7 de Dezembro
de 2011 – Quarta-Feira
Acordei com os
olhas vermelhos, mas decidi não chorar mais, ele não merecia. Sai da cama,
tomei um banho, coloquei uma roupa (Roupa da Jessie: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47040831&.locale=pt-br)
fiz a make, peguei minha mochila, meu celular, coloquei meus fones e desci as
escadas ouvindo Fluorescent Adolescent do Arctic Monkeys. Quando entrei na
cozinha, encontrei minha mãe, meu irmão e... o meu pai!! Dava pra perceber que
ninguém estava feliz com a sua “visitinha” de última hora, principalmente eu.
Eu odiava admitir isso, mas sou muito parecida com ele, os mesmos olhos, o mesmo
nariz, só a boca que parece com a da minha mãe. Não só na aparência, mas também
éramos parecidos na personalidade, ele era tão rancoroso quanto eu.
- Ah, ele já chegou? – eu disse, indo até a geladeira e pegando o suco.
- É Jéssica, eu voltei... E estava doido por um abraço da minha filinha – disse ele abrindo os braços.
- Ah, então o outro é menino? – eu disse, passando reto e indo pra porta, só ouvindo os risinhos disfarçados do Mike. – Ah, mãe, se tiver alguma coisa hoje, te mando uma SMS ok?
- Tá legal filha... Até de noite – ela disse, enquanto fechava a porta e destrancava o meu carro. Coloquei meus óculos escuros, liguei o rádio e fui pra casa do Nick.
Lembra daquela promessa de que não ia mais chorar? Então, assim que o Nick entrou no carro, eu esqueci dela. Eu até posso parecer durona, e faço de tudo pra que todos pensei isso, mas no fundo sou bem frágil, e o Nick é uma das únicas pessoas que sabem disso... ele sabe de tudo não? Mas fazer o que, amigo mais antigo...
- O que foi Jessie? – disse ele, me abraçando
- Meu... meu pai tá aqui – eu disse, chorando mais ainda.
- Ah, não chora não pequena, ele não merece.
- Eu sei mas... Toda vez que ele aparece, essas lembranças ficam na minha cabeça... Por que ele voltou?
- Vamos pra outro lugar, eu dirijo – disse ele, enquanto trocávamos de lugar. Vamos esclarecer uma coisa: Nick sabe sim dirigir, mas ele tem preguiça, então eu dirijo pra ele, entenderam? Enfim, ele me levou pro lugar onde sempre vamos quando queremos pensar: Pra praia.
Já que era manhã de quarta-feira, não tinha muitas pessoas na praia, o que era muito bom. Tirei meu tênis e começamos a andar na areia.
- Agora me diz, o que aconteceu? – disse ele. Contei tudo desde ontem de noite até hoje de manhã, antes de ir pra casa dele.
- Ele vai ficar na sua casa? – ele disse
- Não sei... Fui embora antes que alguém dizer alguma coisa.
- Então tá... Você precisa mostrar pra ele que não precisa mais dele, que está muito bem assim, ou seja, nada de chorar.
- Eu sei... Não sinto falta dele, eu choro por causa do que ele fez com a gente, por que será que ele foi embora? E, se for pra ir, vai de uma vez, por que fica voltando? Odeio isso, odeio mesmo.
- Eu sei pequena... Eu sei. – ele me abraçou e ficamos assim por alguns minutos.
- Não é melhor a gente ir pra escola? – eu disse, me soltando dele
- Pois é... A gente perdeu quantas aulas?
- Uma só – eu disse, olhando no celular. – qual é a sua aula agora?
- Inglês e você?
- Geografia. Vamos logo?
- Vamos. – pegamos nossas coisas e fomos para a escola, eu pra aula de geografia e ele pra de inglês.
Pedi licença e entrei, me sentando do lado da Giulia (Roupa da Giulia: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47059714&.locale=pt-br)
- Aonde é que você estava? – perguntou ela, se virando pra mim.
- Na praia – disse eu
- O que você estava fazendo na praia?
- Meu pai voltou – eu disse. Elas sabiam que meu pai foi embora e que eu tinha raiva dele, só não sabia a história inteira.
- O que?
- Ele chegou hoje, e já está achando que tá todo mundo sentindo a falta dele...
- Mas e ai, o que você fez?
- Dei um fora nele, fui pegar o Nick na casa dele e a gente foi pra praia. Eu precisava pensar... – eu disse. Giulia olhou pro lado e percebi que a Emily estava ouvindo, então ela continuou:
- Nossa, o Nick é um fofo mesmo né? Falta na escola só pra consolar você... Ai, eu queria um namorado assim...
- É, eu tenho sorte de ter ele... – eu disse, vendo a cara de espanto da Emily. Provavelmente o Nick nunca fez isso com ela... Hahahaha!!!
Paramos de perturbar a Emily e prestamos atenção na aula. Já que semana que vem seria a última, teria provas em todos os dias, menos na segunda... Que coisa não?
A aula acabou e a minha próxima era de Inglês, com a Anne. Peguei minhas coisas e fui pra sala e, como sempre, a Anne era a primeira a chegar.
- Oi Anne – eu disse, me sentando do lado dela
- Oi Jessie – ela disse (Roupa da Anne: http://www.polyvore.com/anne_07_12/set?id=47097607)
- Tudo bem?
- Tudo sim... e você heim? O Nick me disse que seu pai voltou...
- Pois é, ele não devia ter voltado...
- É, tem razão. Se for pra ir embora, vai de uma vez, não?
- Também acho. Ele só traz sofrimento quando faz isso.
- Quando ele vai embora?
- Não sei... Mas acho que ele vai querer passar o aniversário comigo. Mas vai ficar querendo, eu já vou sair com vocês e ele não vai me fazer mudar de ideia.
- Tá certa amiga, não o deixa entrar na sua vida de novo depois de sair do jeito que saiu.
A professora pediu silêncio e começou a aula.
- Ah, ele já chegou? – eu disse, indo até a geladeira e pegando o suco.
- É Jéssica, eu voltei... E estava doido por um abraço da minha filinha – disse ele abrindo os braços.
- Ah, então o outro é menino? – eu disse, passando reto e indo pra porta, só ouvindo os risinhos disfarçados do Mike. – Ah, mãe, se tiver alguma coisa hoje, te mando uma SMS ok?
- Tá legal filha... Até de noite – ela disse, enquanto fechava a porta e destrancava o meu carro. Coloquei meus óculos escuros, liguei o rádio e fui pra casa do Nick.
Lembra daquela promessa de que não ia mais chorar? Então, assim que o Nick entrou no carro, eu esqueci dela. Eu até posso parecer durona, e faço de tudo pra que todos pensei isso, mas no fundo sou bem frágil, e o Nick é uma das únicas pessoas que sabem disso... ele sabe de tudo não? Mas fazer o que, amigo mais antigo...
- O que foi Jessie? – disse ele, me abraçando
- Meu... meu pai tá aqui – eu disse, chorando mais ainda.
- Ah, não chora não pequena, ele não merece.
- Eu sei mas... Toda vez que ele aparece, essas lembranças ficam na minha cabeça... Por que ele voltou?
- Vamos pra outro lugar, eu dirijo – disse ele, enquanto trocávamos de lugar. Vamos esclarecer uma coisa: Nick sabe sim dirigir, mas ele tem preguiça, então eu dirijo pra ele, entenderam? Enfim, ele me levou pro lugar onde sempre vamos quando queremos pensar: Pra praia.
Já que era manhã de quarta-feira, não tinha muitas pessoas na praia, o que era muito bom. Tirei meu tênis e começamos a andar na areia.
- Agora me diz, o que aconteceu? – disse ele. Contei tudo desde ontem de noite até hoje de manhã, antes de ir pra casa dele.
- Ele vai ficar na sua casa? – ele disse
- Não sei... Fui embora antes que alguém dizer alguma coisa.
- Então tá... Você precisa mostrar pra ele que não precisa mais dele, que está muito bem assim, ou seja, nada de chorar.
- Eu sei... Não sinto falta dele, eu choro por causa do que ele fez com a gente, por que será que ele foi embora? E, se for pra ir, vai de uma vez, por que fica voltando? Odeio isso, odeio mesmo.
- Eu sei pequena... Eu sei. – ele me abraçou e ficamos assim por alguns minutos.
- Não é melhor a gente ir pra escola? – eu disse, me soltando dele
- Pois é... A gente perdeu quantas aulas?
- Uma só – eu disse, olhando no celular. – qual é a sua aula agora?
- Inglês e você?
- Geografia. Vamos logo?
- Vamos. – pegamos nossas coisas e fomos para a escola, eu pra aula de geografia e ele pra de inglês.
Pedi licença e entrei, me sentando do lado da Giulia (Roupa da Giulia: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47059714&.locale=pt-br)
- Aonde é que você estava? – perguntou ela, se virando pra mim.
- Na praia – disse eu
- O que você estava fazendo na praia?
- Meu pai voltou – eu disse. Elas sabiam que meu pai foi embora e que eu tinha raiva dele, só não sabia a história inteira.
- O que?
- Ele chegou hoje, e já está achando que tá todo mundo sentindo a falta dele...
- Mas e ai, o que você fez?
- Dei um fora nele, fui pegar o Nick na casa dele e a gente foi pra praia. Eu precisava pensar... – eu disse. Giulia olhou pro lado e percebi que a Emily estava ouvindo, então ela continuou:
- Nossa, o Nick é um fofo mesmo né? Falta na escola só pra consolar você... Ai, eu queria um namorado assim...
- É, eu tenho sorte de ter ele... – eu disse, vendo a cara de espanto da Emily. Provavelmente o Nick nunca fez isso com ela... Hahahaha!!!
Paramos de perturbar a Emily e prestamos atenção na aula. Já que semana que vem seria a última, teria provas em todos os dias, menos na segunda... Que coisa não?
A aula acabou e a minha próxima era de Inglês, com a Anne. Peguei minhas coisas e fui pra sala e, como sempre, a Anne era a primeira a chegar.
- Oi Anne – eu disse, me sentando do lado dela
- Oi Jessie – ela disse (Roupa da Anne: http://www.polyvore.com/anne_07_12/set?id=47097607)
- Tudo bem?
- Tudo sim... e você heim? O Nick me disse que seu pai voltou...
- Pois é, ele não devia ter voltado...
- É, tem razão. Se for pra ir embora, vai de uma vez, não?
- Também acho. Ele só traz sofrimento quando faz isso.
- Quando ele vai embora?
- Não sei... Mas acho que ele vai querer passar o aniversário comigo. Mas vai ficar querendo, eu já vou sair com vocês e ele não vai me fazer mudar de ideia.
- Tá certa amiga, não o deixa entrar na sua vida de novo depois de sair do jeito que saiu.
A professora pediu silêncio e começou a aula.
Me despedi das
meninas, dei um beijão no Nick na frente de toda a escola e fomos pro carro.
- Vai pra casa comigo? – eu pergunto
- Por que? – ele pergunta
- Estou meio insegura com esse lance do meu pai... e se ele estiver lá, é só eu e ele e... não quero.
- Tá legal, só vou avisar minha mãe – disse ele, pegando o celular e mandando uma SMS pra mãe dele.
Chegamos em casa e não deu outra: Lá estava o Richard, sentado no sofá, vendo TV, como se a casa fosse dele. Argh!, que cara abusado.
- Oi Jéssica, tudo bem? – disse ele, se virando pra nós
- Estava, até você aparecer... – eu digo, bem grosseira mesmo
- Jéssica, eu sou seu pai...
- Não, você é tudo, menos o meu pai.
- E quem é esse menino ai? – disse ele, apontando pro Nick. Esse menino ai? Ah, essa cara tá pedindo...
- Ah, não se lembra dele? É o Nick.
- Ah, o famoso Nick. Me lembro de você, vivia aqui em casa...
- É, sou eu mesmo... – disse o Nick, tão grosso quanto eu.
- Vamos Nick? Não dá pra fazer nada aqui na sala... – eu disse puxando ele para as escadas
- Peraí, vocês vão pro seu quarto, Jéssica? – disse Richard, com indignação
- Vamos sim, algum problema? – disse o Nick, com raiva
- Tem sim, e quem você pensa que é pra falar desse jeito comigo?
- Ele é meu melhor amigo, aquele que ficou do meu lado todas as horas em que você não estava aqui. Ele é mais do que você – disse isso e subi as escadas, com o Nick atrás de mim.
- Quem ele pensa que é pra falar com você desse jeito? – eu gritei, fechando a porta do meu quarto
- Jessie calma, esquece isso – disse o Nick.
- Argh, bem que eu queria...
- Vamos tocar? Isso sempre te acalma...
- Tá legal... – eu disse, indo pegar meu violão. Tocamos várias músicas, e perdemos legal a noção do tempo. Quando vimos, já estava na hora do Nick ir embora. Levei ele até a porta, mas quando vi meu pai na sala, decidi levar ele até em casa também.
- Você vai ficar bem, pequena? – disse ele, saindo do carro
- Vou sim, já está mais do que na hora de eu perder o medo dele. Obrigado Nick, por tudo – eu disse, abraçando ele
- Fica bem viu? E qualquer coisa, me liga – ele disse, beijando minha testa
- Tá legal. Tchau Nick
- Tchau Jessie – ele entrou em casa e eu voltei pra minha. Quando cheguei lá, meu pai ainda estava na frente da TV.
- Tá legal, o que é que você quer aqui? – perguntei, me sentando perto dele
- Como assim minha filha? – perguntou ele, não entendendo nada
- Por que voltou?
- Ué, pra ver meus filhos...
- Tá legal, agora fala a verdade: Todas as vezes que você veio pra “ver seus filhos” ia embora no mesmo dia... O que está fazendo aqui?
- Pois é, você é esperta mesmo. Então vou te contar. Meu filho está doente
- O que ele tem? – perguntei, não sabendo se isso era mesmo verdade
- Ele está com Hepatite B – disse meu pai, triste mesmo.
- Isso é verdade? – perguntei
- É sim Jéssica, não brincaria com isso.
- Tá legal... E o que você faz aqui?
- Não aguentei vê-lo daquele jeito, precisei vir pra cá.
- Você é um covarde mesmo.
- Como assim?
- Seu filho precisando de você e você fugindo.
- Você não entende Jéssica. Eu não suporto ver o meu filho tão mal assim...
- Entendo sim – eu disse, me levantando – Tudo bem, nunca ninguém que eu amo esteve doente desse jeito, mas já tiveram problemas, já ficaram mal, e eu nunca fugi, mesmo que fosse insuportável vê-los chorando. Eu sabia que eles precisavam de mim, e ele precisa de você agora. Então, faça um favor pra todos nós: Vá embora, cuide do seu filho e não volta mais pra cá. – subi as escadas e fechei a porta. Pelo menos chorar, eu não chorava mais. Tomei um banho, coloquei meu pijama e esperei minha mãe chegar enquanto entrava no Facebook e no Twitter.
Entrei no Face e vi que tinha um pedido de amizade, de um tal de Josh Miller. Aceitei, não sei por que, nunca aceito que eu não conheço, mas esse nome...
- Vai pra casa comigo? – eu pergunto
- Por que? – ele pergunta
- Estou meio insegura com esse lance do meu pai... e se ele estiver lá, é só eu e ele e... não quero.
- Tá legal, só vou avisar minha mãe – disse ele, pegando o celular e mandando uma SMS pra mãe dele.
Chegamos em casa e não deu outra: Lá estava o Richard, sentado no sofá, vendo TV, como se a casa fosse dele. Argh!, que cara abusado.
- Oi Jéssica, tudo bem? – disse ele, se virando pra nós
- Estava, até você aparecer... – eu digo, bem grosseira mesmo
- Jéssica, eu sou seu pai...
- Não, você é tudo, menos o meu pai.
- E quem é esse menino ai? – disse ele, apontando pro Nick. Esse menino ai? Ah, essa cara tá pedindo...
- Ah, não se lembra dele? É o Nick.
- Ah, o famoso Nick. Me lembro de você, vivia aqui em casa...
- É, sou eu mesmo... – disse o Nick, tão grosso quanto eu.
- Vamos Nick? Não dá pra fazer nada aqui na sala... – eu disse puxando ele para as escadas
- Peraí, vocês vão pro seu quarto, Jéssica? – disse Richard, com indignação
- Vamos sim, algum problema? – disse o Nick, com raiva
- Tem sim, e quem você pensa que é pra falar desse jeito comigo?
- Ele é meu melhor amigo, aquele que ficou do meu lado todas as horas em que você não estava aqui. Ele é mais do que você – disse isso e subi as escadas, com o Nick atrás de mim.
- Quem ele pensa que é pra falar com você desse jeito? – eu gritei, fechando a porta do meu quarto
- Jessie calma, esquece isso – disse o Nick.
- Argh, bem que eu queria...
- Vamos tocar? Isso sempre te acalma...
- Tá legal... – eu disse, indo pegar meu violão. Tocamos várias músicas, e perdemos legal a noção do tempo. Quando vimos, já estava na hora do Nick ir embora. Levei ele até a porta, mas quando vi meu pai na sala, decidi levar ele até em casa também.
- Você vai ficar bem, pequena? – disse ele, saindo do carro
- Vou sim, já está mais do que na hora de eu perder o medo dele. Obrigado Nick, por tudo – eu disse, abraçando ele
- Fica bem viu? E qualquer coisa, me liga – ele disse, beijando minha testa
- Tá legal. Tchau Nick
- Tchau Jessie – ele entrou em casa e eu voltei pra minha. Quando cheguei lá, meu pai ainda estava na frente da TV.
- Tá legal, o que é que você quer aqui? – perguntei, me sentando perto dele
- Como assim minha filha? – perguntou ele, não entendendo nada
- Por que voltou?
- Ué, pra ver meus filhos...
- Tá legal, agora fala a verdade: Todas as vezes que você veio pra “ver seus filhos” ia embora no mesmo dia... O que está fazendo aqui?
- Pois é, você é esperta mesmo. Então vou te contar. Meu filho está doente
- O que ele tem? – perguntei, não sabendo se isso era mesmo verdade
- Ele está com Hepatite B – disse meu pai, triste mesmo.
- Isso é verdade? – perguntei
- É sim Jéssica, não brincaria com isso.
- Tá legal... E o que você faz aqui?
- Não aguentei vê-lo daquele jeito, precisei vir pra cá.
- Você é um covarde mesmo.
- Como assim?
- Seu filho precisando de você e você fugindo.
- Você não entende Jéssica. Eu não suporto ver o meu filho tão mal assim...
- Entendo sim – eu disse, me levantando – Tudo bem, nunca ninguém que eu amo esteve doente desse jeito, mas já tiveram problemas, já ficaram mal, e eu nunca fugi, mesmo que fosse insuportável vê-los chorando. Eu sabia que eles precisavam de mim, e ele precisa de você agora. Então, faça um favor pra todos nós: Vá embora, cuide do seu filho e não volta mais pra cá. – subi as escadas e fechei a porta. Pelo menos chorar, eu não chorava mais. Tomei um banho, coloquei meu pijama e esperei minha mãe chegar enquanto entrava no Facebook e no Twitter.
Entrei no Face e vi que tinha um pedido de amizade, de um tal de Josh Miller. Aceitei, não sei por que, nunca aceito que eu não conheço, mas esse nome...
Josh Diz:
Oi Jessie
Oi Jessie
Jessie Diz:
Quem é vc?
Quem é vc?
Josh Diz:
Nossa, o Richard nunca falou de mim pra vc?
Nossa, o Richard nunca falou de mim pra vc?
Não podia ser ele. Fiquei tão distraida, que nem
percebi o seu sobrenome. Miller, esse era o sobrenome do meu pai, que eu nunca
mais usei.
Jessie Diz:
Ele nunca me disse o seu nome
Ele nunca me disse o seu nome
Josh Diz:
Nem ele o seu... Descobri sozinho.
Nem ele o seu... Descobri sozinho.
Jessie Diz:
Ele me disse que vc tava doente
Ele me disse que vc tava doente
Josh Diz:
E vc acreditou nele?
E vc acreditou nele?
Jessie Diz:
Ñ, nunca acreditei no que ele disse.
Ñ, nunca acreditei no que ele disse.
Eu não ia falar pra ele que acreditei né? Não sou tão
burra assim...
Josh Diz:
Faz muito bem...
Faz muito bem...
Jessie Diz:
Peraí, pq vc tem raiva dele?
Peraí, pq vc tem raiva dele?
Josh Diz:
Ele não merece a minha mãe. Ele trai ela o tempo inteiro, e ela ainda assim o perdoa. Já falei isso pra ela, mas ela não me escuta.
Ele não merece a minha mãe. Ele trai ela o tempo inteiro, e ela ainda assim o perdoa. Já falei isso pra ela, mas ela não me escuta.
Jessie Diz:
Ele não muda...
Ele não muda...
Josh Diz:
Agora eu preciso de sua ajuda
Agora eu preciso de sua ajuda
Jessie Diz:
Com o q?
Com o q?
Josh Diz:
Quero que vc me ajuda e tirar ele da minha ksa. Quero que vc fale com a minha mãe.
Quero que vc me ajuda e tirar ele da minha ksa. Quero que vc fale com a minha mãe.
Jessie Diz:
Primeiro: Onde é que vocês moram?
Primeiro: Onde é que vocês moram?
Josh Diz:
São Francisco, mas estamos indo pra Los Angeles.
São Francisco, mas estamos indo pra Los Angeles.
Jessie Diz:
Quando você chega aqui?
Quando você chega aqui?
Josh Diz:
Amanhã
Amanhã
Jessie Diz:
Posso pensar? Amanhã eu te falo
Posso pensar? Amanhã eu te falo
Josh Diz:
Tá legal, me passa o seu celular.
Tá legal, me passa o seu celular.
Passei o celular pra ele e desliguei o computador.
Pensei muito no que o Josh me disse, de tirar meu pai da casa dele... Ele era
tão galinha assim?
Não pensei duas vezes, liguei pro Nick e pedi um conselho:
- O que eu faço? – perguntei.
- Se eu fosse você, primeiro eu conhecia essa Josh, ele também pode estar mentindo.
- Ele vai me ligar amanhã. Vou falar que quero conhecer ele antes
- Tá certo, e eu vou com você.
- Por que?
- Acha mesmo que vou deixar minha melhor amiga se encontrar com um cara que ela nunca viu na vida sozinha?
- Tá legal preocupadinho, você vai comigo.
- Então tá. Preciso ir, beijos
- Beijos, até amanhã.
Desliguei meu celular e fui dormir. Não queria saber de comer, não queria saber de mais nada, só queria deitar e dormir.
Não pensei duas vezes, liguei pro Nick e pedi um conselho:
- O que eu faço? – perguntei.
- Se eu fosse você, primeiro eu conhecia essa Josh, ele também pode estar mentindo.
- Ele vai me ligar amanhã. Vou falar que quero conhecer ele antes
- Tá certo, e eu vou com você.
- Por que?
- Acha mesmo que vou deixar minha melhor amiga se encontrar com um cara que ela nunca viu na vida sozinha?
- Tá legal preocupadinho, você vai comigo.
- Então tá. Preciso ir, beijos
- Beijos, até amanhã.
Desliguei meu celular e fui dormir. Não queria saber de comer, não queria saber de mais nada, só queria deitar e dormir.

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