes não? – pergunta o Dani, com cara de safado.
 - Acho que vou deixar vocês curiosos... Mas, se isso serve de consolo, elas também estão loucas pra conhecer vocês. – e isso pareceu deixá-los um pouco mais animados.
 - Tá legal, agora chega de papo furado e vamos ensaiar? – diz Nick, afinando a sua guitarra. Dani vai pra bateria e continua arrumando-a, Pete também afina seu baixo, e eu arrumo o microfone, e então pergunto:
 - Qual a gente canta primeiro?
 - Você escolhe Jessie – disse o Pete.
 - Tá legal... – penso um pouco, e já tenho a música perfeita – Que tal Roads Untraveled, do Linkin Park?
 - Tá legal. – diz Dani, começando a batida.
  Não escolhi essa música por coincidência, era uma mensagem pro Nick, afinal, o amor que você perdeu, não valeu o que custou, e um dia você ficará grato por ele ter ido, como a música diz.
  A música acaba e o Nick me conhece bem o suficiente pra perceber minha mensagem, e sussurra um “Obrigado”.
 - Tá legal, agora o Nick escolhe – eu digo.
 - Hum... Que tal Turn It Off do Paramore?
 - Nossa, essa é boa... – eu digo
 - Então vamos... – Nick começa a tocar e a gente o acompanha.
  Enfim, a música acabou e tocamos mais uma dezena, e cada um escolhia uma. O ensaio foi demais, como sempre é, e é por isso que gosto tanto da banda que tenho com eles. Depois das dezenas de músicas, nos despedimos e o Peter disse que mandava sms assim que a mãe dele liberar a casa.
  Levei um Nick muito quieto pra casa e, antes que ele pudesse descer, perguntei:
 - O que foi?
 - A Emily... Ela não sai da minha cabeça. Eu penso nela o tempo todo, estou quase explodindo...
 - Você gosta mesmo dela, não? – pergunto, não sabendo o que fazer.
 - Demais... o que eu faço Jessie? – diz ele, chorando.
  Eu odeio ver ele assim, e odeio mais ainda a pessoa que fez ele ficar assim... Eu o abracei e sussurrei:
 - Vai por mim... Quando o seu coração ver o que ela é, as lágrimas vão secar...
 - Como você sabe? – ele perguntou, olhando pra mim
 - Experiência própria. – eu disse. Vamos explicar isso direito: Uns anos atrás, eu me apaixonei perdidamente por um garoto que me magoou depois, mas eu nunca contei o que realmente aconteceu pro Nick, que sempre me pedia pra contar, mas eu não podia, não queria ver ele com raiva do garoto...
 - Você não acha que já está mais do que na hora de você me contar essa história? Já faz dois anos Jessie...
 - Sua mãe tá em casa? – perguntei
 - Não...
 - Então tá, a gente entra e eu te conto tudo tá? – eu disse, mandando uma SMS pra minha mãe avisando que eu estava na casa do Nick.
 - Tá legal... – a gente saiu do carro e entramos na casa dele, pegamos um pacote de Ruffles e duas latinhas de Coca-Cola e fomos pro quarto dele.
 - Tá legal – disse ele, abrindo sua latinha de Coca e se jogando na cama– Começa
 - Tá bom... Quando eu e ele começamos a ficar, ele pediu pra mim não contar pra ninguém, ele queria que fosse uma coisa só nossa, e eu, perdidamente apaixonada, aceitei, e não contei nem pra você que estava ficando com ele. No dia daquela festa na casa da Emily, uns meses antes do meu aniversário, ele me deu o fora, disse que eu não era garota pra ele, que agora que ele é popular, não pode ser visto com uma garota como eu... Ele foi embora e me deixou ali, plantada, num canto da casa da Emily... Eu sai correndo, fui pra casa, me tranquei no quarto e chorei a noite toda. Nos dias que se passaram, eu tentava disfarçar, mas você me conhece, você sabia que tinha algo errado, e eu nunca contei nada. Duas semanas depois, decidi que ia mostrar pra ele o que eu realmente era, que eu não era uma garotinha ingênua, e então eu pintei meu cabelo, coloquei meu piercing e mudei minha atitudes. Não ia dar bola pra quem não merecia, e ai foi que eu comecei a esquecê-lo, e hoje eu nem gosto e cruzar com ele nos corredores da escola.
  O Nick estendeu os braços e eu deitei do lado dele, abraçando-o
 - Agora, quem foi o canalha que te magoou desse jeito minha pequena? – Ele me chamava assim toda vez que rolava esses momentos... ele me consolando. Mas não queria contar pra ele quem foi que me magoou, mas ele tinha o direito de saber, ainda mais agora...
 - O canalha que me magoou... Foi o Derek.
  Depois dessas três palavrinhas mágicas, o Nick xingou Deus e o mundo, chutou algumas portas e batatinhas onduladas voaram pelo quarto.
 - Nick, calma, respira. Pode apostar, ninguém sente mais raiva disso do que eu – eu disse, segurando ele pelos ombros
 - Aquele cara não merece nada do que tem!
 - Ah, a Emily ele merece...
 - Argh Jessie, porque você não me contou isso antes? Eu ia acabar com a raça daquele cara...
 - Por isso mesmo, não quero esse tipo de vingança, ele vai ter o que merece, mas não assim.
 - Você não tem ideia do quanto eu quero moer a cara dele...
 - Tenho sim, eu também quero arrancar fio por fio daquele cabelo loiro da Emily...
  Depois que eu disse isso, olhamos um pro outro e começamos a rir
 - Olha só a gente, sempre cuidando um do outro... – disse ele, me abraçando
 - Sempre.
  Conversamos mais um pouco e, quando o pai do Nick, John, chegou, vi que estava tarde e fui pra casa.
  Quando cheguei em casa, encontrei uma mãe e um irmão com cara de “vamos fingir que não está acontecendo nada” sentados no sofá.
 - Oi família – eu disse, jogando minha mochila e as chaves do carro num canto ai.
 - Oi Jessie – disse eles em uníssono
 - O que aconteceu? – eu disse. Nossa, como eles fingem mal
 - A gente não pode esconder nada de você, não? – disse Mike
 - Não mesmo... Agora desembuchem – eu disse, sentando do lado deles no sofá.
 - Então... Sabe o pai? – disse Mike, com cuidado
 - O que tem ele? – Ih, eu já não estou gostando dessa conversa...
 - Então, ele está vindo pra cá – terminou minha mãe.
 - Cumequié? – eu disse, com muita raiva. Vocês estão boiando né? Enfim vou contar o que rolou: Quando eu tinha 10 anos e Mike 12, nosso pai fugiu com a secretária pra Argentina. Minha mãe não estava entendendo nada, até receber uma carta do meu pai, que dizia que a estava traindo esse tempo todo, que tinha um filho de 5 anos, e que fugiu com a secretária porque a amava, e disse que nunca mais ia voltar. Todo ano, ele vinha nos visitar, mas eu não gostava de vê-lo, o que ele fez com a minha mãe, com Mike, comigo, não se faz. Então eu simplesmente esqueci que tinha um pai, e continuei com a minha vida. Nick era o único que sabia de tudo isso além da família, e concordava comigo.
 - Quando é que o Richard chega? – perguntei, com desprezo
 - Jessie, ele é seu pai... – começou minha mãe
 - Não vem com essa mãe, ele não é e não vai ser meu pai. Nunca – com essa, peguei minha mochila e fui pro meu quarto, batendo a porta.
  Joguei minha mochila na cama e fui tomar um banho, eu precisava pensar. Debaixo do chuveiro, eu chorei, chorei por tudo o que o meu pai fez, e queria entender o porque de ele vir pra cá todo ano... Pelo menos ele vinha sozinho.
  Sai do banho, coloquei meu pijama, peguei meus fones e meu IPod e fui dormir. Eu não fazia ideia do que me esperava no dia seguinte. 

Jessie - Capítulo 1

Ooooooie =D

Como eu disse no outro blog mas não disse aqui, resolvi postar as minhas fic's no blog (eeeeeeeeeee!!!). Essa fic, Jessie, já está terminada e devidamente postada no Nyah!, masssssssss eu estou alterando algumas coisas nela, porque vocês sabem, escritor sempre encontra um erro no que escreve e tenta mudar, ou seja, se quiser ler lá, não será a mesma coisa que ler aqui... Não vou modificar o final da história, porque eu gosto muito dela, é só alguns detalhes mesmo....
Bom, ai vai o 1° capítulo =D


Eu não aguentava mais chorar. Como foi que eu deixei isso acontecer? Não era pra eu ter me apaixonado, isso não fazia parte do plano. Mas e agora? O que é que eu faço?
  Eu estava pensando nisso quando alguém bate na porta. Seria ele? Eu Não sabia, mas enquanto caminhava até a porta, tudo o que havia acontecido passou pela minha cabeça...
5 de Dezembro de 2011 - Segunda-Feira
  Meu despertador toca no último volume, só pra me lembrar de mais um dia de aula. Me levantei, fui até o banheiro e me olhei no espelho. Pra quem não sabe, meu nome é Jéssica Smith, mas todos me chamam de Jessie. Tenho 16 anos, mas daqui a exatamente uma semana faço 17. Meus cabelos são pretos, mas agora eles estão ruivos. Tenho um piercing no nariz e meus olhos são verdes, a parte do meu corpo que eu mais gostava.
  Prendi meus cabelos ondulados e longos e fui tomar banho. Coloquei uma roupa (Roupa da Jessie: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=43750866HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=43750866&.locale=pt-br"&HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=43750866&.locale=pt-br".locale=pt-br), passei maquiagem, basicamente só com muito rímel e lápis preto, peguei minha mochila e fui tomar café. Desci as escadas e encontro meu irmão mais velho, Mike, e minha mãe, Suzan, comendo.
 - Bom dia família – eu disse, me sentando do lado do Mike
 - Bom dia Jessie – disseram eles.
 - O que você vai fazer no seu aniversário? – perguntou minha mãe
 - Eu não sei ainda, talvez eu saia com a Giulia, a Anne e o Nick.
 - Tá legal. Só me avisa depois o que você vai fazer.
 - Ok
 Giulia Taylor e Annabel Lewis são minhas melhores amigas desde os meus 13 anos, e Nicholas Jones é o meu melhor amigo desde que eu me entendo por gente. Nós dois, mais o Peter Williams e Daniel Johnson, formamos uma banda, os The Walkers, (os andarilhos) pois, pra chegar aonde queremos, temos um longo caminho pela frente. Foi ideia do Nick, ele tem ótimas ideias...
  Enfim, depois de tomar café, peguei meu Chevrolet Malibu Preto e fui em direção a casa do Nick.
  Nick tem 17 anos, mas tem muita preguiça de dirigir, então eu do carona pra ele todos os dias. Ele é alto, tem os olhos cor de mel, os cabelos castanhos escuros bagunçados naturalmente. Ele é lindo, e tem sempre um monte de garotas atrás dele, mas ele não é do tipo que sai pegando todas... E eu gosto muito disso nele. Agora ele está namorando a Emily, uma líder de torcida enjoada que só tá com ele porque é o mais desejado da escola. Já falei que ela não presta, mas ele gostava dela, e continua com ela de qualquer jeito. Hoje ele estava com uma calça jeans, uma camiseta branca e uma jaqueta de couro. Tipo assim, lindo.
  Eu estava arrumando minha franja quando ele entrou no carro.
 - Oi gata – disse ele, me dando um beijo na bochecha.
 - Oi gato – eu disse, rindo. Tirei o carro da frente da casa dele e fui em direção a escola.
 - O que é que você vai fazer no seu aniversário? – ele perguntou
 - Sabia que você é a segunda pessoa que me pergunta isso hoje? – eu disse, rindo
 - Não... Mas e ai, o que você vai fazer?
 - Não sei. Estou aceitando sugestões.
 - Vamos sair, eu, você a Giu e a Anne. Ah, a gente pode chamar o Dani e Pete também.
 - Boa ideia... Aquelas duas estão doidas pra conhecer eles... – ele riu comigo e eu estacionei o carro no estacionamento da escola. Pegamos nossas coisas e fomos em direção aos nossos armários, que eram um do lado do outro.
 - Oi gente – disse Gui e Anne ao mesmo tempo
 - Oi garotas – eu disse, cumprimentando elas. Nick fez o mesmo.
  Giulia era morena, mas agora estava loira. Era alta, mas ainda assim mais baixa que eu, tinha olhos castanhos escuros e um corpo de dar inveja em qualquer garota, e que fazia os garotos suspirar. Ela sempre tinha as roupas mais bonitas, e hoje não era diferente (Roupa da Giu: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=45007409HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=45007409&.locale=pt-br"&HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=45007409&.locale=pt-br".locale=pt-br )
  Anne era morena, antes tinha umas mechas vermelhas, mas não as tinha mais. Era alta, quase do meu tamanho. Tinha olhos castanhos não tão escuros quando os de Giu, mas eram bonitos. Ela era bem magrinha, mas tinha muitos garotos correndo atrás dela também. Mas ela não dava muita bola, ela não era de “ficar”. A roupa dela também era fantástica (Roupa da Anne: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=45008026HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=45008026&.locale=pt-br"&HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=45008026&.locale=pt-br".locale=pt-br )
 - E antes que vocês me perguntem o que eu vou fazer no meu aniversário, eu ainda não sei, mas acho que vou sair com vocês e os meninos da banda. – eu disse, lendo os pensamentos delas
 - Com os gatinhos da sua banda? – disse a Giu
 - Sim, com os gatinhos da minha banda – eu disse, rindo. Olhei o meu horário, a próxima aula era Química. Peguei meus livros e fechei meu armário.
 - Que ótimo, estou doida pra conhecer eles – disse Anne, com cara de safada.
 - Vocês não têm jeito, né? – eu disse, indo em direção a sala de Química. - Vocês têm aula de que agora? – perguntei pra elas
 - Filosofia... – disse Anne
 - Então tá... Vejo vocês na aula de Física
 - Beijos – elas foram em direção da sala de Filosofia e eu e o Nick entramos na sala de Química.
  Assim que entramos, Emily atacou o Nick, como sempre faz
 - Nick, meu lindo – disse ela, agarrando ele no meio da sala.
 - Oi Emily – eu disse.
 - Ah, ainda anda com ela Nick? – disse ela, com aquela cara de enjoada
 - Sabe, fiz essa mesma pergunta pra ele de manhã: Você ainda namora a Emily Nick?
  Nick tapou a boca pra não rir, e ela ficou com raiva
 - Argh!! Vamos – disse ela, puxando o Nick pra frente da sala. O pior de tudo, é que ele deixava que ela o fizesse de capacho, sério, não sei como ele ainda estava com ela ainda. Me sentei no fundo da sala e assisti a aula, tentando não pensar em maneiras de torturar a Emily.
  O resto do dia não foi muito diferente. Giulia não parava de falar dos meninos da banda, e Anne não parava de rir. As aulas estavam chatas, como sempre, mas dava pra aturar.
  Na hora da saída, recebi uma mensagem do Nick, pedindo pra esperá-lo, pois estava preso na aula de Geografia. A escola já estava vazia quando ele saiu da sala de aula e, quando chegamos perto do nosso armário, ele simplesmente parou no meio do corredor e ficou mudo.
 - O que aconteceu? – perguntei, olhando pra cara dele. Ele apontou para frente, e ai eu vi: a Emily se agarrando com o capitão do time de futebol, o Derek, no final do corredor. A raiva que cresceu dentro de mim foi algo inacreditável, tudo o que eu mais queria era puxar aquela loira oxigenada pelos cabelos e dar tanta porrada, só pra ela sentir um pouquinho da dor que o Nick deveria estar sentido agora... Mas tive uma ideia melhor. Quando percebi que eles estavam acabando, pensei rápido, fiz um sinal de silêncio pro Nick, tirei uma foto deles dois (nunca se sabe né, elas podem vir a ser uteis...), e corri pro caminho por aonde viermos, com Nick atrás de mim, o caminho por onde ela era obrigada a passar pra ir embora. Escutei ela falando:
 - Vamos, o trouxa do Nick deve estar me esperando. – e depois ouvi passos. Olhei pro Nick e sussurrei:
 - Colabora comigo, tá legal? – eu disse, olhando pra ele, que assentiu. Quando percebi que eles estavam chegando, eu simplesmente o puxei pra mim e o beijei. Ele entendeu o que eu estava fazendo, agarrou minha cintura e me beijou de volta, até que escuto um grito histérico.
 - Nicholas, o que você pensa que está fazendo! – Emily fica mais vermelha que um tomate.
 - Eu? Ah, só estou beijando a garota da minha vida – disse ele, me deixando de boca aberta. Cara! Ele mandou muito bem!
 - Mas Nick...
 - Ah, aliás, o que você estava fazendo sozinha com o Derek heim? – digo eu.
 - Isso não é da sua conta!
 - É, não é mesmo, mas é da conta do Nick
 - Tem razão... Pois é Nick, eu estou com o Derek desde que a gente começou a namorar sabe... Você que é um trouxa e nunca percebeu nada. Mas hoje eu vi que você não é tão besta assim... Você também me traia com essazinha. Mas eu não dou dois dias pra esse namorinho de vocês acabar. – e depois de falar tudo isso, foi embora, com o Derek atrás dela.
  Foi só depois que ela foi embora, que percebi o quanto Nick tinha ficado mal.
 - Ela não podia ter feito isso comigo Jessie – ele me disse, no carro
 - Quer saber de uma coisa Nick? Devia sim, ela era uma falsa, e se foi só isso que fez você perceber o quão mal-caráter ela é, foi até que muito bom.
 - É, você tinha razão esse tempo todo Jessie. Mas agora... Você sabe, a gente vai ter que continuar com isso. - ele disse, olhando pra mim.
 - Com isso o que?
 - Fingindo estar namorando. Ela disse que  não duraria dois dias...
 - Você tem razão... Vamos ter que fingir estar namorando até que ela engolir cada palavra que disse hoje... – Eu disse. Minha raiva por ela estava borbulhando em meu sangue, a vontade que eu tinha era de arrancar fio por fio do cabelo dela. Quem ela pensa que é pra fazer o Nick ficar tão mal assim? Eu estava com tanta raiva, que nem percebi que já estava na casa dele.
 - Não fica assim tá legal? Esquece ela, ela não te merece.
 - Você tem razão, ela não me merece.
  Dizendo isso, ele sai do carro e eu vou embora, planejar meu plano de vingança contra aquela vaca loira.
  Eu jantei, tomei um banho, pus meu pijama, e deitei, pensando nesse negócio de fingir estar namorando com ele. Por mim, eu acabava com aquela vaca loira e deixava ele acabar com o Derek, mas o Nick estava certo, fazer ela engolir cada palavra ia ser mais doloroso do que qualquer surra que eu desse nela. Isso me fez voltar aos meus 14 anos, quando a coisa mais importante pra mim era dar o meu 1° beijo...
Flashback On
  Porque é que ninguém queria me beijar heim? Eu sou tão feia assim? Eu estava muito triste, então fui pra praia, e me sentei na areia pra ver as ondas agitadas do inverno. Minutos depois da minha fuga da escola, a Nick aparece atrás de mim.
 - Por que você fugiu? – perguntou ele, se sentando do meu lado
 - Por que você me seguiu? – respondi com outra pergunta
 - Eu perguntei primeiro
 - Ah, eu estava cansada, precisava vir pra cá.
 - Jess, você vem pra praia quando está triste, o que aconteceu?
 - Não foi nada Nick
 - Jéssica...
 - Argh, Nick, eu estou com raiva porque devo ser a única garota de 14 anos que ainda não beijou ninguém. O que eu tenho de errado heim? Porque ninguém quer me beijar?
 Essa resposta pegou ele de surpresa, mas ele já sabia o que responder:
 - Porque você não é como as outras garotas. Você não é fácil, você é uma garota que vale a pena lutar, mas nenhum deles enxerga isso. – ele me diz, sorrindo e olhando no fundo dos meus olhos
 - E por que só você enxerga isso? – eu digo, quase chorando
 - Porque eu também não sou como os outros caras. Mas se beijar é o seu problema, eu posso resolver.
 - Mas como... – não consegui terminar a frase, ele tinha me beijado. Eu gostei do beijo, era uma sensação diferente.
 - Pronto, problema resolvido – disse ele, quando parou de me beijar – vamos? – ele estendeu a mão pra mim e eu a peguei, e fomos embora.
Flashback Off
  Nick foi sempre tão legal comigo, ele sempre me ajuda nas piores horas... E agora era minha vez de retribuir o favor, eu precisava ajudar o meu amigo a sair dessa fossa, e o jeito mais fácil que eu achei, foi beijar ele naquela hora, e dizer que estávamos namorando. Eu não ia voltar atrás.
  Fui dormir pensando no meu primeiro beijo.

Uma Nova Era

É... A vida passa!
Uma hora eramos crianças, que adorava brincar no parque, fingir ser uma princesa, querendo ser como a sua mãe, imaginado como será crescer e ansiando isso mais que tudo!!! Você cresce, vira um adolescente e descobre milhares de coisas novas, e é ai que você percebe que a sua vida realmente começou. Uns querem crescer mais, serem independentes, parar de estudar e viver sem que seus pais interfiram em nada, mas tem uns que não queriam crescer, como eu. De repente me vi com 16 anos, agora com só mais 2 anos pro fim da minha adolescência e, apesar de estar feliz por um lado, vou sentir falta de tudo o que vivi, pois sei que depois desses dois anos, não vou poder fazer nada do que faço hoje. Mas a vida passa e, como não podemos parar o tempo, o melhor que se pode fazer é crescer, amadurecer, e foi exatamente isso o que me levou a criar esse blog. Ele vai refletir tudo o que sou, o que estou sentindo, as mudanças que estou passando... Vai ser a minha versão virtual. Eu mudei, por dentro e por fora, e achei que meu blog deveria mudar também. Quem já me conhece, sabe que tenho um outro blog, o "Meus Pensamentos", e estou desativando-o agora, pois ele não combina mais comigo. Eu ia reformulá-lo, mas dá muito trabalho, então vou desativar mesmo (é, eu sou um pouquiiiiiiinho preguiçosa... kkkkkkkkk). Espero que gostem desse novo blog e Welcome Cherry's =D