Também estou postando no Nyah (como eu já disse umas 80 vezes) e lá eu já estou quase postando o 3° capítulo, então quem quiser acompanhar por lá, clique aqui, a história já está mais adiantada lá.
Sem mais delongas, conheçam a Manu
“Querido Diário.
Acho que só eu tenho essa habilidade incrível de me
decepcionar. Todos os garotos que eu já gostei ou fiquei nunca são o que eu
imaginava, sempre davam um jeito de me magoar ou me esquecer, e com o Renato
não foi diferente. Aquele idiota ficou metade da festa da Mari de ontem
tentando ficar comigo e depois que conseguiu nem olhou mais pra minha cara na
festa!!! E depois ficou com a Bia!! Canalha, idiota, retardado, cachorro!!!
Será que algum dia eu encontro alguém que goste mesmo de mim? Alguém que não
queira só ficar comigo? Por mais que eu quebre a cara, não perco as
esperanças.”
Fechei o meu diário e deitei em minha cama. Essa não era
a 1° e provavelmente não seria a última vez que eu me frustrava desse jeito. Acho
que tenho sorte de nunca me apaixonar por esses garotos. Fecho os olhos e lembro-me
do Renato. Ele é loiro, alto, tinha sempre gel nos cabelos, e uns olhos azuis
muito lindos. Ele acabou de mudar pra minha escola, e sempre foi tão legal
comigo... Até me beijar na festa da Mari, e depois correr atrás da Bia!
Mariana é minha melhor amiga, e fez 17 anos ontem. Não é
muito alta, mas não é baixinha, tem os cabelos curtos pretos, a pele negra e os
olhos cor de mel. Ela tem um namorado, João, e só chamou o Renato pra festa
porque sabia que eu gostava dele. Isso mesmo gostava! Não quero nem mais olhar
pra cara daquele infeliz.
Já a Beatriz é a pessoa que eu mais odeio no mundo, mas
infelizmente ela é amiga da Mari. Ela é do meu tamanho, loira dos cabelos
longos e bem lisos, os olhos bem azuis, e se acha demais por causa disso. Ela
adora roubar o que é meu, os garotos que eu gosto, a minha melhor amiga, a
única coisa que eu não deixo ela ter é o Arthur.
O Arthur é a melhor pessoa desse mundo. Ele é mais que
meu melhor amigo, é quase um irmão. Nos conhecemos desde os 10 anos, e somos
inseparáveis desde então. Ele é mais alto que eu, tem cabelos pretos meio
bagunçados naturalmente, os olhos castanho escuro, e a Bia adoraria tê-lo como
namorado. Há tempos que ela pede pra Mari ajudá-la com o Arthur, mas eu digo
pra ela nem tentar, eu não vou deixá-la ter até o meu melhor amigo! A minha
sorte é que ele concordava comigo.
Cansada de sonhar acordada, abro os olhos e olho pro meu
quarto. No total, ele tem três portas, uma que dava pro banheiro, outra pro meu
closet e outra pro resto da minha casa. Duas dessas portas ficavam logo na frente
da minha cama, a da direita era a do banheiro e a da esquerda a do closet, e no
meio delas tem uma poltrona roxa, onde estava o vestido preto que eu usei ontem
à noite. Do lado direito do meu quarto, tem uma enorme janela, com um baú, que
tinha uma almofada na tampa, na frente, da largura da própria janela. As
cortinas brancas estavam abertas, deixando o sol do meio dia entrar. Ao lado
esquerdo tem a 3° porta, uma mesa com o meu notebook rosa e alguns
porta-retratos. Do lado tem uma estante cheia de livros e CDs. A cada lado da
minha cama tem um criado mudo, o da direita com o meu telefone rosa e o meu
celular e o da esquerda com mais alguns porta retratos. Meu quarto é roxo e
branco, e tem pôsteres espalhados pelo quarto inteiro.
Meu celular toca. É o Arthur:
- Alô?
- Manu?
- Oi Arthur!! Tudo bem?
- Sim, mas já você...
- Eu? Por que acha que eu não estou bem? – eu disse. Cara, ele me conhece muito bem.
- Eu vi como você saiu da festa ontem, e nem falou comigo.
- É... Sobre isso...
- Vai me contar o que aconteceu?
- Caramba, você não deixa passar nada. Ok pode vir pra cá?
- Manu?
- Oi Arthur!! Tudo bem?
- Sim, mas já você...
- Eu? Por que acha que eu não estou bem? – eu disse. Cara, ele me conhece muito bem.
- Eu vi como você saiu da festa ontem, e nem falou comigo.
- É... Sobre isso...
- Vai me contar o que aconteceu?
- Caramba, você não deixa passar nada. Ok pode vir pra cá?
- Vou esperar o meu pai chegar e ai eu vou,
pode ser?
- Claro.
- Ok. Um beijo e até daqui a pouco
- Ok. Um beijo e até daqui a pouco
- Até. – eu disse e ele desligou.
Desci da minha cama e fui tomar um banho. Como tinha
voltado tarde da festa, acabei de acordar. Abri o chuveiro e deixei a água cair
pelo meu corpo, só pensando no que o Arthur diria quando eu contasse o que
aconteceu ontem. Ele não aprovava essa minha “procura” pelo meu príncipe
encantado, sempre me disse que quando eu achasse o cara certo, eu saberia, e
pra piorar ainda mais a situação ele nunca foi com a cara do Renato. Por um
lado, eu sabia que ele estava certo, mas não conseguia de deixar de ver o meu
príncipe em cada garoto novo que aparecia. Saí do banho, fui pro meu closet,
escolhi um vestido e uma rasteirinha (http://www.polyvore.com/cgi/set?id=85008516&.locale=pt-br).
Me olhei na espelho e ajeitei o meu cabelo. Eu não sou feia, sou alta, tenho os olhos cor de mel, uma pele
branca demais pro meu gosto e os cabelos morenos longos e ondulados. Terminei
de passar o meu batom e desci as escadas.
- Oi filha – disse a minha mãe, quando cheguei
na cozinha.
- Oi mãe – eu disse, dando um beijo nela. – O que tem pro almoço?
- Oi mãe – eu disse, dando um beijo nela. – O que tem pro almoço?
- Macarrão e frango cozido, comida de domingo!
– ela disse, já pegando um prato pra mim – Vai almoçar?
- Claro. – eu disse, pagando o prato da mão
dela e me servindo. Me sentei no sofá, coloquei no Cartoon Network e comi
feliz.
Assim que acabo de comer, a campainha toca.
- Deixa que eu atendo, deve ser o Arthur. – Eu digo, correndo pra porta.
- Oi Manu – diz ele, quando eu abro a porta.
- Oi Arthur. Vamos andar um pouco? Não quero
mais encarar as paredes do meu quarto.
- Vamos. – ele diz, se afastando da porta pra
que eu pudesse passar.
- Mãe, vou no parque – eu grito antes de sair
- Ok filha! – ela grita de volta. Saio e fecho a porta atrás de mim.
- Mãe, vou no parque – eu grito antes de sair
- Ok filha! – ela grita de volta. Saio e fecho a porta atrás de mim.
Eu e o Arthur começamos a caminhas até o parque perto da
minha casa, nenhum dos dois falava, até que ele resolveu quebrar esse silêncio.
- Quem foi o idiota dessa vez?
- Como assim? Por que você acha que o meu problema é sempre com garotos?
- Porque, de uns meses pra cá, são os seus únicos problemas, e você sabe disso.
É, ele ta certo.
- Ok. Eu meio que fiquei com o Renato na festa de ontem.
- Como assim? Por que você acha que o meu problema é sempre com garotos?
- Porque, de uns meses pra cá, são os seus únicos problemas, e você sabe disso.
É, ele ta certo.
- Ok. Eu meio que fiquei com o Renato na festa de ontem.
- O QUE?? Como assim Manuela?
Eu odeio quando ele fala o meu nome
inteiro...
- Ué, ele me pediu e eu fiquei...
- Mas ele não presta Manu!!! Poxa, eu te disse isso, ele é um galinha!!!
- Mas ele não presta Manu!!! Poxa, eu te disse isso, ele é um galinha!!!
- É, agora eu sei disso.
- Ótimo, melhor assim. Eu não sei porque você fica insistindo nessa de que todo o garoto que você encontra na sua frente é o seu príncipe encantado.
- Ótimo, melhor assim. Eu não sei porque você fica insistindo nessa de que todo o garoto que você encontra na sua frente é o seu príncipe encantado.
- Arthur...
- Manu para! Eu já te disse, você não precisa dar uma chance pra todos os garotos que vê na frente pra achar o seu príncipe. Manu, olha pra mim – diz ele, parando no meio do caminho e segurando o meu braço pra que eu parasse também. – para de procurar. Espera ele vir até você.
- Manu para! Eu já te disse, você não precisa dar uma chance pra todos os garotos que vê na frente pra achar o seu príncipe. Manu, olha pra mim – diz ele, parando no meio do caminho e segurando o meu braço pra que eu parasse também. – para de procurar. Espera ele vir até você.
- Mas e se ele não vier? – eu digo, quase
chorando.
- Então ele vai perder uma garota maravilhosa. – ele diz, sorrindo.
- Ai Arthur...
- Temtanta coisa
pra fazer no mundo, tanto a se conhecer, tanto a aprender. Por que fica
correndo atrás desse príncipe? Por que não deixa pra correr atrás dele quando achar
aquele por quem você realmente se apaixonar?
- Eu não sei!!! Eu simplesmente não sei – eu digo e ai começo a chorar. O Arthur me abraça e me faz sentar no meio fio.
- Então ele vai perder uma garota maravilhosa. – ele diz, sorrindo.
- Ai Arthur...
- Tem
- Eu não sei!!! Eu simplesmente não sei – eu digo e ai começo a chorar. O Arthur me abraça e me faz sentar no meio fio.
- Quer um sorvete? – diz ele, rindo.
- Você sabe exatamente como me deixar melhor não? – respondo, rindo também.
- Vamos, tem um super sorvete de pistache esperando por você – diz ele, me puxando pra que eu levantasse. Ele passou o braço pelo meu pescoço e continuamos descendo a minha rua, a caminho da sorveteria.
- Você sabe exatamente como me deixar melhor não? – respondo, rindo também.
- Vamos, tem um super sorvete de pistache esperando por você – diz ele, me puxando pra que eu levantasse. Ele passou o braço pelo meu pescoço e continuamos descendo a minha rua, a caminho da sorveteria.
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Entramos
na sorveteria, sentamos em uma mesa bem perto da porta e pedimos os nossos
sorvetes. Eu, como sempre, pedi o meu sorvete de pistache com cauda de
chocolate, e o Arthur, como sempre, fechou os olhos, girou o cardápio algumas
vezes e pediu o primeiro sabor que viu: Milho.
- Mas você não gosta de milho – eu disse,
quando nós pedimos os sorvetes.
- Mas o sorvete é bom – disse ele, rindo. Diferente de mim, ele sempre se deixava surpreender, nunca planejava nada, só fazia. Eu gostava muito disso nele.
- Mas o sorvete é bom – disse ele, rindo. Diferente de mim, ele sempre se deixava surpreender, nunca planejava nada, só fazia. Eu gostava muito disso nele.
Os sorvetes chegaram, e então começamos a conversar sobre
a festa de ontem.
- Mas e você, não paquerou ninguém? – eu
perguntei.
- Não, mas acho, só acho, que me paqueraram –
ele responde, meio irônico
- Te paqueraram ou deram e cima de você completamente?
- Deram em cima de mim completamente
- Te paqueraram ou deram e cima de você completamente?
- Deram em cima de mim completamente
- Ok, quem foi a atirada?
- E você ainda pergunta?
- E você ainda pergunta?
Ah não...
- A Bia????
- Sim.
- Sim.
- Aquela recalcada precisa ter a cara
esfregada no asfalto! Você não deu trela pra ela, deu?
- Não – disse ele entre risos
- Não – disse ele entre risos
- Ta rindo do que? – eu pergunto, jogando um
guardanapo na cara dele
- Você vai mesmo esfregar a cara dela no
asfalto?
- Vontade não me falta – eu respondo, rindo
com ele. – Mas agora é sério. O que foi que ela fez?
- Ah, quase nada. Primeiro que ela estava com
aquele vestido hiper curto e não parava de me provocar.
- Nossa, perceptivo você.
- O que é? Eu sei que ela é oferecida e tudo mais mas não dá pra não olhar! Eu não sou cego.
- Nossa, perceptivo você.
- O que é? Eu sei que ela é oferecida e tudo mais mas não dá pra não olhar! Eu não sou cego.
- Ah ta legal, continua.
- Ai começou a música e ela foi dançar. Até ai você estava comigo, mas ai a Mari veio te chamar e você foi com ela...
- É, ela e o João estavam agitando o Renato pra mim, mas enfim, continue
- Ai começou a música e ela foi dançar. Até ai você estava comigo, mas ai a Mari veio te chamar e você foi com ela...
- É, ela e o João estavam agitando o Renato pra mim, mas enfim, continue
- Bom, você saiu e ela sentou no seu lugar, e
começou a conversar comigo. Ela queria saber se a gente estava ficando ou
alguma coisa assim...
- Intrometida!!!
- Intrometida!!!
- Sim, mas ai eu não respondi. Bom, depois ela
voltou pra pista e começou a dançar com o Renato, e como eu já tava cheio do
showzinho dela eu fui procurar você, mas a Mari disse que você já tinha ido e
ai eu fui embora.
- Cachorra!!! Não conseguiu ficar com você e
foi correndo pro primeiro que viu... Ou pro primeiro que ME viu!!!
- Por que você tem tanta raiva dessa garota?
- No começo não era raiva, eu só nunca fui com
a cara dela. Mas ai ela ficou amiga da Mari, e ai eu tentei dar uma chance, mas
ela sempre fazia planos e nunca me incluía, e ai eu peguei raiva. Pra piorar,
todo o garoto que eu olhava ela também gostava, e muitas vezes chegava no
garoto antes de mim. Depois eu descobri que ela queria você, e foi ai que eu
comecei a ficar bem longe dela. E você também, não quero você nem no mesmo
quarteirão que ela, ouviu?
- Nossa, que ciúmes – ele disse, sorrindo.
- Não é ciúmes! – eu disse, na defensiva.
- É sim.
- É não.
- Não é ciúmes! – eu disse, na defensiva.
- É sim.
- É não.
- É sim
- É não
- Então me deixa ficar com ela
- Nunca!
- Ganhei – disse ele, sorrindo vitorioso.
- Nunca!
- Ganhei – disse ele, sorrindo vitorioso.
Nós saímos da sorveteria e passamos pelo parque, onde
tinham umas seis pessoas com máscaras distribuindo um papel preto e dourado.
- O que é isso? – perguntei pro Arthur.
- Sei lá. Vamos descobrir – disse ele, indo em direção dos mascarados. Fui junto.
- O que é isso? – perguntei pro Arthur.
- Sei lá. Vamos descobrir – disse ele, indo em direção dos mascarados. Fui junto.
- Baile de máscaras, estão todos convidados
para o baile de máscaras que acontecerá na virada do ano!!! – gritou um deles.
Arthur parou ele e pegou dois dos papéis preto e dourado.
- Vai viajar no ano novo? – pergunta ele, me
entregando um dos papéis. Era um convite, para o baile de máscaras que
aconteceria dia 31 de dezembro. Ia ser ali na praça mesmo, e todos deveriam vir
devidamente mascarados.
- Uau, um baile de máscaras, sempre quis ir em um. É tão mágico... – eu digo, com cara de sonhadora
- Uau, um baile de máscaras, sempre quis ir em um. É tão mágico... – eu digo, com cara de sonhadora
- Como assim mágico? – pergunta Arthur.
- Ah, estão todos mascarados, você não sabe quem é quem. É uma ótima oportunidade de se conquistar alguém pelo o que você realmente é, e não por causa da beleza, popularidade ou qualquer coisa assim.
- Ah, estão todos mascarados, você não sabe quem é quem. É uma ótima oportunidade de se conquistar alguém pelo o que você realmente é, e não por causa da beleza, popularidade ou qualquer coisa assim.
- Ah, não sei não, não gosto dessa idéia.
- Não vai vir?
- Provavelmente não. E outra coisa, eu acho que vou viajar.
- Ah, que pena. Mas eu venho.
- Ok princesa, quem sabe o seu príncipe não aparece aqui? Ou então o seu fantasma da ópera – ele diz, rindo.
- Para – eu digo, batendo no braço dele e rindo também. Ele olhou para o relógio e disse:
- Nossa, olha a hora! Preciso ir, o meu pai está me esperando. Um beijo – ele me dá um beijo na bochecha.
- Tchau – eu digo. Olho mais uma vez para o convite, e um bom pressentimento me invade.
- Será que o meu príncipe estará aqui? – penso alto. Dobrei o convite e o coloquei no bolso da jaqueta, e ando o curto caminho até a minha casa, só imaginando o que aconteceria nesse baile.
- Não vai vir?
- Provavelmente não. E outra coisa, eu acho que vou viajar.
- Ah, que pena. Mas eu venho.
- Ok princesa, quem sabe o seu príncipe não aparece aqui? Ou então o seu fantasma da ópera – ele diz, rindo.
- Para – eu digo, batendo no braço dele e rindo também. Ele olhou para o relógio e disse:
- Nossa, olha a hora! Preciso ir, o meu pai está me esperando. Um beijo – ele me dá um beijo na bochecha.
- Tchau – eu digo. Olho mais uma vez para o convite, e um bom pressentimento me invade.
- Será que o meu príncipe estará aqui? – penso alto. Dobrei o convite e o coloquei no bolso da jaqueta, e ando o curto caminho até a minha casa, só imaginando o que aconteceria nesse baile.

Quantos Capítulos esse vai ter?
ResponderExcluirFaço nem ideia kkkkkkkkk. Tenho a história prontinha e tals mas eu viou dividindo os capítulos quando posto. então não sei mesmo. Provavelmente, acho que não passa de uns 5, 6...
ExcluirBem que vc podia escrever uma historia de terror, né?
ResponderExcluirOlha, eu fiz uns contos com a Glésia meio que "loira do banheiro" uma vez, mas perto de terror que eu já cheguei, se quiser ler... kkkk
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