Jessie - Capítulo 5


9 de Dezembro de 2011 – Sexta-Feira
Sabe aquela frase: “depois que você coloca uma música como toque do despertador, você passa a odiá-la”? Então, é a pura verdade! Eu não aguentava mais ouvir “Perfect” do Simple Plan...
  Mas enfim, eu acordei, tomei um maravilhoso banho e coloquei uma roupa (Roupa da Jessie:
http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47541520HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47541520&.locale=pt-br"&HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47541520&.locale=pt-br".locale=pt-br) fiz minha make de sempre e peguei meu celular, que tinha uma mensagem.
Ensaio hoje depois da escola
afinal, temos um show semana que vem :)
Peter
  Nossa, já acordando com ótimas notícias... Mas essa sensação acabou quando vi meu pai na mesa da cozinha.
 - Oi filha – disse ele, tentando me abraçar, mas eu desviei e me sentei do lado da minha mãe na mesa.
 - Não vai mesmo falar comigo? – disse ele, desistindo
 - Nossa, percebeu isso só agora? – dito isso, desisti de tomar café em casa, peguei uma maçã e fui pra casa do Nick, ao som de Attack do 30 Seconds to Mars.
  Estacionei o carro e meu celular começou a vibrar. Uma mensagem.
Pode me encontrar hoje depois da aula?
Josh
Depois da aula não :(
Pode ser depois das seis??
Jessie
Tá legal, pode sim :)
Tá vejo lá xoxo
Josh
  Nick entrou no carro e viu a última mensagem do Josh
 - Vai encontrar o seu irmão? – disse ele, me dando um beijo estralado na bochecha
 - Vou sim...
 - Nossa, gostou mesmo dele não?
 - Demais... É o irmão que eu sempre quis ter. Não que eu não goste do Mike, mas... Ele é diferente...
 - Sei... – disse ele virando pra frente. Comecei a dirigir sem falar nada. O que ele tinha heim? Ele estava com ciúmes de mim? Com meu irmão? Nossa, ele nunca foi ciumento. Que estranho!
  Cansei do silêncio! Perguntei:
 - E ai? Recebeu a mensagem?
 - Recebi sim, to doido pra ensaiar – disse ele, voltando ao normal
 - É, eu também. Quero só ver no que vai dar depois que a gente tocar na escola. Mano, eu estou muito feliz
 - Tá todo mundo feliz, fui dormir sorrindo ontem – ele olhou pra mim e nós rimos.
  Chegamos na escola, entramos no mesmo ritual de sempre e, dessa vez, percebi que não era só a Emily que nos encarava enciumada, o Derek também!! Nossa, ri demais depois.
  Pegamos nossas coisas no armário e fui pra minha primeira aula com a Anne, Geografia.
 - Oi Anne – eu disse, cumprimentando ela
 - Oi Jessie... Vem cá, quem era aquele menino com você ontem? – disse ela, me olhando nos olhos (Roupa da Anne: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47604477HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47604477&.locale=pt-br"&HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47604477&.locale=pt-br".locale=pt-br)
 - Que menino? – respondi, nervosa
 - Aquele que você e o Nick foram se encontrar no meio da primeira aula...
 - Ah, ele... Ele é... Ele não é ninguém
 - Me conta logo esse mistério Jessie! Não confia em mim?
 - Não é isso, é que... É complicado
 - Muitas coisas são complicadas. Me conta logo!
 - Tá legal Anne, vou te contar. Mas não agora, a história é longa.
 - Depois das quatro está bom?
 - Está sim. Me espera lá na minha casa, tenho ensaio hoje, mas eu chego antes das quatro.
 - Ok. Não me leva a mal Jessie, eu só não quero ver você sofrendo.
 - Eu sei Anne – eu disse, abraçando ela – mas já está na hora de vocês saberem dessa história.
  Nós viramos pra frente e a aula de Geografia começou.
  O dia passou rápido, para o bem da nação. Pedi pra Anne levar a Giulia pra minha casa também, eu tinha que contar essa história para as duas. Eu e o Nick fomos para a casa do Pete e, de novo, encontramos ele e o Dani arrumando os instrumentos.
 - Oi gente – eu disse, cumprimentando eles
 - Oi Jessie – disseram eles.
 - Meu aniversário é na segunda, então vai ter role na segunda mesmo – eu disse, pegando o microfone
 - Tá legal então. Que horas? – disse o Pete
 - Umas cinco horas. Vocês vão né?
 - Suas amigas vão? – disse o Dani
 - Vão sim – eu disse, rindo
 - Então nós vamos sim.
 - Vai ser no boliche, lá no shopping. Nos encontre na frente do McDonald’s ok?
 - Ok. – disse o Pete – vamos ensaiar agora?
 - Vamos sim – disse o Nick, pegando a guitarra.
  Dani escolheu Teenagers do My Chemical Romance e tocamos. Depois Pete escolheu Fix You do Coldplay, Nick escolheu Fluorescent Adolescent do Arctic Monkeys e eu I Knew You Were Trouble da Taylor Swift.
  Tocamos mais um monte e depois fomos pra casa. Levei o Nick e o Dani e, quando cheguei, a Anne e a Giulia já estavam lá, conversando com o meu pai.
 - Vocês estão mesmo dando trela pra ele? – eu disse, jogando minhas chaves no canto.
 - Bom te ver também Jessie, e na verdade não, a gente só estava escutando – disse a Giulia (Roupa da Giulia: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47605860HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47605860&.locale=pt-br"&HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47605860&.locale=pt-br".locale=pt-br)
 - Aham. Vamos lá pra cima? – eu disse, indo até o armário da cozinha e pegando minhas preciosas Batatas Pringles e subindo as escadas, com elas atrás de mim. Quando entramos e fechei a porta, perguntei:
 - O que foi que ele disse pra vocês?
 - Disse que sentia sua falta, e que queria que você ficasse com ele no seu aniversário. – disse a Anne, se sentando do lado da Giulia na minha cama – por que você não dá uma chance pra ele Jessie?
 - Depois que eu contar minha história pra vocês, vão saber o porquê eu não dou uma chance pra ele. – sentei na cadeira do computador, peguei uma batata do pote e olhei pra elas.
 - Então vai, começa – disse a Anne, se inclinando pra frente.
  Contei tudo pra elas, desde a verdadeira história da “fuga” do meu pai até a do Josh aqui em LA. – Amanhã vou falar com a mãe dele, e hoje vou encontrá-lo, a gente precisa mesmo conversar direito.
 - Você está certa Jessie, se eu fosse você também falaria com a mãe dele. Mas esse negócio todo não te afeta não? – disse a Anne
 - Não muito. Há muito tempo eu aprendi a não confiar mais no meu pai. Eu não o odeio, não consigo, mas também não o amo. O Mike, mesmo com tudo isso, não toma as dores da minha mãe, ele ainda assim dá trela pro meu pai, ainda dá uma chance pra ele, mas o Josh não. Ele é o único que me entende de verdade, que sente o que eu sinto em relação ao Richard.
 - Ai Jessie, por que você não contou isso pra gente antes? – disse Giulia, me abraçando.
 - Porque eu não conhecia vocês quando isso aconteceu e, depois de tudo isso, foi duro confiar em alguém de novo. O Nick ficou do meu lado esse tempo todo, dele eu nunca duvidei, mas vocês... Eu precisava de tempo pra poder confiar em alguém de novo.
 - Ah Jessie – disseram as duas, me abraçando. Conversamos mais um pouco e, quando deu cinco horas, elas foram embora e eu fui tomar um banho. Estava um pouco frio, então coloquei uma roupa mais quente (Roupa da Jessie: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47588838HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47588838&.locale=pt-br"&HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47588838&.locale=pt-br".locale=pt-br), peguei meu carro e fui embora, ignorando totalmente a voz do meu pai. Cheguei no Burguer King 6:15, e o Josh já estava lá.
 - Oi – eu disse, cumprimentando ele
 - Oi – ele disse, sorrindo.
 - E a sua mãe?
 - Ah, ela está com saudades dele. Ela é muito cega, parece que não vê o que ele faz com a gente.
 - É, eu sei como é. Minha sorte foi que o Richard fugiu, eu realmente não sei o que a minha mãe faria. Mas enfim, você já contou pra ela sobre mim?
 - Não, ela não faz a mínima ideia do que eu estou querendo fazer. Acho melhor assim, ou ela me impediria.
 - Acha mesmo que vou conseguir fazer sua mãe abrir os olhos?
 - Acho sim. No fundo, ela só tenta “não ver” por minha causa, mas quando ela perceber que você está muito bem sem ele, acho que ela muda de ideia.
 - Se você acha...
 - Agora chega de falar deles. Fiquei sabendo que o seu aniversário é na segunda.
 - É.
 - Então... Feliz aniversário adiantado – disse ele, tirando uma caixinha de veludo preto do bolso.
 - Josh...
 - Só aceita. – disse ele. Não disse nada, peguei a caixinha e a abri. Dentro tinha uma pulseira com um pingente de guitarra... Era a coisa mais linda que eu já tinha visto.
 - Nossa... É lindo! Você sabe mesmo dar presentes.
 - É o que me dizem... – disse ele, e nós rimos. Coloquei a pulseira no pulso e logo depois pedimos nossos Whoppers. Conversamos mais um pouco e, quando deu umas oito horas, o levei para o hotel onde ele estava hospedado.
 - Quando você vai embora? – perguntei, quando parei.
 - Domingo – disse ele, meio triste.
 - Ah, queria que você ficasse mais um pouco, nem deu pra gente conversar direito.
 - É, eu sei. Agora que encontro minha irmã, vou ter que ir embora – disse ele, olhando nos meus olhos. Percebi que ele estava triste, assim como eu estava. Não queria que ele fosse embora, queria que ele fosse meu irmão, que ficasse do meu lado.
  Abracei ele pela primeira vez, mas como se fosse a última.
 - Até amanhã – disse ele, saindo do carro
 - Até – eu disse, dando a partida e saindo em qualquer direção. Não sei como, mas no fim das contas fui parar na casa do Nick. Mandei uma SMS pedindo pra ele descer e fui pro banco de trás. Ele entrou no carro, do meu lado, e foi nessa hora que eu comecei a chorar.
 - O que foi? – disse ele, me abraçando. Aquele abraço era tão bom...
 - O Josh... ele vai embora domingo. – eu disse, soluçando.
 - Calma pequena, ele é seu irmão, vocês vão poder se ver quando quiserem.
 - Eu não sei., não sei de mais nada – eu disse, deitando na perna dele, enquanto ele me fazia cafuné, e ficamos assim por pelo menos uns 10 minutos. Seu toque fazia minha pele formigar... E era bom, muito bom. Levantei a cabeça e olhei nos seus olhos. Seus dedos agora percorriam os contornos do meu rosto, os meus olhos, meu nariz, minha boca... Nossos rostos foram se aproximando, meu coração começou a disparar. Senti sua respiração quente no meu rosto, e o cheiro do seu hálito de menta...
  O que é que a gente está fazendo?
  Me afastei antes que a gente cometesse uma besteira. Ficamos olhando pra frente durante um tempão, como se fossemos dois estranhos que acabaram de se conhecer.
 - Eh... Jessie... Eu já vou indo, já está tarde – disse o Nick, se virando pra mim
 - Tá legal... Eh... Tchau então – disse eu, olhando pra ele também. Ele saiu do carro, entrou correndo em casa e nem olhou pra trás. Passei pro banco da frente e voltei pra casa. Fechei a porta da frente, passei reto e ignorei as vozes que me chamavam, apenas fui pro meu quarto, e entrei debaixo do chuveiro. Enquanto a água morna corria pelo meu corpo, pensava em tudo o que aconteceu hoje. Caramba, que dia difícil! Contei tudo para as meninas, meu meio-irmão está indo embora nesse final de semana e... O que foi aquilo com o Nick? Por mais que eu tente evitar esse pensamento, eu queria beijá-lo. O que está acontecendo comigo?
  Desliguei o chuveiro, coloquei meu pijama e fui dormir com o cabelo molhado mesmo, quer dizer, tentei porque, mesmo ás 3 horas da manhã, minha cabeça estava a mil. 

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