Jessie - Capítulo 6


10 de Dezembro de 2011 – Sábado
  Acordei 10 hs da manhã. Como eu adorava os sábados!! Mas essa com certeza não tinha começado bem, afinal, o que me acordou foi uma mensagem do Nick:
Me desculpa por ontem, eu realmente não sei o que deu em mim... Vem pra cá, não quero esperar até segunda pra te dar seu presente =D
Nick.
Relaxa, a culpa não foi só sua. Mas vamos esquecer isso... Umas 11h eu to ai =D
Jessie.
  Levantei da cama e desci pra tomar café.
 - Oi família – eu disse, quando desci as escadas e encontrei minha mãe lavando a louça e o Mike em lugar nenhum.
 - Bom dia Jessie... Acordou cedo não? – disse minha mãe, me dando um beijo estralado na bochecha
 - Eu percebi. O Mike ainda não acordou?
 - Não, pelo jeito só vamos ver ele na hora do almoço.
 - Hum... Mãe, vou pra casa do Nick.
 - Vai voltar pra almoçar?
 - Vou sim, ele só quer me dar meu presente.
 - Mas agora? Ele não pode esperar até segunda não?
 - Pelo jeito... – eu disse e nós rimos. Comi umas panquecas e subi pro meu quarto de novo. Coloquei uma roupa (Roupa da Jessie: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47658630HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47658630&.locale=pt-br"&HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47658630&.locale=pt-br".locale=pt-br) e fui pra casa do Nick.
Toquei a campainha e o próprio atendeu a porta.
 - Feliz aniversário Jessie – ele disse e me abraçou. Nessa hora, uma coisa estranha aconteceu. Meu coração começou a palpitar mais rápido, e eu não queria soltá-lo de jeito nenhum. As partes do meu corpo que ele me tocava começou a formigar, como se mil correntes elétricas corresse do corpo dele pro meu. O que estava acontecendo comigo? Quando ele me soltou, eu estava um pouco desnorteada.
 - Ah... Vamos lá no meu quarto, seu presente tá lá em cima – disse ele, me puxando para as escadas.
 
  Entramos no quarto dele. É todo verde, com uma cama maior que uma de solteiro e menor que uma de casal com a cabeceira encostada na parede a esquerda da porta, uma mesa com um notebook preto na frente da cama. Dos lados da cama tinham dois criados mudos, com porta retratos com fotos nossas e da banda, e uma da Emily, que eu não entendia o que ainda estava fazendo ali. Na parede onde ficava a cama tinha uma porta que dava para o banheiro dele. Ele pegou uma caixinha preta de veludo, que estava em um dos criados mudos, e me deu.
 - Pra você – ele disse, abrindo a caixinha. Dentro dela, tinha um colar de prata, o pingente era feito com uma das palhetas dele, e de um lado estava escrito Jessie e do outro Nick.
 - Nossa Nick, é lindo! – eu disse, virando de costas pra ele colocar o colar no meu pescoço. De novo, senti a minha nuca formigar, exatamente onde seus dedos a tocavam. Ele colocou o colar e eu virei pra ele. Ele arrumou o meu cabelo, colocou uma mecha atrás da minha orelha e sua mão continuou no meu rosto. Sem explicação nenhuma, ele começou a se aproximar de mim, e eu dele, até ficarmos a poucos centímetros um do outro
 - Nick... – sussurrei, olhando pra ele
 - Jessie... – sussurrou ele. Eu sentia o seu hálito de menta e a sua respiração quente perto de mim.
 - O que a gente está fazendo? – perguntei, meio grogue
 - Eu... não sei... – foi ai que nós acabamos com o espaço que restava entre nossos lábios. Suas mãos foram parar na minha cintura, e as minhas no seu cabelo. O beijo começou calmo, mas depois foi como se nunca mais fossemos nos beijar de novo. Ele me prensou na porta do banheiro, e quando faltava o ar, ele traçava uma trilha de beijos pelo meu pescoço, e depois voltava para os meus lábios. Sem querer (ou não), ele abriu a porta do banheiro, e me prensou na pia, até que de repente eu estava sentada em cima dela, com as pernas em volta da cintura dele. A coisa toda ia piorar, se não fosse por um detalhezinho:
 - Nick, tá em casa? – gritou a mãe dele, no andar de baixo. Naquela hora não consegui decidir se aquilo era bom ou ruim, nós só saímos do banheiro e nos sentamos na cama dele, a uma distância segura, bem na hora em que a mãe dele entra no quarto.
 - Ah, oi Jessie... O que é que vocês dois estão fazendo aqui sozinhos? – disse ela, desconfiada
 - É que... A gente veio pegar o meu presente – eu disse, mostrando o colar
 - Ah é, Parabéns Jessie
 - Obrigada. Mas eu já tenho que ir, minha mãe tá me esperando. Tchau Nick – eu disse, saindo do quarto dele
 - Tchau Jessie – ele disse. Eu saí da casa dele, peguei meu carro e fui correndo pra praia.
  Já que hoje é sábado, a praia está lotada, então andei pelo calçadão até achar um lugar mais vazio. Depois de uns 20 minutos, esse lugar apareceu, e nele estava a Giulia.
 - Oi – eu disse, assustando ela
 - Jessie? O que está fazendo aqui? O que aconteceu? – disse ela.
 - Muitas coisas... – eu disse, me sentando do lado dela. Comecei a contar tudo, desde meu rolo com o Derek até o meu rolo com o Nick.
 - Jessie, você... Você está gostando do Nick?
 - Eu não sei! Eu simplesmente não sei, e eu odeio o fato de não saber o que sinto.
 - Quer saber o que eu acho? Eu acho que vocês nasceram um pro outro e que, se você está gostando dele, ele também está gostando de você. Eu já estava vendo a hora de vocês dois ficarem juntos, e esse negócio de fingir estar namorando só ajudou, ou complicou, no final das contas. E se eu conheço o Nick, ele vai te ligar daqui a pouco, o que só vai confirmar o que eu disse.
 - Acha mesmo?
 - Acho. – e não é que ela estava certa? Foi só ela acabar de falar que meu celular começou a tocar. E era o Nick.
 - Atende – disse ela – ele precisa falar com você.
  Abracei a Giulia, o mais forte que podia
 - Você é a melhor amiga que alguém podia ter, sério
 - Tá, tá legal, eu já sei disso, agora atende o celular antes que ele desista.
  Soltei ela e atendi o telefone.
 - Alô? – eu disse, meio nervosa
 - Jessie... A gente precisa conversar. – disse ele, mas nervoso ainda, do outro lado da linha
 - Também acho. Onde você está?
 - Atrás de você – disse ele. Me virei e lá estava ele, sentado na areia, olhando pra mim. Fui até ele e me sentei do seu lado. Ficamos uns instantes em silêncio, até ele falar:
 - O que foi aquilo hoje cedo?
 - Eu não sei. Só sei que, desde ontem, nossos beijos ficaram bem mais...
 - Quentes.
 - Isso.
 - Já senti coisa parecida antes. Quando eu beijava a Emily. Mas o que rolou hoje foi muito mais forte.
 - Isso não quer dizer que nós estamos...
 - Apaixonados? – ele disse. Olhamos um pro outro, e aquela vontade de beijá-lo voltou de novo, mas, dessa vez, nenhum dos dois lutou contra ela. Aquele beijo foi melhor do que todos os outros que já demos, deve ser porque, dessa vez, os dois sabiam o que estavam sentindo. Quando quebramos o beijo pra respirar, nós dois estávamos sorrindo. Deitei minha cabeça em seu ombro e ele pôs sua mão na minha cintura. Ficamos assim por sei lá quanto tempo, quando vi que já eram quase 14:30.
 - Nossa, minha mãe vai me matar – eu disse, me levantando.
 - Mas já? – disse ele, se levantando também.
 - Sim. Vem comigo? Eu te deixo em casa
 - Ok. – disse ele, pegando minha mão e me fazendo sorrir. Andamos até o meu carro, e chegamos na casa dele. Lá ele me deu outro beijo, sussurrou um “tchau” no meu ouvido e entrou em casa. Chaguei na minha com um sorriso de orelha a orelha, que sumiu logo que eu vi quem estava almoçando com a gente.
 - Oi filha – disse o Richard, com a boca suja de molho de tomate
 - Oi – eu disse, pegando o meu prato e sentando do lado da minha mãe.
 - Vai sair hoje filha? – disse minha mãe
 - Vou, mas é rápido – eu disse
 - Tá legal, vou sair também, mas volto tarde. Vou deixar dinheiro pra vocês pedirem uma Pizza ok?
 - Ok.
  Assim que acabei de comer, recebi uma mensagem do Josh, dizendo onde a mãe dele vai estar. Coloquei meu prato na pia, dei um beijo na minha mãe e outro no Mike.
 - Volto já – eu disse, fechando a porta. Dirigi até o shopping e achei o Josh no estacionamento.
 - Oi – eu disse, cumprimentando ele
 - Oi – ele disse.
 - Cadê a sua mãe?
 - Ela está lá dentro. Vamos?
 - Vamos – eu disse, seguindo ele até o shopping. De costas, ela era alta, com cabelos castanhos ondulados longos, e parecia ser bonita. Quando ela se virou, só comprovou minhas expectativas. Ela era mesmo bonita, tinha olhos castanhos e parecia ser bem jovem.
 - Mãe... essa é a Jessie. – disse o Josh. Esse pequeno comentário deixou a mãe dele muito assustada.
 - Jessie, essa é minha mãe, Elizabeth.
 - Jessie, a filha do Richard. – disse Elizabeth, confusa
 - É, sou eu mesma – eu disse, tentando sorrir
 - Você deve estar me odiando agora...
 - Não, não te odeio.
 - Não? Mas eu roubei seu pai!
 - Não, você roubou o marido da minha mãe. Ele ainda poderia ter sido meu pai. Ele não quis.
 - Mesmo assim, você não deveria ter vindo.
 - Por que não? O Josh tem razão, ele é que não presta. Nem você, nem minha mãe têm culpa nisso tudo.
 - Mas, por minha causa, você cresceu sem pai.
 - E estou muito bem. Ele não presta, e se eu fosse você, também o chutava da vida de vocês. O Josh me contou o que ele faz com você, não acho que ele seja um exemplo de pai.
 - Realmente.
 - Acho que o Josh fica melhor sem esse nosso pai – eu disse, olhando pra ele e sorrindo.
 - Vocês se conhecem há quanto tempo? – perguntou ela, sorrindo
 - Há uns três dias – disse o Josh.
 - Hum... Acho que vocês precisam de mais um tempo pra se conhecerem – disse ela, sorrindo.
 - O que isso quer dizer? – disse o Josh.
 - Ah, você nunca foi de ter amigos mesmo, acho que nada nos prende em São Francisco. Por que a gente não se muda pra cá?
 - Tá falando sério, mãe?
 - Estou sim e, dessa vez, sem o Richard. Olha, a muito tempo quero fazer isso, mas sempre achei que você sentiria falta do seu pai Josh. Mas a Jessie tem razão, é ele que não nos merece. – disse a Elizabeth – e queria te conhecer melhor também Jessie.
 - Vocês vão mesmo ficar? – eu disse, feliz
 - Vamos – disse Elizabeth
 - Caramba, obrigado! Mesmo! – eu disse, abraçando ela e depois ele.
 - Eu só queria saber onde o Richard está... – disse Elizabeth
 - Na minha casa.
 - O que ele está fazendo lá?
 - Também não sei... – eu disse, e ai tive uma ideia – que tal a gente descobrir? – contei meu plano genial e eles concordaram. Amanhã tudo ia mudar.
  Conversamos mais um pouco e, quando deu umas cinco horas, fui pra casa. E lá estava o meu pai, sentado vendo TV.
 - Quando é que você vai embora heim? – eu disse
 - Amanhã... Depois do nosso almoço em família – disse ele
 - Já vai tarde – eu disse quase inaudível
 - O que?
 - Nada – eu disse, subindo pro meu quarto. Fui pro chuveiro feliz, rindo a toa. Coloquei meu pijama e liguei meu PC. Fiquei um pouco no Twitter e no Facebook e depois fui tocar violão, eu estava muito inspirada.
  Uns minutos depois, recebi uma mensagem:
Não consigo parar de pensar em você s2
Nick
Leu meus pensamentos? estava aqui tocando violão e lembrando de você s2
Jessie
  Depois de uns segundos, ele me ligou:
 - Oi – eu disse, feliz
 - Oi – ele disse, no mesmo tom de felicidade
 - Tudo bem?
 - Melhor agora que ouvi sua voz
 - Ai meu Deus, como você é fofo!
 - Com você, sempre – disse ele – e o negócio com a mãe do seu irmão?
 - Ah, então... – contei pra ele tudo o que rolou no shopping e o nosso plano mirabolante. Conversamos mais um pouco e desligamos, eu estava com fome. Desci as escadas e lá estava a Pizza de queijo!!! 
  Comi uns dois pedaços e o Mike comeu o resto, meu pai (ainda bem) já tinha ido embora. Ficamos vendo TVD por umas três horas, e o Mike reclamava dos meus comentários do tipo “Elena, pega o Damon!” ou “Esses Originais heim...” ou então “Queria esse Lobisomem pra mim” Ah, como eu adorava The Vampire Diaries.
  Depois desse dia tão feliz, fui pro meu quarto, peguei meu IPod e dormi, pensando no Nick. 

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