Jessie - Capítulo 4


8 de Dezembro de 2011 – Quinta-Feira.
  Acordei com muita dor de cabeça. Tomei um banho gelado e coloquei uma roupa (Roupa da Jessie: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47339573HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47339573&.locale=pt-br"&HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47339573&.locale=pt-br".locale=pt-br) tomei um comprimido pra dor de cabeça e desci as escadas. Quando cheguei na cozinha, encontrei apenas minha mãe e meu irmão.
 - Ah, ele não está aqui? – perguntei, aliviada
 - Não, mandei ele embora ontem – disse minha mãe, me oferecendo suco de laranja e panquecas
 - O que ele veio fazer aqui afinal?
 - Ninguém sabe. O que a gente sabe é que ele está aqui, e só vai embora depois do seu aniversário, Jessie – disse o Mike
 - O que? Se ele está pensando que vou passar meu aniversário com ele, está muito enganado – eu disse, pegando uma panqueca e indo até o carro. – vou indo. Beijos mãe
 - Até de noite filha – disse minha mãe, me dando um beijo estralado na bochecha. Peguei minhas chaves e dirigi até a casa do Nick, que já estava me esperando na porta de casa.
 - Oi gata – disse ele, me cumprimentando
 - Oi gato – eu disse.
 - O seu irmão já te ligou hoje?
 - Ainda não... Assim que ele me ligar, te mando uma SMS ok?
 - Tá legal.
  Comecei a dirigir até a escola.
 - E a Emily? Já saiu da sua cabeça?
 - Não... tive um sonho com ela hoje. Ela estava me pedindo desculpas por tudo o que fez pra mim, mas ai eu não quis e fui embora.
 - Que sonho bom
 - Mas ai eu me arrependi e corri atrás dela.
 - Você é fraco.
 - Eu sei, mas o que eu sinto por ela é mais forte que eu – ele deitou a cabeça no meu ombro
 - Se eu consegui esquecer aquele babaca, você também consegue esquecê-la. – eu disse, sorrindo. Olhei em seus olhos e percebi um brilho que eu nunca tinha visto antes, um brilho fraco, mas que me hipnotizou por um tempo. Que estranho.
  Estacionei o carro e saímos de mãos dadas. Pegamos nossas coisas no armário e fomos pra aula de História, com a Giulia e a Anne.
  A Giulia estava na carteira de frente (Roupa da Giulia:
http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47391396HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47391396&.locale=pt-br"&HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47391396&.locale=pt-br".locale=pt-br) do lado da Anne (Roupa da Anne: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47391505HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47391505&.locale=pt-br"&HYPERLINK "http://www.polyvore.com/cgi/set?id=47391505&.locale=pt-br".locale=pt-br). Me sentei com o Nick e a aula de história começou. Senti meu celular vibrar no bolso e vi a mensagem de um número desconhecido:
Acabei de chegar em Los Angeles, estou na frente da sua escola.
E ai, já decidiu?
Josh
Mostrei a mensagem pro Nick, que digitou:
To indo pra ai, mas não decidi nada ainda... Ainda não confio em você
Jessie
Recebi depois:
Não confia em mim? Por que?
Respondi:
Você é filho do meu pai, quem sabe o que você quer?
Ele respondeu:
Garota esperta. Tá legal, to te esperando.
  Olhei pro Nick e levantei a mão:
 - Professor, não estou me sentindo bem. Posso ir na enfermaria?
 - Pode sim Jéssica... – disse o professor de História.
  Me levantei e fingi que estava tonta.
 - Professor, o Nick pode ir comigo?
 - Pode sim, mas volte logo heim...
 - Pode deixar professor – disse o Nick, me levando pra fora. Saímos da sala de aula e fomos correndo pro estacionamento da escola.
  Não tinha ninguém lá, apenas um menino, alto, moreno, com cabelos cacheados e os meus olhos verdes. Ele estava com uma calça jeans e uma camiseta preta de gola V. Ele era idêntico ao meu pai.
 - Josh? – disse eu, quando cheguei mais perto
 - Jessie? – ele disse, como se estivesse estranhando alguma coisa.
 - Você tem quantos anos? – perguntei, percebendo que ele não podia ter 12.
 - 15 – disse ele.
 - 15? O Richard disse que você tinha 12
 - Ele me disse que você tinha 15. Quantos anos você tem?
 - Quase 17 – Disse eu. Nossa, aquele canalha tá traindo minha mãe a mais tempo do que eu imaginava.
 - Nossa, o que mais ele me falou que é mentira? – disse ele, frustrado.
 - Tem alguma coisa que ele nos falou que é verdade? – disse eu.
 - Tem razão. Então... Vai aceitar? – pergunta ele.
 - Acho que sim... Você não me parece do tipo que mente – eu disse, olhando pro Nick e percebendo que ele teve a mesma dedução que eu.
 - Quem é esse? – disse o Josh, olhando por Nick
 - Um amigo meu. Tá legal, o que você quer que eu fale pra sua mãe?
 - Quero só que você apareça na frente dela... Isso já vai bastar.
 - Tá legal... Quando?
 - Pode ser no sábado?
 - Pode sim. Agora deixa eu voltar antes que alguém descubra que eu fugi
 - Tá legal... – ele estendeu a mão – foi bom te conhecer
 - Foi mesmo – eu disse, apertando a mão dele.
 - Até sábado
 - Até – eu disse, me virando e entrando na escola.
  Aquele garoto me lembrou meu irmão, só que nua versão mais nova. Eu gostei dele, queria ter conhecido ele antes, queria ter vivido mais com ele, parecia tão sozinho...
 - Você gostou mesmo dele não? – disse o Nick, vendo minha cara
 - Demais. Queria ter conhecido ele antes.
 - É, eu percebi. Ele tem sorte de ter uma irmã que nem você
 - Ah Nick, você sempre sabe o que falar – disse eu, abraçando ele. Os abraços do Nick se tornavam cada vez mais quentes, mas protetores, mais viciantes. O que estava acontecendo?
  Nessa hora, o sinal bateu e todo mundo saiu da sala. Fomos até o nosso armário de mãos dadas e comecei a reparar na escola. Ela estava toda enfeitada de cartazes pro baile de inverno, que ia ser dia 17.
 - Nossa, o baile... Esqueci legal – eu disse, abrindo meu armário e encontrando um envelope branco com o meu nome. Olhei pro Nick e vi que ele tinha um também.
 - O que é isso? – perguntou ele
 - Só tem um jeito de descobrir – eu disse, abrindo o envelope. Nele estava escrito o seguinte:
Jessie
Convidamos você e sua banda para tocar no baile de inverno, que ocorrerá dia 17/12 ás 21:00 horas. Espero que você aceite.
Comunique-nos da sua decisão.
- Comissão organizadora do baile.
  Caraca! Eu vou tocar no baile de inverno!!! No bilhete do Nick estava escrito a mesma coisa, e nós demos muitos pulos de alegria.
  A Anne chegou perto e perguntou:
 - O que aconteceu? – mostramos os convites pra ela.
 - Caramba, vocês vão tocar no baile – ela disse, pulando com a gente.
 - Vamos falar com os meninos agora – eu disse, pegando o meu celular e discando para o Daniel. Os dois estudavam juntos, e provavelmente estavam juntos essa hora.
 - Alô – disse o Dani, atendendo o celular
 - Dani, é a Jessie, o Pete tá ai? – perguntei, feliz
 - Tá sim, vou por no viva-voz
 - E ae Jessie – disse o Pete
 - Oi gente, então, sabe o baile de inverno que tem todo ano aqui na minha escola?
 - Sei sim – disse o Dani
 - ELES CHAMARAM A GENTE PRA TOCAR!! – gritou o Nick. Logo depois disso, seguiram-se várias demonstrações de felicidade, com direito a palavrões também, aquele bando de bocas sujas...
  Desligamos o celular, muito felizes ainda, e fomos pra aula de Biologia, uma das matérias que eu mais odiava, com a Giulia, que ainda não sabia da novidade.
  Naquele dia ninguém estudou, estávamos tão empolgados com o negócio da banda que ninguém quis saber de mais nada.
  Voltei pra casa, depois de um dia cansativo, e encontrei meu pai na cozinha comendo as MINHAS BATATAS PRINGLES!!!
 - O que você está fazendo? – eu disse, tomando o pote da mão dele
 - O que? Não posso comer? – disse ele, dando um gole numa cerveja
 - Não. Primeiro, essas batatas são MINHAS e a casa também. ENTÃO PARA DE COMER A MINHA COMIDA – eu disse, pegando a lata de cerveja e jogando no lixo.
 - Hey!? – disse ele, enquanto eu pegava uma lata de coca na geladeira, o sanduba que minha mãe fez mais cedo pra mim e subia pro meu quarto.
  Comi meu sanduba numa rapidez incrível e fui pro Facebook. O Josh estava on, e começamos a conversar sobre tudo: cor favorita, bandas favoritas, namorados(as) e etc. Ele era muito parecido comigo, as mesmas bandas, o mesmos gostos, as mesmas manias... Eu gostava dele cada vez mais.
  Tomei um banho, coloquei meu pijama e desci pra jantar. Meu pai já tinha ido embora, ainda bem. Comemos muito e rimos demais, eu amo a minha família.
  Fui dormir pensando no Josh, o irmão que eu só fui conhecer agora. Pelo menos pra uma coisa boa o Richard prestou: Ele, querendo ou não, me aproximou do meu irmão, que talvez eu nunca fosse conhecer. 

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